A manjedoura está vazia




Caixas e pacotes de variados tamanhos e cores; mil e um brilhos, reflexos, luzes piscando, laços para todos os lados. Vitrines com presépios, neve de isopor cobrindo tudo, o verde metálico acena. Votos de uma vida próspera se multiplicam sem cessar. Fitas desembrulham presentes a todo o momento, caindo livres numa dança ritmada.

O espírito do consumismo reina, absoluto, sobre as mentes de uma maioria cada vez mais obcecada, acelerada e prisioneira do próprio progresso. - Acariciando desejos, exalando o aroma inventivo das ilusões fúteis. Suave e profundamente, esse espírito insaciável afaga rostos anestesiados.

Ondas sonoras/eletrônicas ecoam pelo ar: “Boas Festas”; “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”... - Mas no fundo dos corações, incômoda, inconveniente e absoluta, permanece a certeza silenciosa de que algo muito, muito importante está faltando. Mais que importante, o que falta é simplesmente o Essencial, o Fundamento, o Sentido e a Razão de tudo. Falta o motivo da festa, dos enfeites, da época de cores metalizadas, das luzes piscantes e da alegria ensaiada...

O que é que falta, afinal? Por que a sensação de vácuo? E como preencher esse vazio, angustiante e doloroso, dentro de cada coração?

Afinal, o que é o Natal? Por que tantos cartões falando em alegrias e prosperidade, sem ao menos mencionar... O Aniversariante?




Do blog O Precursor



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