Coisas que aprendi na viagem

...ou "Raras certezas de H K Merton sobre a Arte da Vida"...





"Tudo, portanto, quanto desejais

que os outros vos façam,

fazei-o vós também a eles.

Isto é a Lei e os Profetas."



...E também a Filosofia, a Cabala, o Tao, o Yoga, O Bushido, a Religião, as ciências sociais, o bom-senso, etc, etc, etc...


Assim falou o Mestre. Seu discípulo Mateus ouviu bem e registrou por escrito (7,12). E a compreensão dos princípios fundamentais da Verdade fez deste homem (antes um cobrador de impostos injustos e possivelmente mais um explorador do seu próprio povo oprimido) um santo.

Este é um princípio fundamental óbvio, sim, e não é difícil percebê-lo. Não se trata de um segredo esotérico, escondido. Mesmo assim, até hoje ele não foi compreendido, ao menos pela maioria de nós. No dia em que for plenamente assumido por toda a comunidade humana, viveremos o Paraíso; o Reino de D'us aqui e agora. Que tal se nós dois começássemos fazendo a nossa parte, hoje, agora mesmo, - eu que (re)escrevi e você que está lendo estas minhas palavras?

...Combinados?



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Terminando no final




Este é um post de agradecimento, despedida e conclusão.

- --Agradecimento a DEUS, sempre, pela oportunidade que tive de estar e interagir com vocês, meus amigos, todos os dias desde aquele já longínquo e até, num certo sentido, saudoso "9 de maio de 2006 às 4:30PM". Agradecimento a todos vocês que, um dia, dedicaram uma parte do seu precioso tempo a ler e conhecer os capítulos da minha história e as peculiaridades do meu jeito de pensar.

-- -As maiores e melhores experiências que vivi em minha existência, aqui neste plano transitório chamado Terra, compartilhei com vocês nesses mais de 4 anos, amigos do a Arte das artes; e valeu muito a pena. Durante toda essa experiência, eu cresci (e muito) como ser humano, aprendi a lidar melhor comigo mesmo e com o meu próximo. Escrever sobre as coisas mais pessoais e importantes da sua vida e dividir com o mundo é uma experiência extremamente enriquecedora, e eu aconselho vivamente qualquer um que pense em fazê-lo a seguir em frente. Além de tudo, serve como uma maravilhosa terapia, bem mais proveitosa do que outras que fiz com profissionais da mente. Falar em profissional da mente, e aproveitando para jogar um pouquinho de conversa fora, na última terça-feira eu tive o prazer de conhecer pessoalmente o Dr. Flávio Gikovate, um cara que muito me fez refletir com os seus livros e sobre os quais publiquei algumas postagens por aqui (e aqui). Achei que tinha a ver contar isso...

-- -E contei para compartilhar, mesmo. Já estou saudosista, e escrever este post provoca uma dorzinha até gostosa lá no fundo do meu coração. A esta altura já deu para perceber, né? Sim, eu vou dar um tempo com este blog (já estou fazendo isso: faz mais de um mês desde a última atualização, eu, que nos bons tempos, postava todo dia...). Não digo que ele vai acabar, e eu não vou tirá-lo do ar, até porque, um belo resumão da minha jornada espiritual, de toda a história da minha busca, ficou gravado aqui, e este é um registro que não pretendo desprezar. Há inclusive uma boa chance de que a parte que conta a minha história enquanto buscador da Verdade, aqui contida (devidamente revista, ampliada e aperfeiçoada, onde for preciso) venha a se tornar um livro! Uma chance concreta e muito boa. Legal, né? Quando comecei a escrever este blog, isso parecia um sonho distante... Se vier realmente a acontecer, passo por aqui para avisar todo mundo, ok?

-- -Aliás, para ser realista, já não sei mais que “todo mundo” é esse... Houve tempo em que as minhas postagens ferviam com comentários, com todos os pontos de vista possíveis sendo trazidos e discutidos. Tinha gente que comentava várias vezes por dia, tinha participante brigando com outro participante... Houve um tempo em que este blog se parecia um pouco com o "Saindo da Matrix". - Um dia ainda vou descobrir o segredo do Acid para atrair tanto leitor participativo no blog dele... Lá, até os posts mais fraquinhos e despretenciosos atraem 100, 200, 300 comentários... Claro que se fala muita abobrinha, e nos posts mais polêmicos (o cara adora uma polêmica) fica aquela babaquice de um comentarista brigando com o outro, mas sempre tem muito, muito comentário. E olha que às vezes ele fica semanas seguidas sem atulizar, que eu sei: o blog lá parado e a galera se matando de comentar. É um fenômeno. E nada mais justo do que citar o Acid Zero e o Saindo da Matrix nesta minha meia despedida, porque, de certa maneira, ele inspirou este meu trabalho aqui.

-- -Não é que eu tenha criado o a Arte das artes por causa do SDM; eu já tinha vontade de fazer algo parecido há muito tempo. Muito tempo mesmo: bem antes de sonhar em ter computador, bem antes de a internet virar febre... Sou meio coroa, como sabem. Um coroa muito loko, com jeito de adolescente e aparentando uns vinte anos a menos, segundo todas as opiniões (eu mesmo me acho acabadão, mas isso não me importa a mínima, talvez por isso tenha cara de moleque). Antes eu fazia jornaizinhos tipo fanzine, sempre falando sobre espiritualidade, xerocava e distribuía por aí. Parte escrevia na mão, parte datilografada e colada, com desenhos meus e tals... E já se chamava “Arte das artes”, olha que loucura. Quando surgiu essa coisa de blog, vi a ferramenta ideal para me comunicar e falar das coisas que para mim são importantes, ao mundo inteiro. E a primeira vez que vi o quanto manter um blog pode ser bacana foi através do Acid, então, meus agradecimentos a ele também, que vem crescendo como pessoa e deixando de ser tão preconceituoso com a minha religião. No dia em que ele deixar de ser anacrônico com relação a este assunto, haverá uma grande evolução no trabalho dele.

- --Mas bem, retomando, eu dizia que já houve um tempo em que este blog recebia muitos comentários, com participações apaixonadas, debates acalorados. Tinha maluco beleza, espiritualizado light, ateu, católico, crente, espírita, tirador de sarro... Eram bons tempos. Tive que expulsar uma figura estranha que entrava aqui direto, se identificando como o demo e ofendendo os outros participantes... KKkkkkKkk!.. Tive debates teológicos e filosóficos com um bocado de gente, tive bons bate-papos com pessoas interessantes... Recebi muitos elogios, agradecimentos, pedidos de postagens, críticas que me fizeram ver ângulos novos... E tudo valeu muito a pena. Ultimamente, porém, parece que fui abandonado até pela galerinha fiel que continuava me acompanhando nas minhas aventuras bloguísticas...

--- Adi, Andrea Patricia, Annie dos Ventos, Chad Crusemire, Chico, Cris, Cris Lisboa, Daniel Borges, Fiat Lux, Gugu, Felipe, Lua Nua, Marcelo Novaes, Marlene Maravilha, Mizi, Neide, Paulo Costa, Who Cares, Vlad Lestat, Vida Loka, Ziza... (ordem alfabética para não provocar ciúmes) são alguns aos quais eu quero agradecer especialmente. Muito obrigado por terem enriquecido este espaço, por terem me dado motivação para continuar escrevendo e compartilhando coisas por todo esse tempo... Se algum dia, por qualquer motivo, fiz ou falei alguma coisa que deixou qualquer um de vocês chateado, por favor me perdoe. Não sou perfeito. Mas sou o que sou. Sei que alguém esperava alguma coisa de mim que não era eu, e quando percebeu que eu não era aquilo que imaginava em sua fantasia, se decepcionou e se foi, dizendo-se ofendida. Isso me chateia? Não. Mas me faz refletir na dificuldade das relações humanas, em como é difícil a comunicação entre duas pessoas, duas mentes diferentes. Incrível alguém cortar relações com você por imaginar coisas! Mas deixo claro que mantenho o mesmíssimo carinho para com todos os que participaram comigo desta experiência, a experiência a Arte das artes.

--- Me despeço desta longa fase do a Arte das artes: de autalizações regulares, de no mínimo duas ou três vezes por semana, de longas “séries” de postagens falando sobre assuntos específicos e palpitantes, por cujo desfecho alguns ficavam aguardando ansiosos. Provavelmente ainda continuarei postando coisas por aqui, mas sem regularidade, sem aquele compromisso que eu me impunha antes. Estou trabalhando muito, naquilo que mais amo, que é escrever, - Graças a DEUS, - e exatamente por isso, por passar o dia inteiro trabalhando na frente do computador, escrevendo, não consigo mais dedicar o meu tempo livre a continuar na frente do computador, - escrevendo mais.

--- Mas eu disse que este post seria também de conclusão. Então vou concluir dizendo que cheguei à conclusão de que nunca vou conseguir ensinar nada, nem explicar nada a ninguém. Claro que eu já sabia isso, mas havia um fio de esperança de conseguir ao menos me fazer entender, de conseguir demonstrar, através dos meus escritos, a importância de certos valores que guardo. Vi que isso não é possível. O que consigo fazer é reforçar a fé dos que já tem fé, bater um papo com os que gostam de conversar e irritar os que tem convicções diferentes das minhas. Sim, ao longo do percurso levei muita gente a repensar valores, dissipei preconceitos, abri mentes para a aceitação de um outro lado da realidade (que existe e é mais próximo do que poderiam imaginar), e sou grato por isso. Mas compartilhar a minha vida, e a Verdade que eu vejo, da maneira como vejo, é tarefa impossível.

--- Valeu demais esta experiência. Fui maravilhosamente recompensado por meus esforços. E o trabalho continua aí, na rede, e as visitas continuam constantes: os cliques nas páginas que aqui deixei são muitos, todos os dias. Na parte enciclopédica, muita gente vem buscar material para trabalhos de escola, de faculdade, ou mesmo saciar a curiosidade a respeito de algum assunto que viram na novela, num programa de TV ou numa revista... Essa parte, da enciclopédia das religiões, continuará sendo completada (lentamente). E os verdadeiros buscadores nunca deixam de dar uma passadinha por aqui, conhecer a minha história, minhas aventuras e desventuras e minhas santas loucuras.

--- Sim, deixei algumas perguntas no ar, que eu tinha prometido responder. Como sempre, eram perguntas transcendentais. Mas pensei bem e cheguei a conclusão de que não adianta nada eu respondê-las aqui. Não adianta deixar a minha resposta. Isso não resolve nada. A melhor resposta que eu poderia deixar para aquelas perguntas é o silêncio: o post que não foi e não será escrito. Escreva você, querido leitor, o post com todas aquelas respostas. Escreva na sua alma, profundamente. Escreva na sua mente e na sua vida.

--- Estou pensando em começar um novo blog, falando do trivial, das coisas do dia-a-dia, batendo um papo mais leve e solto com vocês e com quem quiser, compartilhando o meu jeito de ser e pensar, deixando as coisas transcendentais e o sentido maior da vida um pouquinho de lado, ao menos por enquanto. A vida é bela, e é simples se a gente quiser. Estou entrando numa fase de querer a vida mais simples, mais singela e feliz, por ser apenas vida. Deus está em mim e eu nEle, e isso é tão maravilhoso que me faz exultar, vibrar, querer compartilhar, querer gritar para todo mundo. Mas aprendi que não adianta falar, porque quem crê não precisa ouvir e quem não crê não vai ouvir mesmo... Então, a melhor coisa é viver a vida simplesmente, tentando falar pelo exemplo, tentando mostrar que Deus existe, que é mais real do que todos os problemas do mundo e que Ele quer ser tudo na vida de cada um de vocês, também. Acho que passei um tempo tentando convencer as pessoas (ainda que inconscientemente), e vi que isso não funciona. Não vou mais tentar convencer ninguém de nada. Vou viver um pouco, rir um pouco, curtir um pouco, amar um pouco, despreocupadamente. Sejam felizes. A única coisa que peço é: por favor, não finjam. Sejam felizes de verdade. Até a vista!


"Quando eu não conhecia a Arte, uma árvore era apenas uma árvore,
Uma nuvem era apenas uma nuvem.

Quando eu comecei a aprender a Arte,
Uma árvore já não era mais apenas uma árvore,
Uma nuvem não era mais apenas uma nuvem.

Agora que eu entendo a Arte,
Uma árvore é apenas uma árvore,
Uma nuvem á apenas uma nuvem."



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