Este post foi escrito para mim, mais do que para vocês. É uma forma de registrar, para não esquecer; pois o mal do homem é esquecer.

Esta noite tive uma experiência apavorante. Me vi sendo sequestrado durante o sono, e transportado para um lugar macabro. Não me lembro de ter sentido tanto pavor em qualquer outro dia de toda a minha vida.
_______Não sei descrever meu sequestrador. Falei face a face com ele, ele me deu ordens e quis me obrigar a fazer coisas, mas eu não me lembro nada, absolutamente nada da sua aparência. Só sei que era como um homem. Um homem em trajes formais. Nada mais.
_______No começo eu não sabia exatamente o que estava acontecendo: achava que estava no interior de um grande edifício, vazio e estranho. As paredes me cercavam, eram hexagonais, com muitas portas e janelas por todos os lados. O estranho me fez entrar numa pequena sala. Ali me deu certas ordens. Para minha grande angústia, eu não me lembro exatamente o que ele queria que eu fizesse e porquê, mas basicamente eu tinha que entregar certos objetos e documentos para determinadas pessoas, que se encontravam em salas distintas, em andares diversos, espalhadas naquele grande edifício.
_______Eu podia sentir uma vibração pesadíssima de maldade exalando das paredes, espreitando nos corredores atrás de cada porta. Minha liberdade estava perdida, entregue ao controle do estranho. Tentei discutir e negar suas ordens, mas a sua ira era terrível; meus membros ficaram retorcidos ao renegá-lo. Por fim ele se mostrou tão poderoso e me fez ameaças tão horríveis que não pude mais resistir; relutante, disse que concordava em fazer o que ele queria, por puro terror. Eu sabia que ele podia me privar da minha liberdade e me infligir as dores mais atrozes, então assenti. Meus membros voltaram ao normal e ele me disse: "Assim que entregar o último pacote, você estará livre. Se você fizer o que mandei, teremos um pacto, pois você terá cumprido sua parte comigo. Você estará livre". Nesse momento ele sorriu e eu acreditei nele, isto é, acreditei que me libertaria.
_______Apesar do peso esmagador de toda a situação, talvez por estar fora do meu habitat, da realidade ordinária dos homens, eu me sentia entorpecido, e não tinha muita certeza do que estava acontecendo. Sabia que aquele ser, naquele momento, possuía completo controle sobre a minha vida. Minha cabeça pesava, e eu me encontrava num estado como que de transe. Não sabia bem o que estava fazendo, e somente aos poucos pude perceber, intuitivamente, o pior: eu havia encontrado um poderosíssimo representante do poder das trevas. No transcorrer da experiência, aos poucos passei a considerar que encontrara o príncipe dos demônios, frente a frente.
_______Não sei se poderia chamá-lo Belzebul, Satã, mas sei que era o mal personificado. O maligno recebeu muitos nomes: poderia eu dizer que aquele ser em forma de homem, diante de mim, era Satanás? Talvez fosse pior do que isso, pois Satanás é nosso acusador, e a energia com a qual me defrontei era puro mal: era todo sentimento e potência ruim que sou capaz de conceber.
_______De qualquer modo, a plena consciência de que estava sendo tentado ou posto à prova veio depois que aceitei a proposta. Tudo que eu queria era me ver livre daquela clausura angustiante, naquele prédio descorado e opressor. Coloquei os pacotes numa espécie de alforje que já carregava, e percebi que cada um deles era como uma grossa correspondência, embrulhada e selada. Não sabia o que fazer, mas aos poucos elaborei um plano: encontrar uma saída daquele lugar e fugir, antes de cumprir a minha parte no trato.
_______Claro, de maneira nenhuma eu concretizaria o pacto. Mas tomei meu caminho. De algum jeito, eu sabia que corredor tomar, que direção seguir, para realizar a nefasta missão que me fora confiada. Entrando e saindo de aposentos escuros, atravessando portas, tomei infindáveis escadarias, desci vários andares e comecei a entregar as encomendas, mesmo sabendo que estava fazendo algo muito errado. - Era em nome da liberdade que o fazia. – E principalmente porque sabia que, para que o mal fosse concretizado, era preciso que eu entregasse todos os pacotes, o que não faria.
_______Entreguei o primeiro, o segundo, o terceiro pacote. Tomava corredores que me levavam a outras partes do edifício, descia escadas, encontrava pequenas salas, todas parecidas, entregava as encomendas para pessoas sem rosto.
_______E assim prossegui. Por fim, faltava apenas um pacote. Alcancei a última sala, onde deveria entregar o último pacote. Sem saber direito o que fazer, mas decidido a não entregá-lo, entrei na sala. Se eu não o entregasse, as conseqüências seriam terríveis para mim. Se entregasse, estaria cumprindo um pacto com o demônio.
_______Então não entreguei o pacote. Abri-o e joguei seu conteúdo numa lixeira, atrás de um balcão, sem que o destinatário sem rosto, sentado ao fundo da sala, o percebesse. Depois fechei o embrulho vazio, e o entreguei sem nada dentro. O que eu queria era um jeito de entregar sem entregar, fazer sem fazer. Escapar, "agradando a Deus e ao demônio". Depois saí daquela sala, esperando ser libertado.
_______Nesse momento eu estava no nível mais baixo daquele edifício angustiante. O maligno surgiu diante de mim imediatamente, me parabenizou e me disse que eu tinha feito a minha parte: “Você está livre!” Uma porta se abriu e o demônio disse: “Vá! Você ganhou sua liberdade, porque cumpriu o pacto ainda melhor do que eu planejei. Você tentou me enganar! Você é um enganador! Todo enganador é meu servo!”
_______Fiquei apavorado. Mas me lancei em direção à porta, querendo escapar daquele lugar terrível o quanto antes. Mal atravessei a porta, estabanado, despenquei abaixo, numa escadaria em curva, ao fim da qual fui dar numa nova sala hexagonal, igual a maioria das outras naquele edifício de pesadelo, com muitas portas e janelas, mas estavam todas trancadas. Agora eu estava num nível ainda mais baixo, como que no subsolo do prédio, e o peso da angústia no ar, ali, era ainda mais tenebroso.
_______Como um animal acuado, completamente desesperado, eu me pus a tentar todas as portas e janelas, e a cada trinco que não se abria mais aumentava o meu pavor. A escadaria pela qual eu descera rolando, até ali, tinha sumido. Não havia saída. Eu, ireemediavelmente trancado. Encerrado. Enganado. Desespero absoluto...
_______Depois de várias tentativas inúteis de encontrar uma saída que não existia, passei a implorar para que o demônio me libertasse. No meu íntimo, eu sabia que não havia sido libertado por não ter cumprido o pacto. Mas não obtinha resposta. De uma maneira terrível, compreendi que minha vida estava perdida: eu estava no lugar que chamam de Inferno. Nunca, nunca mais sairia dali.
_______Então comecei a implorar por mais uma chance. Chorando, desesperado, pedia ao demônio que me desse uma nova oportunidade, em troca de liberdade. Novamente, eu não estava sendo sincero. Só tentava encontrar um jeito de sair dali; buscava desesperadamente uma nova oportunidade para tentar enganar o diabo e escapar; ganhar a liberdade...
_______Nada. Rastejei e implorei, chorei e gemi, completamente aterrorizado. No mais profundo de minha alma, entendia que minha vida estava totalmente perdida, para sempre. Compreendia que nunca mais sairia dali e que tudo estava inevitavelmente perdido para mim. Não é possível pactuar com o demônio, com vantagem. Eu passaria a eternidade trancado naquele lugar, oprimido por poderes negativos, pavorosos, arrasadores, sentindo medo. O medo mais total e absoluto que pode existir.

_______E foi então, e só então, que me lembrei. Ergui minhas mãos trêmulas e, sem nenhuma fé em meu coração, pois estava desesperado, comecei a entoar a Oração do Peregrino Russo, a Oração do Coração, que é também um versículo dos Evangelhos: "Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus Vivo, tem piedade de mim, que sou pecador!”
_______Mas não pude completar a oração. Mal pronunciei o nome de Cristo e, imediatamente, as paredes, o teto, o piso e tudo que havia ao meu redor começou a se desintegrar, como um castelo de cartas que desaba ou uma construção de areia na beira do mar, que se desfaz sob uma onda poderosa. Senti meu ânimo se recobrar enquanto, rápido como um raio, fui transportado dali para o meu leito, no escuro do meu quarto!
_______Minha recuperação psicológica, porém, não poderia ser assim tão rápida. Sentei-me na cama de um pulo, berrando e chorando muito alto, fazendo grande alarde. Hana levou um grande susto, perguntando apavorada: “O que foi? O que foi?”
_______Pulei da cama, olhei em redor. O quarto estava tenuemente iluminado pelos leds do aparelho de som. Levei alguns minutos para me certificar que estava mesmo em meu quarto, e que tudo continuava no lugar de sempre. Por fim, me senti aliviado. Foi um pesadelo? Naquele instante, eu tive a mais absoluta certeza que a resposta para essa pergunta era Não.
_______Sim. O nome de Jesus livra e liberta de todo o mal. Já o havia comprovado antes, mas jamais assim, tão literalmente na prática. Me coloquei de joelhos e agradeci. Respirei fundo. Voltei a deitar, e prometendo explicar tudo para Hana somente no dia seguinte, voltei a dormir, tranquilamente. Não me lembro de ter sonhado depois disso.
_______Por quê, nessa experiência, demorei tanto para recorrer a Deus? Por que tentei "dar o meu jeito" antes de pedir ajuda? Um dos aspectos mais estranhos da situação toda é que eu não me sentia eu mesmo. Todo o tempo era como se eu estivesse "no corpo" de alguma outra pessoa, vivendo a experiência de alguém, e não a minha própria. Ou como se a minha memória, a minha consciência tivesse sido completamente anestesiada. Porque o "eu" que conheço, se é que me conheço, em primeiro lugar e antes de qualquer coisa, pediria a ajuda de DEUS. O que essa experiência me mostra? Uma série de coisas importantes, que foram muito bem aprendidas, pois ficaram impressas, definitivamente, em meu coração e em meu espírito.
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Esta noite tive uma experiência apavorante. Me vi sendo sequestrado durante o sono, e transportado para um lugar macabro. Não me lembro de ter sentido tanto pavor em qualquer outro dia de toda a minha vida.
_______Não sei descrever meu sequestrador. Falei face a face com ele, ele me deu ordens e quis me obrigar a fazer coisas, mas eu não me lembro nada, absolutamente nada da sua aparência. Só sei que era como um homem. Um homem em trajes formais. Nada mais.
_______No começo eu não sabia exatamente o que estava acontecendo: achava que estava no interior de um grande edifício, vazio e estranho. As paredes me cercavam, eram hexagonais, com muitas portas e janelas por todos os lados. O estranho me fez entrar numa pequena sala. Ali me deu certas ordens. Para minha grande angústia, eu não me lembro exatamente o que ele queria que eu fizesse e porquê, mas basicamente eu tinha que entregar certos objetos e documentos para determinadas pessoas, que se encontravam em salas distintas, em andares diversos, espalhadas naquele grande edifício.
_______Eu podia sentir uma vibração pesadíssima de maldade exalando das paredes, espreitando nos corredores atrás de cada porta. Minha liberdade estava perdida, entregue ao controle do estranho. Tentei discutir e negar suas ordens, mas a sua ira era terrível; meus membros ficaram retorcidos ao renegá-lo. Por fim ele se mostrou tão poderoso e me fez ameaças tão horríveis que não pude mais resistir; relutante, disse que concordava em fazer o que ele queria, por puro terror. Eu sabia que ele podia me privar da minha liberdade e me infligir as dores mais atrozes, então assenti. Meus membros voltaram ao normal e ele me disse: "Assim que entregar o último pacote, você estará livre. Se você fizer o que mandei, teremos um pacto, pois você terá cumprido sua parte comigo. Você estará livre". Nesse momento ele sorriu e eu acreditei nele, isto é, acreditei que me libertaria.
_______Apesar do peso esmagador de toda a situação, talvez por estar fora do meu habitat, da realidade ordinária dos homens, eu me sentia entorpecido, e não tinha muita certeza do que estava acontecendo. Sabia que aquele ser, naquele momento, possuía completo controle sobre a minha vida. Minha cabeça pesava, e eu me encontrava num estado como que de transe. Não sabia bem o que estava fazendo, e somente aos poucos pude perceber, intuitivamente, o pior: eu havia encontrado um poderosíssimo representante do poder das trevas. No transcorrer da experiência, aos poucos passei a considerar que encontrara o príncipe dos demônios, frente a frente.
_______Não sei se poderia chamá-lo Belzebul, Satã, mas sei que era o mal personificado. O maligno recebeu muitos nomes: poderia eu dizer que aquele ser em forma de homem, diante de mim, era Satanás? Talvez fosse pior do que isso, pois Satanás é nosso acusador, e a energia com a qual me defrontei era puro mal: era todo sentimento e potência ruim que sou capaz de conceber.
_______De qualquer modo, a plena consciência de que estava sendo tentado ou posto à prova veio depois que aceitei a proposta. Tudo que eu queria era me ver livre daquela clausura angustiante, naquele prédio descorado e opressor. Coloquei os pacotes numa espécie de alforje que já carregava, e percebi que cada um deles era como uma grossa correspondência, embrulhada e selada. Não sabia o que fazer, mas aos poucos elaborei um plano: encontrar uma saída daquele lugar e fugir, antes de cumprir a minha parte no trato.
_______Claro, de maneira nenhuma eu concretizaria o pacto. Mas tomei meu caminho. De algum jeito, eu sabia que corredor tomar, que direção seguir, para realizar a nefasta missão que me fora confiada. Entrando e saindo de aposentos escuros, atravessando portas, tomei infindáveis escadarias, desci vários andares e comecei a entregar as encomendas, mesmo sabendo que estava fazendo algo muito errado. - Era em nome da liberdade que o fazia. – E principalmente porque sabia que, para que o mal fosse concretizado, era preciso que eu entregasse todos os pacotes, o que não faria.
_______Entreguei o primeiro, o segundo, o terceiro pacote. Tomava corredores que me levavam a outras partes do edifício, descia escadas, encontrava pequenas salas, todas parecidas, entregava as encomendas para pessoas sem rosto.
_______E assim prossegui. Por fim, faltava apenas um pacote. Alcancei a última sala, onde deveria entregar o último pacote. Sem saber direito o que fazer, mas decidido a não entregá-lo, entrei na sala. Se eu não o entregasse, as conseqüências seriam terríveis para mim. Se entregasse, estaria cumprindo um pacto com o demônio.
_______Então não entreguei o pacote. Abri-o e joguei seu conteúdo numa lixeira, atrás de um balcão, sem que o destinatário sem rosto, sentado ao fundo da sala, o percebesse. Depois fechei o embrulho vazio, e o entreguei sem nada dentro. O que eu queria era um jeito de entregar sem entregar, fazer sem fazer. Escapar, "agradando a Deus e ao demônio". Depois saí daquela sala, esperando ser libertado.
_______Nesse momento eu estava no nível mais baixo daquele edifício angustiante. O maligno surgiu diante de mim imediatamente, me parabenizou e me disse que eu tinha feito a minha parte: “Você está livre!” Uma porta se abriu e o demônio disse: “Vá! Você ganhou sua liberdade, porque cumpriu o pacto ainda melhor do que eu planejei. Você tentou me enganar! Você é um enganador! Todo enganador é meu servo!”
_______Fiquei apavorado. Mas me lancei em direção à porta, querendo escapar daquele lugar terrível o quanto antes. Mal atravessei a porta, estabanado, despenquei abaixo, numa escadaria em curva, ao fim da qual fui dar numa nova sala hexagonal, igual a maioria das outras naquele edifício de pesadelo, com muitas portas e janelas, mas estavam todas trancadas. Agora eu estava num nível ainda mais baixo, como que no subsolo do prédio, e o peso da angústia no ar, ali, era ainda mais tenebroso.
_______Como um animal acuado, completamente desesperado, eu me pus a tentar todas as portas e janelas, e a cada trinco que não se abria mais aumentava o meu pavor. A escadaria pela qual eu descera rolando, até ali, tinha sumido. Não havia saída. Eu, ireemediavelmente trancado. Encerrado. Enganado. Desespero absoluto...
_______Depois de várias tentativas inúteis de encontrar uma saída que não existia, passei a implorar para que o demônio me libertasse. No meu íntimo, eu sabia que não havia sido libertado por não ter cumprido o pacto. Mas não obtinha resposta. De uma maneira terrível, compreendi que minha vida estava perdida: eu estava no lugar que chamam de Inferno. Nunca, nunca mais sairia dali.
_______Então comecei a implorar por mais uma chance. Chorando, desesperado, pedia ao demônio que me desse uma nova oportunidade, em troca de liberdade. Novamente, eu não estava sendo sincero. Só tentava encontrar um jeito de sair dali; buscava desesperadamente uma nova oportunidade para tentar enganar o diabo e escapar; ganhar a liberdade...
_______Nada. Rastejei e implorei, chorei e gemi, completamente aterrorizado. No mais profundo de minha alma, entendia que minha vida estava totalmente perdida, para sempre. Compreendia que nunca mais sairia dali e que tudo estava inevitavelmente perdido para mim. Não é possível pactuar com o demônio, com vantagem. Eu passaria a eternidade trancado naquele lugar, oprimido por poderes negativos, pavorosos, arrasadores, sentindo medo. O medo mais total e absoluto que pode existir.

_______E foi então, e só então, que me lembrei. Ergui minhas mãos trêmulas e, sem nenhuma fé em meu coração, pois estava desesperado, comecei a entoar a Oração do Peregrino Russo, a Oração do Coração, que é também um versículo dos Evangelhos: "Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus Vivo, tem piedade de mim, que sou pecador!”
_______Mas não pude completar a oração. Mal pronunciei o nome de Cristo e, imediatamente, as paredes, o teto, o piso e tudo que havia ao meu redor começou a se desintegrar, como um castelo de cartas que desaba ou uma construção de areia na beira do mar, que se desfaz sob uma onda poderosa. Senti meu ânimo se recobrar enquanto, rápido como um raio, fui transportado dali para o meu leito, no escuro do meu quarto!
_______Minha recuperação psicológica, porém, não poderia ser assim tão rápida. Sentei-me na cama de um pulo, berrando e chorando muito alto, fazendo grande alarde. Hana levou um grande susto, perguntando apavorada: “O que foi? O que foi?”
_______Pulei da cama, olhei em redor. O quarto estava tenuemente iluminado pelos leds do aparelho de som. Levei alguns minutos para me certificar que estava mesmo em meu quarto, e que tudo continuava no lugar de sempre. Por fim, me senti aliviado. Foi um pesadelo? Naquele instante, eu tive a mais absoluta certeza que a resposta para essa pergunta era Não.
_______Sim. O nome de Jesus livra e liberta de todo o mal. Já o havia comprovado antes, mas jamais assim, tão literalmente na prática. Me coloquei de joelhos e agradeci. Respirei fundo. Voltei a deitar, e prometendo explicar tudo para Hana somente no dia seguinte, voltei a dormir, tranquilamente. Não me lembro de ter sonhado depois disso.
_______Por quê, nessa experiência, demorei tanto para recorrer a Deus? Por que tentei "dar o meu jeito" antes de pedir ajuda? Um dos aspectos mais estranhos da situação toda é que eu não me sentia eu mesmo. Todo o tempo era como se eu estivesse "no corpo" de alguma outra pessoa, vivendo a experiência de alguém, e não a minha própria. Ou como se a minha memória, a minha consciência tivesse sido completamente anestesiada. Porque o "eu" que conheço, se é que me conheço, em primeiro lugar e antes de qualquer coisa, pediria a ajuda de DEUS. O que essa experiência me mostra? Uma série de coisas importantes, que foram muito bem aprendidas, pois ficaram impressas, definitivamente, em meu coração e em meu espírito.
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17 comentários:
Quando a gente sonha, é sempre muito esquisito, porque em um primeiro momento não nos identificamos com o personagem que age, pois, se fosse na realidade, nós não agiríamos daquela forma.
Mas depois que acordamos, depois do susto, começamos a perceber que pode existir uma certa identidade entre aquele que sonha e o próprio sonho. E perguntamos: aquilo era eu?
Olha. Já sonhei com um sacerdote possuído pelo demo. No sonho parecia ser outra pessoa. Mas depois que foi exorcizado, e depois que acordei, comecei a juntar os dados e a conclusão foi inevitável: aquele personagem era eu mesmo. Estive pensando coisas impróprias a respeito de algumas situações incômodas, e a condição daquele homem no sonho me revelou que eu estivera redondamente enganado. Minha ajuda veio por meio de outro personagem, este muito ilustre: ninguém menos do que Karol Woijtchila (sim, o papa João Paulo II). Foi ele quem me exorcizou, naquele sonho, e os motivos só me ficaram claros depois que eu acordei. Se não tivesse sido ele, eu não teria entendido o propósito daquele meu sonho.
Bom, então é isso... Nos sonhos, às vezes são os detalhes que acabam nos revelando um sentido maior.
Cara, nesse seu sonho um detalhe (que pode até passar despercebido) me chamou muito a atenção. Se tivesse acontecido comigo, certamente eu me deteria horas e horas pensando sobre isso. Refiro-me a este detalhe: "sala hexagonal".
Enfim, não sei se isso tem algum significado para você, Merton, mas para mim tem muito. Por isso que me chamou muito a atenção. E se eu sonhasse algo do tipo, relacionando um hexagono com alguma atividade maligna, eu certamente piraria. Literalmente.
1º - porque eu literalmente tenho um projeto arquitetônico de construção de uma capela em formato hexagonal (que pretendia construir no meu lote tão logo meu salário aumentasse). E sim, a escolha desse projeto é totalmente intencional e cheia de simbolismo. Eu pretendia constuí-la porque vou morar numa zona rural aqui de Brasília, longe da cidade, e eu vou querar utilizar essa capela quando não for possível ir a uma Igreja na cidade. Mas porque um hexagono? Quem me conhece, sabe que o simbolismo permeia minha vida religiosa (não sei se isso é algum tipo de herança cabalística ou não... apesar de eu ter abandonado a leitura da cabala, ela influencia em muito o meu pensamento).
2º - Engraçado ter mencionado a cabala, pois o símbolo que você postou também me chamou muito a atenção, e certamente, associá-lo ao hexagono e ao nome de Jesus, (e, por fim, a um lugar maligno), certamente me causaria ainda mais arrepios e horas e horas de reflexão e incômodo. Afinal, porque símbolos sagrados estariam associados a um mal?
3º - eu levaria muito tempo para tentar entender os motivos disso tudo. Por exemplo, naquele meu sonho do sacerdote possuído que mencionei, o sacerdote possuía uma esposa que executava suas ordens. Eu achei isso muito estranho ao acordar, pois sacerdotes não devem ser casados, certo? No entanto, esse foi um detalhe fundamental para que eu percebesse que se tratava da minha pessoa. Sem isso, eu ignoraria totalmente o fato de que o sonho dizia respeito a mim mesmo. Eu hein...
Obs.: Bom, Merton... é isso aí. Seu sonho me deu calafrios, não por causa da presença maligna (pois todo mundo tem pesadelos desse tipo), mas justamente por causa desses dois detalhes ínfimos que mencionei. Salas hexagonais e o nome de Jesus escrito daquela forma (afinal, você sonhou com esse nome escrito ou no sonho vc só pronunciava o nome?? Não entendi muito bem essa parte).
Cara, arrepiei...
Abraços!
Olá olá, MIZI!
Bem, acho que devo tranquilizá-lo. Acontece que, quando escrevi este post, ao descrever o formato das salas, fiquei com uma dúvida cruel: não sabia se elas eram em formato hexagonal, heptagonal ou mesmo octogonal. Sei que não eram convencionais, com quatro paredes, e certamente tinham mais de cinco lados... Mas até agora não tenho certeza de quantos lados eram.
Apesar de a experiência ter sido extremamente vívida, as lembranças dos detalhes específicos como este se tornaram muito nebulosas, logo que despertei.
Optei por descrever as salas em formato hexagonal porque achei o mais próximo daquilo que vi. Então, fique tranquilo. Precisamos tomar cuidado para não vermos nas coisas símbolos e sinais daquilo que queremos ver.
Abraço, querido amigo.
Caramba Merton. E o que você retira deste sonho? Que conclusões? Que dúvidas? O que significa isto tudo?
Fiquei impressionado com o relato.
Um abraço e feliz Natal.
EJSANTOS,
Obrigado por fazer a pergunta primordial. Pensei por um bom tempo se valeria à pena postar essa experiência, e cheguei a pensar em deletá-la depois de publicada, guardando o texto só para mim. Afinal, trata-se de uma mensagem pessoal.
Acabei por concluir que as verdades centrais contidas na situação toda poderiam ser úteis para outras pessoas, então optei em postar. Mas acabei ficando com a sensação de que a mensagem principal, a "moral" que eu pude filtrar da história toda, por assim dizer, acabou não ficando clara no texto.
A resposta direta e objetiva à sua pergunta é a seguinte (em dois pontos):
O que eu tirei da experiência (não consigo chamar de sonho, simplesmente, porque me pareceu muito diferente de um sonho comum):
1. O poder que há na invocação do Nome de Jesus Cristo é incomensurável. Pronunciar com fé o Nome de Cristo é uma "arma" e uma defesa irresistível contra as forças trevosas. Nossas vovós já sabiam disso, quando nos ensinavam a rezar quando sentíssemos medo na madrugada, depois de um pesadelo, ou quando enxergássemos monstros se escondendo atrás das frestas do guarda-roupa ou debaixo da cama. Mas é muito diferente aprender da sua vovó e viver uma experiência intensa como essa.
2. Esta é para mim. Devo redobrar, triplicar, quadruplicar a atenção ao escrever o meu Livro Sagrado Pessoal, e ainda mais ao torná-lo público. E deixar muito claro às pessoas que me visitam neste blog os seus reais significados. Enganos são muito fáceis de ocorrer, e ocorrem com frequência. Preciso ter cuidado.
Tem muita gente precisando de ajuda neste mundo, pessoas prontas a agarrar a primeira "tábua de salvação" que lhes aparecer pela frente, mesmo que seja uma tábua de perdição. A soberba e a vaidade são grandes tentações.
Abraço, EJSANTOS, e tenha um Natal do Senhor abençoado!
Querido Amigos,
Estive na presença do mal por alguns meses e por três dias o
mal fez morada em meu corpo. Só não digo que estava possuído porque
ele só agia com meu consentimento. E por que passei tanto tempo
subjugado? Porque ele só me dizia o que eu queria ouvir, me fez
acreditar que eu havia atingido algum tipo de iluminação e que Deus
me faria grande entre os homens para que todos conhecessem a grandeza Dele. Como eu havia buscado primeiramente a Deus, tudo mais me seria dado e eu e minha família estaríamos salvos. Eu deveria abandonar o julgamento e fazer coisas aparentemente erradas para que todos entendessem depois, porque “a sabedoria de Deus é a loucura do homem” . Enquanto eu colaborei, me senti como se meu cérebro estivesse dentro de uma nuvem, uma paz como nunca havia sentido, minha mente estava superafiada e a minha atenção e concentração eram plenas, nada escapava a minha percepção. Era como interagir
com o mundo em um estado de meditação profunda. Eu sabia o que as pessoas iriam falar e elas diziam exatamente o que eu esperava delas. Aquilo em mim me fez acreditar que eu tinha poderes e usou de sua legião, agindo
através de outras pessoas e até de animais, para me convencer da sua
trama. Mas eu criei meus mecanismos de defesa, afinal, tudo podia ser apenas fruto da minha imaginação... e quando aquilo me tentou contra a minha moral, eu disse não! E foi como se eu fosse golpeado por dentro, o
pensamento ficava cada vez mais acelerado e confuso e ao mesmo tempo me sentia fraco fisicamente, mas eu resisti e não enlouqueci e clamei por Jesus e aquilo dentro de mim ficou irado e me induziu ao suicídio e se algo, verdadeiramente poderoso, não tivesse interferido... eu
acredito que teria feito isso. Aquilo queria me usar e quando percebeu q não podia mais, resolveu me destruir.
A minha família acha que surtei por três dias, porque andava "obcecado"
com meus estudos espiritualistas. Bem, essa é uma opinião possível e
eu sempre a considero quando falo sobre isso. O psiquiatra diagnosticou como "reação aguda ao stress". Alguns dizem que eu
estava em um tipo de transe... sei que estava consciente do processo e
poderia tê-lo impedido se não estivesse tão deslumbrado com a
experiência, inicialmente. Sei que me olhava no espelho e não me
reconhecia, eu falava comigo mesmo e ficava surpreso com a construção
daquelas idéias, tão diferente da minha forma de pensar, achei que
fosse uma consciência superior agindo através de mim...meu EU superior,vaidade pura.
Eu estava estudando Alice Bailey, Trigueirinho, Blavatsky primeiro
desconfiado, depois intelectualmente encantado... mas estou certo de que era tudo
enganação, não existe um lado branco no ocultismo... é só fachada.
Eles vão dando novo significado pra tudo, criando uma nova rede de
símbolos e referências pra te envolver e prender. Eu achava que estava expandindo
a mente, mas estava me prendendo numa teia, me perdendo de mim mesmo, abandonando o eu que verdadeiramente eu sou...
De forma resumida... essa foi a minha experiência, tirem suas próprias conclusões. Se acharem que foi mental... cuidem das suas cabeças e se acharem que foi espiritual...Bem, fiquem alerta!Eu sempre acreditei no mal como mera possibilidade, mas a minha experiência diz que o mal existe concretamente. A minha
opinião foi que a minha base judaico-cristã era frágil, mas estou fortalecendo isso agora, retomando um bom estudo bíblico.
Como pude substituir o Pai Nosso pela Grande Invocação? Vaidade e ignorância...
O caminho é reto, único e estreito. Deus é um só e não é o mesmo de todas as religiões. O que nos aproxima de Deus é a palavra a fé e o serviço. Tenhamos muito cuidado com essa história de caminho evolutivo, auto-iluminação, "realizar o Deus que Eu Sou"... o meu intelecto e a minha vaidade foram meus maiores inimigos.
Que o Deus Único e Verdadeiro nos proteja das tentações, dos pecados e dos falços caminhos e profetas. Amém.
Daniel... Também tive essa experiência com a Nova Era (não exatamente igual), mas muito parecida. E eu também me decepcionei muito com isso. Acho que já até comentei sobre isso aqui algumas vezes. Mas foi muito importante para eu entender o que é o verdadeiro Cristianismo. As pessoas não fazem idéia do quanto é fácil e o quanto a Verdade está evidente (talvez numa paroquiazinha aí na esquina da sua casa, quem sabe...). Mas elas simplesmente preferem acreditar em qualquer outra coisa. Mas, amigos, o que me fez levantar foram as promessas do próprio Cristo. Principalmente esta: "(...) as portas do inferno não prevalecerão contra Ela". Tive certeza de onde estava o caminho e a quem recorrer.
Quando relatei meu sonho, disse que nele eu estava possuído. Sim, Daniel, eu também vivi essa experiência. Aquele sonho apenas revelou a minha condição e a minha soberba maligna. A possessão ocorre qd a vaidade e a soberba tomam conta completamente da nossa consciência. E se não invocamos o nome de Jesus, corremos o risco de nos afogarmos na nossa própria lama.
Talvez a condição do Merton tenha sido outra, porque, para ele, era como se ele estivesse sendo obrigado e enganado. Ele estava sendo oprimido por um Mal que agia de fora.
Mas para mim foi pior. Eu me enganava e me voluntariava com pensamentos da Nova Era por espontânea vontade. O Mal já estava dentro há muito tempo. Eu me oprimia, sem querer ver a Verdade. Nós queremos ser tão poderosos, especiais, majestosos ou simplesmente diferentes que esse desejo pelo "estar no centro" é quase cegativo. Uma cegueira interna. É um desejo natural que todo ser humano tem, mas que precisa vencer com a força da humildade. Essa é a verdadeira loucura de Deus. Enquanto os homens se matam pelo Poder, outros doam suas vidas por humildade.
Bom, pensem nisso. Hoje em dia, a Nova Era se infiltra em todos os tipos de seguimentos religiosos, dizendo "O Eu é Deus". E essa idéia (sendo verdadeira) é muito atrativa. Mas cdepois que eles conseguem sua atenção, eles jogam "Você é Deus". Aí já é quase impossível resistir (porque isso é mentira, diferente da primeira verdade). E a sutileza dessa mentira é tão fulgaz que quase não a captamos, em face do nosso desejo humano intrínseco pelo Poder. Desejo pelo Poder. Esse que é o "pecado original", o querer ser igual a Deus.
"Comam dessa fruta. Deus não quer que vocês comam porque no dia que vocês comerem serão iguais a Deus". Incrível como esse discurso, apesar de muito antigo, ainda é a melhor tática da serpente mentirosa.
DANIEL,
Posso apagar a mensagem que saiu duplicada?
DANIEL,
Eu tenho um lema:
Quem procura a Verdade, de verdade, a encontra. E cedo ou tarde todos que a buscam verdadeiramente acabam chegando, inexoravelmente, às mesmas conclusões, porque a Verdade NÃO é relativa, nem poderia ser. A Verdade é eterna e imutável. Por isso é que D'us assume forma humana para nos dizer: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". - D'us é a Verdade. E D'us não é relativo. D'us é absoluto.
O mais maravilhoso disso é que os verdadeiros buscadores se reconhecem, porque as experiências são sempre muito parecidas. E a experiência vivida pelo outro acaba confirmando a minha própria experiência, e este é um momento de maravilhosa comunhão.
Confrontando suas mensagens, DANIEL, é nítido para mim que as primeiras, deixadas há algum tempo, quando você começou a participar neste blog, representavam perfeitamente o H K Merton buscador deslumbrado de anos atrás. As suas últimas mensagens vêm, gradativamente, entrando numa harmonia tão perfeita com tudo aquilo em que acredito hoje, que, tirando alguns detalhes específicos (por exemplo a questão dos 'três dias'), a sua fala poderia ser assinada por mim.
É evidente que a sua trajetória vem sendo idêntica à minha própria. O DANIEL de antes era muito parecido com o H K Merton de antes: jovem, impetuoso, curioso, querendo ver a mesma verdade em todas as doutrinas, deslumbrado com mil religiões e filosofias exóticas...
O DANIEL de hoje se parece com o H K Merton pós-descoberta: um cara que começava a aceitar que a Verdade não era bem aquilo que ele desejaria que fosse. Alguém que percebeu que, para que a Verdade triunfasse nele, - ou em outras palavras, para encontrar D'us nele mesmo, - era preciso que Deus crescesse, e o buscador diminuísse. Jamais o contrário.
MIZI(ARA)
Em muitos níveis, o que eu falei para o DANIEL aí atrás tem a ver com os seus comentários também. A experiência do Encontro entre o ser humano e o Divino é sempre a mesma.
A grande questão a respeito do que vc trouxe é que esses falsos profetas utilizam-se sempre de pequenos truques de linguagem, trocando uma palavrinha aqui, outra ali, uma preposição... E assim a Verdade é totalmente distorcida, e o mais incrível de tudo: é distorcida a partir de argumentos verdadeiros!
Exemplo: sou totalmente simpático ao termo "Nova Era". Só que a verdadeira Nova Era começou há dois mil anos, quando D'us assumiu forma humana e caminhou neste mundo. E os homens deixaram de adorar falsos deuses para comungar, em Espírito e em Verdade com o D'us UNO. Quando trocaram a magia, as superstições, as consultas aos espíritos, as práticas adivinhatórias... Pela única prática que leva a D'us: a prática do Amor Divino!
Agora querem retomar essas práticas antigas, centradas no umbigo do ser humano, colocando os desejos fúteis por bens materiais, a luxúria, a vaidade, a ambição desmedida, o poder sobre o próximo, o desejo de ser admirado... E chamam de "nova era"!..
É de rir. Na verdade, esta é uma tentativa de volta à velha era, é trocar tudo de mais maravilhoso que aconteceu na história da humanidade, na história da relação entre os homens e D'us, por um retorno ao paganismo mais primitivo e rudimentar.
O que querem é poder e posses, nada mais. Isto não é religião, é a anti-religião. Mas, como você disse, MIZI, essas coisas são ensinadas por meio de afirmativas verdadeiras, contadas sempre pela metade.
Um caso clássico é a afirmativa de Jesus, tirada dos Evangelhos e sempre usada por esses falsos mestres:
"...fareis as mesmas obras que eu faço, e até maiores..."
Citam sempre este mesmo trecho, que é apenas a metade de uma frase, totalmente fora de contexto, para "provar" que Jesus mesmo ensinou que não há outro D'us além de nós mesmos. Curioso que a frase completa diz exatamente o contrário disso:
"Em Verdade vos digo que AQUELE QUE CRÊ EM MIM também fará as obras que eu faço, e as fará ainda maiores, porque eu vou para meu Pai. E tudo quanto PEDIRDES EM MEU NOME eu o farei". (João 14, 2-3)
Mais direta ainda é a conclusão deste ensinamento, um pouco mais á frente, no mesmo texto:
"Estai em mim, e eu em vós; ASSIM COMO A VARA DE SI MESMA NÃO PODE DAR FRUTO, SE NÃO ESTIVER NA VIDEIRA, TAMBEM VÓS, SE NÃO ESTIVERDES EM MIM.
Eu sou a videira, vós os ramos; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; PORQUE SEM MIM NADA PODEIS FAZER.
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como um ramo, e secará; serão colhidos e lançados ao fogo, e arderão."
Tão direto que chega a doer.
ôh Henrique, meu amigo, meu irmão, faz de conta que o blog é seu... rsrs
se quiser, pode deletar...rsrs
mas como mensagens importantes devem ser repetidas...então talvez deva ficar assim mesmo, a minha mensagem e a sua repetidas duas vezes para que possam ver os que têm olhos para ver... com os erros bizarros do meu português ruim e tudo mais...rsrs
Diante do impacto da mensagem, as regras do português perdem a importância, DANIEL. Optei por apagar a duplicata, porque uma das mensagens estava aparecendo truncada, pelo menos no meu micro, então achei que poderia confundir os leitores.
Se quiser copiar e publicar de novo, prometo que não apago. ;P~~
Oi! Estou iniciando o meu caminho e tenho minhas dúvidas. Estou naquela fase que vcs mencionam de me encantar com as cosias novas que vou descobrindo. Tenho humildade para aprender mas achei o papo um poco radical. Tenho dúvida sobre várias coisas.. vou começar pela mais simples. Quando vc fala D-us é Deus? Porque vc fala assim?
Bom, acho que essa eu sei responder. Me corrijam se eu estiver errado. É que tenho um amigo judeu e ele me explicou que os judeus não podem pronunciar o nome de Deus em vão (e isso inclui escrever o nome de Deus). Logo, eles escrevem faltando alguma vogal, tipo D-us ou De-s.
Mas na minha opinião, acho que Deus não é nome, mas um título. Isso remete à época das sagradas escrituras que eles chamam de torá. Toda vez que o tetragrama YHVH (esse sim é um nome) era lido, pronunciavam a palavra ADONAI (que significa Senhor) propositalmente para não ter que pronunciar a palavra YHVH em vão.
Bom, só questão de costume mesmo. No caso de De-s, ocorre uma adaptação de um costume judaico ao português.
Abraços!
Anônimo,
Como MIZI disse, os judeus costumam usar a forma "D'us" como um ato de extremo respeito e reverência. Isto é uma espécie de reflexo do preceito de não pronunciar em vão o Nome de Deus.
Reflexo porque sem dúvida "Deus" não é nome, é um termo genérico, um substantivo. Seria como alguém me chamar de "homem". Homem não é o meu nome, então não poderia dizer que estão usando meu nome em vão. Meu nome não foi pronunciado.
Se cremos em um único Deus, dizer "Deus" não é chamá-lo pelo nome; é se referir a este único Deus sem pronunciar o Nome Sagrado.
No meu caso, conforme a situação, gosto de usar "D'us" ou "DEUS". - São maneiras de tornar especial essa referência. Isto é, falar em Deus virou algo muito banal: as pessoas repetem o tempo todo, sem pensar, coisas tipo "Deus me livre", "Só Deus mesmo", "Vai com Deus", e muitas outras desse tipo. São frases interjetivas repetidas sem nenhuma reverência, sem nenhuma noção do Sagrado.
Por isso, quando estamos nos referindo ao Criador num contexto realmente sagrado, às vezes pode ser conveniente chamar a atenção para isso, para que a ideia não passe desapercebida, entende?
Grafando a palavra Deus de um modo fora do usual, o sentido do que está sendo dito fica evidenciado, de algum modo. No meu caso, não faço isso sempre, só ás vezes, dependendo da situação. Deu para entender?
Seja bem vindo e obrigado pelo comentário. Se possível, da próxima vez, identifique-se ou crie um nickname, ok? É meio chato falar com alguém de quem não se conhece o nome, mesmo que seja um apelido... Abraço.
Olá Merton.
Eu sou o Eduardo, aquele que pouco fala mas muito observa.
Tenho seguido já há muito tempo o seu blogue.
Raramente comento, por estar ciente da minha ignorância. Não estou aqui para comentar mas para aprender.
Um obrigado.
Aproveito e digo-te: um bom Natal. Bom mesmo. Reunião em familia, afectos, convivio. Felicidade.
Um abração desde Portugal.
Querido Portugal, Terra do meu avô, de onde provém uma boa parte dos meus genes...
Desejo-lhe o mesmo, EJSANTOS. Receba os votos de um Natal abençoado e de um novo ano repleto de Luz, diretamente deste lado do Oceano!
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