
"Ó meu Jesus, Vós sois o Cristo, meu Pai Santo, meu Deus misericordioso, meu Rei infinitamente grande!
Vós sois meu Bom Pastor, meu único Mestre, meu Auxilio todo bondade, meu Bem-amado de arrebatadora Beleza, meu Pão da Vida, meu Sacerdote Eterno!
Vós sois meu Guia para a Pátria, minha Luz verdadeira, minha Doçura toda Santa, meu Caminho direto. Vós sois minha Sabedoria sublime, minha Simplicidade pura, minha pacífica Concórdia. Vós sois toda a minha Defesa, minha preciosa Herança, minha eterna Salvação.
Ó Jesus Cristo, Mestre adorável, porque é que eu amei ou desejei em toda minha vida outra coisa fora de Vós, Jesus, meu Deus?! Onde estava eu quando não pensava em Vós?! Que o meu coração, ao menos a partir deste momento, só arda em desejos de Vós, Senhor Jesus; que só para Vos amar ele se dilate!
Desejos da minha alma, correi doravante: já basta de delongas! Apressai-vos a atingir o fim por que aspirais, buscai em verdade Aquele que procurais!
Ó Jesus seja anátema quem não Vos amar! Seja repleto de amargura! Ó doce Jesus, sede o amor, as delicias e o objeto de admiração de todo coração dignamente consagrado à Vossa glória!
Deus do meu coração e minha herança, Divino Jesus, que o meu coração esvazie-se do seu próprio espirito para que Vós possais viver em mim, acendendo em minha alma a brasa ardente de Vosso Amor, que seja o principio de um incêndio todo divino.
Arda incessantemente sobre o altar do meu coração, inflame o mais íntimo do meu ser, e abrase as profundezas de minha alma! Que no dia da minha morte eu compareça diante de Vós todo consumido no vosso Amor! Amém! Assim Seja!
Santo Agostinho
1 comentários:
Boa tarde, H K Merton. Meu nome é João Luiz, sou uma pessoa calma e tenho interesse pela espiritualidade desde que eu nasci, eu acho. Precisei de uma tarde inteira e uma manhã e uma parte de uma outra tarde para ler a história da sua vida. Tentei ler tudo com calma e pulei poucos posts. Comecei a ler "do começo"e não consegui parar mais! Me identifiquei demais com a sua história.
Algumas partes me chamaram muita atenção, e algumas me fizeram ir numa viagem que mudou a minha vida. Você escreve muito bem, e deu para ver a evoluçção na sua capacidade narrativa do começo até o fim. Cada vez melhor. No começo você escrevia muito, heim?
Gostaria de comentar com destaque as partes que falaram do problema do mal, as séries em busca da libertação final, a sequência do grande milagre que mudou tanto a sua vida... também li uma boa parte dos comentários e as suas respostas. Eu vi que as vezes você parecia ansioso, as vezes muito calmo, outras vezes arrogante, outras vezes voce dava respostas muito precisas, muito perfeitas mesmo, para as perguntas que os outros lhe faziam. Virei seu admirador. Entendi o seu modo de pensar, meditei com você.
Estou transformado, eu fui mais um que você ajudou, mais uma vida que você transformou com a sua história e a sua generosidade em compartilhar as coisas que voce aprendeu e viveu.
Mas de tudo, uma coisa ficou na minha cabeça e no meu coração, que eu preciso muito perguntar. Sei que ultimamente não ta dando tempo para responder e interagir com os seus leitores como você fazia antes, mas mesmo assim, se puder, me responda essas perguntas:
1) você encontrou o que estava procurando? Encontrou Deus? Encontrou a vida eterna? Definitivo?
2) Depois que você se converteu ao catolicismo, como ficou o seu espírito de buscador? Suas dúvidas foram respondidas, sua angústia foi acalmada? Você não busca mais, não se pergunta sobre as coisas mais? Está calmo com as respostas que a igreja dá?
3) a visão que você teve (na missa) foi muito importante pelo que eu notei ,mas você não está apoiando a sua fé numa visão? E se a visão fosse um engano? A mente as vezes engana a gente, não é mesmo? E se você de repente descobrisse que toda a visão não foi verdadeira?
4) como está a vida do H K Merton hoje? Qual é o seu pensamento? o que você fez par acalmar aquele espírito de questionador que tantas perguntas fazia e nunca se contentava com nenhuma resposta? Qual é a sua mensagem para os seus leitores hoje em dia?
Obrigado, querido mestre !
João Luiz
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