Agora é isso...



Continuando a postagem anterior, e respondendo às perguntas deixadas pelo leitor João Luiz (que disse que leu o blog inteiro, depois perguntou, perguntou, depois sumiu). Passando à pergunta 2...


2) Depois que você se converteu ao catolicismo, como ficou o seu espírito de buscador? Suas dúvidas foram respondidas, sua angústia foi acalmada? Você não busca mais, não se pergunta sobre as coisas mais? Está calmo com as respostas que a igreja dá?


_______Bom, João (gosto deste nome, é forte, amigo, arquetípico, transcendente...), sendo bem direto, depois que eu me converti ao catolicismo... A minha paz acabou, para sempre. A tranquilidade, a quietude de espírito, que eu tanto prezava nas religiões orientais, saiu pela porta, foi embora sem se despedir e, até hoje, não voltou.

_______Chocante? Deve ser. Mas a minha experiência de cristianismo é muito intensa e profunda, como é a minha cara em tudo. Não sou morno, e o mais próximo que eu já fui capaz de chegar disso foram minhas experiências no hinduísmo, brahmanismo e budismo. Talvez por isso tenha me encantado tanto, na época. É muito agradável ser morno, crer que tudo está bem e eu não tenho que fazer nada, não tenho que me preocupar com nada... É isso que eles dizem, por lá. Mas quando me tornei cristão, o morno se tornou fervente, e eu gritei: Ai! Está queimando!

_______Em muitos outros momentos eu me assustei, me afastei um pouco, e em outras vezes corri e tentei fugir mesmo, porque o Jesus que eu encontrei é um fogo que queima fundo, até os ossos, é um DEUS que atrai e repele a um só tempo. É um Jesus muito diferente daquele cara vestido de branco, sentado placidamente em posição de lótus, olhando o horizonte, cabelos ao vento e olhos azul profundo. E quando eu tive medo, achando que não seria capaz de suportar o "tranco", e corri, fugi da raia, nessas ocasiões me senti gelado, trêmulo, como que mergulhado num mar de gelo. E DEUS ria de mim, eu, pobre tolo, covarde, identificado com o tempo, apegado aos prazeres temporários, efêmeros e fúteis deste mundo...

_______Mas DEUS ri para me acalmar, para tornar a cruz mais leve, para se fazer próximo. Não ri com desdém, porque eu sei que ele também sofre por mim, também sente quando eu fracasso, quando decepciono. E essa é uma parte muito difícil de ser cristão: que DEUS é esse que ri, que sofre por mim, que me ajuda a levar minha cruz?? DEUS não "deveria" ser magnânimo, Todo-poderoso, impassível, imóvel, completamente alheio aos sentimentos e fraquezas humanas? E não seria mais fácil ele não me dar uma cruz para carregar, antes de qualquer coisa, ao invés de me colocar esse peso nas costas para depois me ajudar a levar? O Senhor me perdoe, pois eu sei que é isso que Ele quer para mim, mas em minha caminhada eu senti saudades do tempo em que acendia varetas de incenso e recitava mantras sem saber direito o que estava dizendo, porque eram tempos de paz. Mesmo que fosse uma paz fundamentada em mentiras e falsidade. Não digo que as religiões orientais sejam mentirosas e falsas, mas elas representavam um caminho falso para mim. E ninguém pode se realizar se não for si mesmo.

_______Quando cheguei ao catolicismo, exclamei: "aqui é de verdade!"... Eu havia sido levado até ali, mas a minha convicção não era só por esse motivo. Eu sabia, no mais íntimo do meu ser, no mais profundo da minha alma, que era ali, exatamente ali, que a Verdade que eu buscava desde a infância me esperava para se revelar. Só não sabia que eu teria que persegui-la, num jogo divino de gato e rato que parece nunca ter fim. - Mas que me torna mais forte a cada tropeço, a cada cabeçada, a cada derrapada, e também a cada acerto.

_______Eu já tinha passado por inúmeras salas de meditação, já tinha me retorcido em busca do Yoga, já havia me deslumbrado com as filosofias Advaita... E não havia encontrado DEUS em nenhum daqueles lugares. Mas no catolicismo DEUS se manifestava de modo tão claro, sua presença era tão concreta que chegava a me deixar tonto, desnorteado... e às vezes também extasiado. Mas Ele sem dúvida estava ali. Eu o vi, além de tudo, na coerência, nas vidas dos santos, - mortos e vivos, - na prática diária... e nos Milagres. Nem vou considerar, nesta análise breve, os inúmeros sinais recebidos, por sua natureza intrinsecamente subjetiva. Embora, em muitas ocasiões, seja muito difícil ignorá-los.

_______Não, não encontrei paz no cristianismo, a não ser em momentos especiais. - Momentos tão especiais e avassaladores que bastam para compensar todo o restante. - O cristianismo não é um caminho de paz. Não é suave, é radical. É conflituoso, gera conflito interno, por sua própria natureza, pois é a busca incessante do ser humano por negar a si mesmo. Os maiores santos e santas foram heróis e heroínas na arte da auto-negação. Ser cristão é lutar contra si mesmo, todos os dias. Não há muito espaço nem muito tempo para a paz, a não ser em breves pausas no combate, que são consolação e descanso para a alma extenuada.

_______Ok, ok, estou pintando um quadro assustador. Mas procure manter em mente que este quadro é parcial. Só estou respondendo às suas perguntas a partir da perspectiva do quadro geral, tendo em vista aquele menino buscador que cresceu, amadureceu e se vestiu com as cores da Igreja para continuar a Busca. Foi o meu espírito de buscador sincero e honesto consigo mesmo que me levou à Igreja, pois DEUS, sem nenhuma sombra de dúvida, me conduziu a isso. DEUS me abriu essa porta e ordenou: entre. Obedeci, confesso, cheio de medo. Ainda tenho medo hoje, porque é uma opção que exige coragem, e minha coragem às vezes falha. Mas é a Verdade. É o que eu queria e busquei a vida inteira. Para o menino que queria encontrar a Verdade, foi a única opção. A partir do momento em que se entra por essa porta estreita e se toma este Caminho apertado, é um aprender sem fim.

_______Mas é compensador esse Caminho. É gratificante, é transcendental, é tudo! É o que dá fundamento e base, é o que faz feliz, é o que consola nas dores, o que realça e dá cor às alegrias desta vida! É pura loucura! No fim, é simplesmente ser feliz!

_______Uma explicação: estive falando em cristianismo, em ser cristão... Mas você me perguntou sobre catolicismo. É que, para mim, as duas coisas são absolutamente indissociáveis. Honestamente, não vejo diferença entre catolicismo e cristianismo autêntico. No mundo de hoje, vejo muita deturpação escondida sob o rótulo de "cristianismo", mas que não tem nada a ver com o puro e verdadeiro cristianismo. Bem ou mal, a Igreja Católica é a Igreja deixada por Cristo sobre a Terra, e quem se debruçar sobre a questão com espírito desarmado e puro, isentando-se de preconceitos e medos, vai acabar enxergando isto.

_______O cristianismo é, por sua própria natureza e essência, católico, isto é, universal. Não existe cristianismo da "igreja X", "igreja Y", "igreja Z"... Não é possível ser Igreja jogando-se fora o testemunho dos santos, o exemplo de Maria, a sabedoria de S. Tomás de Aquino, Sto. Agostinho, S. João da Cruz, etc, etc... Ser igreja não é seguir um indivíduo que simplesmente leu a Bíblia, alugou um salão e chamou de igreja, registrando um nome fantasia no cartório. Não. E também não é a interpretação pessoal deste ou daquele, por mais sábio e até honesto que seja. O cristianismo, isto é, a Igreja de Cristo, é a caminhada de um povo, que se iniciou há dois milênios e continua ainda hoje, pois as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela.

_______Esta Igreja precisou organizar-se, hierarquizar-se, por questões puramente práticas. Não haveria como ser diferente. Nesse processo, ao longo dos séculos, inúmeros erros foram cometidos, muitas deformações surgiram, e continuam surgindo. Existiram, existem e por certo continuarão existindo falhas humanas daqueles que gerenciam a "máquina" da Igreja na Terra. Mas existe uma Igreja dentro da Igreja, que é divina, que se mantém imaculada, que permanece lá, sob toda a crosta de impureza, intocada, e pode ser alcançada por todo buscador sincero. Às vezes, essa Igreja se manifesta através de visões, de Milagres, alguns grandiosos, outros discretos. Às vezes, essa Igreja santa e espiritual manda sinais sutis àqueles que a procuram sem saber, e sem saber onde ela está, e às vezes são sinais imensos, tremendos. Às vezes, um câncer incurável é curado. Uma face destruída é reconstituída. Outras, um braço ou uma perna são restituídos. Um santo(a) é desenterrado décadas depois de sua morte e seu corpo está inteirinho, preservado, exalando perfume... Às vezes, um santo voa, literalmente! Às vezes, outro santo aparece em dois ou mais lugares ao mesmo tempo! Outros ainda passam anos a fio sem se alimentar, mantendo o vigor físico... Às vezes, o vinho vira Sangue, o pão vira Carne. Às vezes, a Virgem Maria ou o próprio Senhor Jesus Cristo aparecem para algum vidente, e o sol muda de lugar, os cegos voltam a enxergar, a estéril concebe e dá a luz... Ou uma criança morta ressuscita.

_______São Sinais que demonstram que essa Igreja Celestial subsiste, que é real e está ao nosso alcance, e que não devemos nos deixar iludir com as falhas da Igreja Terrestre, visível, gerida por homens imperfeitos, e nem pelos gritos dos seus inimigos. Por isso coloquei uma foto do Papa Bento XVI, este imenso homem de Deus, este santo herói da fé, humano, fraco, humilde, velhinho, sentadinho num banco do jardim. Por que odiar um cara que tem sete doutorados, é considerado o maior teólogo vivo do nosso planeta, que poderia estar rico como autor e palestrante, mas prefere abraçar uma vida de total renúncia, jejua semanalmente, acorda todos os dias às 5h da manhã para rezar e precisa ser exemplo máximo de retidão e santidade para milhões? Podem existir motivos legítimos para discordar do homem, mas o ódio explícito que vemos não tem outra explicação a não ser esta: "Sereis odiados por causa do meu Nome".

_______Não; minhas dúvidas não foram todas respondidas; - até porque eu não sou um cara simples, que tem poucas dúvidas. Eu tenho muitíssimos questionamentos e perguntas, - mas elas vão sendo respondidas a cada dia, a cada novo passo nesse Caminho. E o bom desse processo difícil e lento é que, quando uma resposta vem, ela é bem fundamentada, é sólida, não se baseia em "achismo", em conjectura, não é algo imaginado, construído pelo intelecto humano. São respostas que satisfazem e dão liberdade e, aí sim, paz.

_______Alterno períodos de intensa paz e alegria com períodos de angústia profunda, que por sua vez me levam a novas fases de paz, que vai se tornando ainda maior. É um processo de eterna construção de si mesmo, é dinâmico, muitas vezes atribulado. - Por isso falei que o cristianismo não é um caminho de paz. E aí acho que respondo a todas as outras perguntas: Sim, eu continuo buscando, pois o cristianismo que descobri é buscar mais e mais; sim eu me pergunto sobre as coisas, sobre os porquês, e muitas vezes sou impaciente, mas a grande maravilha é que as respostas vêm, e são sempre perfeitas e saciam plenamente a minha sede de buscador. Até surgir uma nova pergunta, e aí começa tudo de novo. Não, eu não estou "calmo", isto é, conformado com as respostas que a Igreja me dá, ao menos não até que eu consiga digerir, compreender e assumir tais respostas.

_______Importante notar que as respostas dos homens que representam a Igreja nem sempre são as respostas da Igreja. Mas para cada resposta da Igreja, a Celeste, que eu refutei, até hoje, acabei sendo obrigado, algum tempo depois, a voltar atrás e dar a mão à palmatória, dizendo: "eu estava errado; a Igreja estava certa, e agora entendo porque".

_______Até a próxima...


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É mais ou menos isto, agora...



Continuando a postagem anterior, e respondendo às perguntas deixadas pelo leitor João Luiz. Comecemos pelo começo, pergunta 1...


1) Você encontrou o que estava procurando? Encontrou Deus? Encontrou a vida eterna? Definitivo?


Encontrei muitas coisas na Busca, sim. Por algumas vezes, em alguns episódios extraordinários da minha vida, que tentei descrever aqui, e você também leu e comentou, eu vivi a indescritível experiência de estar perto de Deus, sim.

É interessante responder a essa sua primeira pergunta, a pergunta de alguém que leu a minha história desde o começo e quer saber o desfecho, o ato final, o que aconteceu com o herói na conclusão da grande saga. Sabe, aquilo que eu imaginava, aquele contato direto, com todas as respostas objetivas, diretas e claras, como eu queria no começo, não, eu não encontrei essas coisas. Eu recebi um chamado, e depois tive uma série de confirmações desse chamado, confirmações da fé que eu abracei. Mas continua sendo fé.

Aqui, é importante falar de fé. Um amigo me disse, uma vez, que não acredita em ateísmo, que é impossível viver sem fé. Interessante essa afirmação, não? Não acreditar em não acreditar... Para explicar o conceito, ele deu um exemplo bem simples: um sujeito que vai à padaria pela manhã, compra alguns pães e talvez um pedaço de bolo. - Até para realizar um gesto simples como esse, é preciso ter fé. Fé naquele estabelecimento comercial, naquela padaria, no padeiro, na pessoa que está vendendo o pão e o bolo, no fornecedor da padaria, etc. É um gesto de fé consumir produtos de qualquer estabelecimento, pois o pão poderia estar envenenado, o bolo estragado, poderia ser prejudicial à saúde, por exemplo. O balconista poderia mandar uma cusparada no recheio do bolo, antes de embrulhar, ou coisa pior, só por estar com raiva da vida naquele dia... Mas o homem vai lá, compra o pão, o pedaço de bolo, leva para casa e come. É um ato de fé.

Esse raciocínio diz que tudo, absolutamente tudo o que fazemos, está baseado na fé em alguma coisa. Eu estou aqui, agora, e acredito que minha esposa não está me traindo, que meu filho não está cabulando aula, que vale a pena fazer o que estou fazendo, seja lá o que for, porque é o que deve ser feito por mim neste exato momento. Tudo é um gesto de fé.

Não se vive sem fé. Todos nós temos fé em alguma coisa. Fé na ciência, por exemplo. E é da incerteza das coisas comumente aceitas como certas é que nascem as revoluções, para o bem e para o mal, as grandes invenções, e também... as teorias da conspiração. Foi o Bush quem mandou explodir as torres gêmeas, para ter um álibi para começar a guerra e se apossar do petróleo... Os Illuminati, aliados aos maçons, estão tramando a dominação do mundo, o que, se não tomarmos cuidado, vai acontecer em breve... Elvis não morreu... E a Nike comprou a copa do mundo de 1998 para a França, pois o Brasil nunca teria perdido aquela final, se não estivesse, inteirinha, subornada...

Sem fé, a cabeça pira, entra em parafuso. Todos temos fé em alguma coisa. Ter fé faz parte da experiência humana mais básica de todas: viver. E talvez até os animais, num nível instintivo, tenham fé. Minha gata deita-se sob a cadeira onde eu sento para escrever, bem debaixo dos meus pés. Ela tem uma grande convicção de que eu não vou pisar nela, que vou tomar cuidado e não vou me afastar para trás, passando com as rodinhas e meus 93 quilos sobre o seu rabo ou pata... ou será que ela simplesmente não tem noção do perigo? Acho que não, porque quando vem alguém aqui em casa que não gosta de gatos, ela nem chega perto. Mas quando é alguém que gosta dos bichanos, ela se aproxima, e se fizer um agrado ainda se aninha no colo dessa pessoa.

Bem, bem, a fé é um fator intrínseco da vida. Sem fé em alguma coisa, a vida seria impossível. E o objetivo máximo da fé é, como não poderia deixar de ser, DEUS: não podemos ver nem tocar, não podemos ouvir, não podemos sentir usando nenhum dos nossos sentidos físicos. Mas cremos que é o responsável por nossas vidas, por tudo o que somos, temos, vivemos... Ora, tudo o que podemos comprovar, como objetivamente real, neste mundo, se dá pelas vias dos sentidos físicos, certo? Afinal, vivemos num Universo físico. Tudo o que passa daí se inclui na categoria do subjetivo. E se é subjetivo, é pessoal, não pode ser compartilhado com outras pessoas, não pode ser provado nem demonstrado. a não ser... pela fé. Como uma ideia como essas pode ter sobrevivido por tanto tempo é algo de enlouquecer. A maior prova da importância fundamental da fé na experiência humana.

Se eu encontrei o que estava procurando? A resposta mais sincera que posso dar, a esta altura da minha vida, é bem simples: não. Acho que cheguei perto, talvez bem perto. É nesse ponto que estou agora, num quarto escuro, tateando, chamando sem cessar: DEUS? Estais aí? Estou no caminho certo? É isso mesmo o que quereis de mim? Qual deve ser o meu próximo passo?

Às vezes, posso jurar, ouço uma voz muito suave me dizendo: "Sim, continua tentando, que Eu Sou próximo, não desanima!"... E, às vezes, é mais do que uma impressão, pois as comprovações daquilo que ouço se traduzem em efeitos concretos, palpáveis, bem reais.

O que tenho percebido é que DEUS parece querer que eu o procure, que eu o encontre por meus próprios esforços ou, ao menos, por minha persistência e determinação. Ás vezes sou tomado por dúvidas terríveis, e às vezes uma certeza imensa me invade, me aquece e conforta.

Disse que não encontrei o que procurava, porque o que procurava era uma certeza, uma resposta clara, um Encontro definitivo, perene, pleno, estável. Não encontrei estas coisas. Encontrei uma batalha, uma Busca depois da busca, que parece ser infinita enquanto durar esta vida.

Encontrei DEUS. Mas não como eu esperava. A vida eterna? Sim. Mas não como eu esperava. Algo definitivo? O que pode ser mais definitivo do que o Agora?




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Perguntas aguardando respostas

"Boa tarde, H K Merton. Meu nome é João Luiz, sou uma pessoa calma e tenho interesse pela espiritualidade desde que eu nasci, eu acho. Precisei de uma tarde inteira e uma manhã e uma parte de uma outra tarde para ler a história da sua vida. Tentei ler tudo com calma e pulei poucos posts. Comecei a ler "do começo"e não consegui parar mais! Me identifiquei demais com a sua história.

Algumas partes me chamaram muita atenção, e algumas me fizeram ir numa viagem que mudou a minha vida. Você escreve muito bem, e deu para ver a evolução na sua capacidade narrativa do começo até o fim. Cada vez melhor. No começo você escrevia muito, heim?

Gostaria de comentar com destaque as partes que falaram do problema do mal, as séries em busca da libertação final, a sequência do grande milagre que mudou tanto a sua vida... também li uma boa parte dos comentários e as suas respostas. Eu vi que as vezes você parecia ansioso, as vezes muito calmo, outras vezes arrogante, outras vezes você dava respostas muito precisas, muito perfeitas mesmo, para as perguntas que os outros lhe faziam. Virei seu admirador. Entendi o seu modo de pensar, meditei com você.

Estou transformado, eu fui mais um que você ajudou, mais uma vida que você transformou com a sua história e a sua generosidade em compartilhar as coisas que você aprendeu e viveu.

Mas de tudo, uma coisa ficou na minha cabeça e no meu coração, que eu preciso muito perguntar. Sei que ultimamente não ta dando tempo para responder e interagir com os seus leitores como você fazia antes, mas mesmo assim, se puder, me responda essas perguntas:

1) você encontrou o que estava procurando? Encontrou Deus? Encontrou a vida eterna? Definitivo?

2) Depois que você se converteu ao catolicismo, como ficou o seu espírito de buscador? Suas dúvidas foram respondidas, sua angústia foi acalmada? Você não busca mais, não se pergunta sobre as coisas mais? Está calmo com as respostas que a igreja dá?

3) a visão que você teve (na missa) foi muito importante pelo que eu notei ,mas você não está apoiando a sua fé numa visão? E se a visão fosse um engano? A mente as vezes engana a gente, não é mesmo? E se você de repente descobrisse que toda a visão não foi verdadeira?

4) como está a vida do H K Merton hoje? Qual é o seu pensamento? o que você fez par acalmar aquele espírito de questionador que tantas perguntas fazia e nunca se contentava com nenhuma resposta? Qual é a sua mensagem para os seus leitores hoje em dia?

Obrigado, querido mestre !

João Luiz..."



Olá, João Luiz! Obrigado por todos os elogios e pela amizade. Estava precisando que alguém comentasse algo assim, isto é, que alguém me fizesse estas perguntas fundamentais. No momento, porém, estou fechadíssimo para balanço. Assim que possível, venho responder às suas dúvidas, ok? Por ora, deixo um grande abraço fraterno para você, e duas pequenas observações: primeira, tomei a liberdade de corrigir pequenos erros de digitação na sua mensagem, antes de publicar em forma de post. Segunda, se você leu quase tudo que escrevi neste blog, deveria ter aprendido que eu não sou mestre nenhum!



Até breve, se Deus quiser...


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