Por que, mesmo se declarando cristão, você assume posturas não compatíveis com as de um cristão?
Para responder, seria preciso, antes de tudo, determinar o que seria exatamente uma “postura cristã”. Para mim, a essência do Cristianismo poderia ser resumida em 3 pontos principais:
# A íntima Comunhão com a Força Absoluta, Criadora, Todo-poderosa e Todo-amorosa que é a Fonte do Universo e da Vida, a que chamamos simplesmente Deus;
# A prática diária das virtudes morais e espirituais (não ficar só no estudo, na meditação e na palavra);
# Ver Deus em mim mesmo e no meu próximo, o que se reflete numa vivência em comunidade ampla, rica e amorosa. Não há prática espiritual mais perfeita ou mais valiosa.
Como se vê, tudo isso poderia ser dito de modo ainda mais resumido, no princípio mais primordial do Cristianismo: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. – O tipo de coisa que se ouve de muitas bocas, mas que (infelizmente) pouco ressoa na prática. A grande chave está em usar o tempo que você perderia para julgar os outros, se irritar com os erros dos outros e criticar os outros, fazendo a sua parte, o melhor possível. Agora.
Então, respondendo objetivamente à pergunta: entre erros e acertos eu procuro, com toda a sinceridade da alma, incorporar e praticar na minha vida, o tempo todo e a cada minuto, as bases essenciais que citei acima. - Por isso não vejo incompatibilidade entre as minhas ações neste blog e esse protótipo, esse rótulo que existe nas cabeças dos que me fazem perguntas como essa. Não me importo nem um pouco com os rótulos. Se por pensar assim não sou um cristão, então ok: não sou, e com orgulho. Não tenho nenhum problema com isso.

Se você encontrou a sua religião, porque continua falando em 'busca'? Você já não achou o que procurava?
Essa é uma boa pergunta, eu diria. Eu encontrei uma religião que satisfez os meus anseios e me trouxe respostas e confirmações mais que importantes, como já andei contando por aqui. E também já falei, muitas e muitas (e muitas) vezes, mas nunca é demais repetir que eu não acho que nenhuma religião seja a única válida ou a única que ‘salva’. Eu pratico uma religião dentro da qual pude realizar e exercer, como nunca antes, tudo que existia de melhor em mim. Dessa forma pude vivenciar uma Comunhão com Deus de maneiras que seriam inimagináveis quando eu vivia como um 'errante', entre as muitas tradições. Eu pude sentir que a minha humanidade foi 'divinizada' em algum sentido, e esta é a maior, mais transformadora e mais tremenda experiência que um ser humano pode viver, - variando de um indivíduo para outro, segundo me diz a experiência, apenas em nível de intensidade, conforme seu grau da entrega.
Em minha existência, hoje, tudo está diferente, melhor, tudo foi transformado, uma etapa inicial da busca foi ultrapassada e tudo ficou mais fácil na minha vida. Minhas orações são atendidas, alcancei uma paz serena (com a qual antes não poderia sequer sonhar) que permanece comigo todos os dias. Um ponto importante é que essa paz e essa centralidade me fazem respeitar e conviver muito bem e tranquilamente com os que pensam diferente, os que tiveram outras histórias de vida e exercem a sua espiritualidade de outras formas.
Ainda falo em 'busca' porque, no meu entender, a vida do(a) homem/mulher é uma busca eterna. Quando você para, vem a estagnação. Eu encontrei o Caminho, mas estar a caminho não é o mesmo que 'sentar em cima' das minhas próprias certezas e achar que não há mais nada para aperfeiçoar em mim... O espírito humano precisa ser constantemente dilapidado, daí a importância da auto-vigilância. - Vigiar e orar, sempre. - Vejo pessoas tentando enfiar suas próprias verdades nas cabeças alheias, na marra, porque acham que já encontraram todas as respostas, já alcançaram tudo que havia para ser alcançado e agora são pequenos 'salvadores' para os pobres pecadores, são como mestres de perfeição. Quanto a mim, quanto mais aprendo, mais percebo que ainda há mais a aprender. Isso mantém o meu ego no lugar, mas também é muito estimulante! Como é bom descobrir coisas novas! Esta é a grande aventura do Conhecimento.
Como alguém que escreve um blog sobre busca espiritual e fala de todas as religiões pode ter uma só religião? Isso não é incoerente?
A melhor pergunta para o final. E eu preciso me controlar para não dar apenas a resposta mais sucinta e clara possível: Não.
Concordo que fazer parte de uma comunidade religiosa pode provocar a limitação da visão geral das coisas. - Em algumas mentes. - Mas é um erro generalizar, porque ocorrer ou não esse efeito depende muito mais do indivíduo do que da religião que ele pratica. A História nos trouxe padres cientistas, santos filósofos, líderes religiosos importantes (de tradições absolutistas) que trouxeram grandes avanços para o ecumenismo e a tolerância religiosa no mundo... Então, no fim, tudo depende do indivíduo, da consciência individual de cada um, da abertura da sua consciência. Tudo depende do quanto você é capaz de manter a atenção no que está fora tanto quanto no que está dentro, e do quanto é realmente capaz de compreender que as diferenças podem ser apenas aparentes. Aprimorar a visão para a percepção dessas realidades é como ajustar a sintonia fina de um aparelho de TV, só que infinitamente mais complexo e mais delicado. Leva tempo, é trabalhoso e exige dedicação e profunda atenção. É uma grande arte.
Pergunta: Como eu posso praticar uma religião? Resposta: Existe mesmo alguém que não tenha religião? Tem certeza?
Hoje sabemos que, no sentido mais puro da palavra, isso é impossível, e os místicos já o haviam entendido bem antes de a antropologia descobrir que, além de racional, psíquico, social, político e inacabado, o homem é um ser religioso. Se formos fundo na questão, perceberemos que negar as formas religiosas é apenas mais uma forma religiosa. - Da mesma forma que dizer que "tudo é Deus e Deus é tudo" é adotar o princípio essencial de uma religião específica bem definida, denominada panteísmo (do grego pân, pantóspan = tudo + teísmo = Deus); uma doutrina segundo a qual só Deus é real e o mundo é um conjunto de manifestações ou emanações suas. Atenção: não estou colocando em discussão a validade ou não dessa forma religiosa, estou apenas demonstrando o óbvio: que crer nisso também é adotar um forma religiosa específica.
Muitos são os que buscam assumir uma postura definitivamente arreligiosa, isto é, uma espiritualidade própria, sem seguir religião alguma, porque crêem que a religião limita. Mas se você parar e refletir vai perceber que essa atitude é tão limitante quanto qualquer outra, em tudo que se refere à religião. Sim, pode ser que para você seja melhor, mesmo acreditando em Deus, não frequentar nenhum templo, não fazer parte de nenhuma comunidade religiosa, procurando integrar elementos de diversas tradições na sua vida. Ok, uma opção particular que deve ser respeitada. Mas entenda que isso é só mais uma forma de religião, se compreendemos que religião é religação, reconexão. E uma religião é tão limitante quanto qualquer outra, - e tão limitante quanto negar a religião. - Dizer que Deus está em tudo é tão limitante quanto dizer que Ele vive num templo, que é propriedade exclusiva de uma comunidade 'escolhida' ou que pode ser encontrado somente numa única tradição. E tão inútil quanto.
Abraço você, querido irmão na busca, que me acompanhou até este ponto. Por favor me perdoe por ser limitado e não saber me expressar como gostaria. Amo todos vocês tão profundamente que não posso definir em palavras. Vocês, meus semelhantes, meus irmãos, são a razão final da existência deste espaço. Esse Deus de que tanto falo, eu o vejo e encontro em vocês. Tudo o que espero é que sejam felizes, e que um dia possamos nos reencontrar e voltarmos a ser, efetivamente, UM.
Para responder, seria preciso, antes de tudo, determinar o que seria exatamente uma “postura cristã”. Para mim, a essência do Cristianismo poderia ser resumida em 3 pontos principais:
# A íntima Comunhão com a Força Absoluta, Criadora, Todo-poderosa e Todo-amorosa que é a Fonte do Universo e da Vida, a que chamamos simplesmente Deus;
# A prática diária das virtudes morais e espirituais (não ficar só no estudo, na meditação e na palavra);
# Ver Deus em mim mesmo e no meu próximo, o que se reflete numa vivência em comunidade ampla, rica e amorosa. Não há prática espiritual mais perfeita ou mais valiosa.
Como se vê, tudo isso poderia ser dito de modo ainda mais resumido, no princípio mais primordial do Cristianismo: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. – O tipo de coisa que se ouve de muitas bocas, mas que (infelizmente) pouco ressoa na prática. A grande chave está em usar o tempo que você perderia para julgar os outros, se irritar com os erros dos outros e criticar os outros, fazendo a sua parte, o melhor possível. Agora.
Então, respondendo objetivamente à pergunta: entre erros e acertos eu procuro, com toda a sinceridade da alma, incorporar e praticar na minha vida, o tempo todo e a cada minuto, as bases essenciais que citei acima. - Por isso não vejo incompatibilidade entre as minhas ações neste blog e esse protótipo, esse rótulo que existe nas cabeças dos que me fazem perguntas como essa. Não me importo nem um pouco com os rótulos. Se por pensar assim não sou um cristão, então ok: não sou, e com orgulho. Não tenho nenhum problema com isso.
Se você encontrou a sua religião, porque continua falando em 'busca'? Você já não achou o que procurava?
Essa é uma boa pergunta, eu diria. Eu encontrei uma religião que satisfez os meus anseios e me trouxe respostas e confirmações mais que importantes, como já andei contando por aqui. E também já falei, muitas e muitas (e muitas) vezes, mas nunca é demais repetir que eu não acho que nenhuma religião seja a única válida ou a única que ‘salva’. Eu pratico uma religião dentro da qual pude realizar e exercer, como nunca antes, tudo que existia de melhor em mim. Dessa forma pude vivenciar uma Comunhão com Deus de maneiras que seriam inimagináveis quando eu vivia como um 'errante', entre as muitas tradições. Eu pude sentir que a minha humanidade foi 'divinizada' em algum sentido, e esta é a maior, mais transformadora e mais tremenda experiência que um ser humano pode viver, - variando de um indivíduo para outro, segundo me diz a experiência, apenas em nível de intensidade, conforme seu grau da entrega.
Em minha existência, hoje, tudo está diferente, melhor, tudo foi transformado, uma etapa inicial da busca foi ultrapassada e tudo ficou mais fácil na minha vida. Minhas orações são atendidas, alcancei uma paz serena (com a qual antes não poderia sequer sonhar) que permanece comigo todos os dias. Um ponto importante é que essa paz e essa centralidade me fazem respeitar e conviver muito bem e tranquilamente com os que pensam diferente, os que tiveram outras histórias de vida e exercem a sua espiritualidade de outras formas.
Ainda falo em 'busca' porque, no meu entender, a vida do(a) homem/mulher é uma busca eterna. Quando você para, vem a estagnação. Eu encontrei o Caminho, mas estar a caminho não é o mesmo que 'sentar em cima' das minhas próprias certezas e achar que não há mais nada para aperfeiçoar em mim... O espírito humano precisa ser constantemente dilapidado, daí a importância da auto-vigilância. - Vigiar e orar, sempre. - Vejo pessoas tentando enfiar suas próprias verdades nas cabeças alheias, na marra, porque acham que já encontraram todas as respostas, já alcançaram tudo que havia para ser alcançado e agora são pequenos 'salvadores' para os pobres pecadores, são como mestres de perfeição. Quanto a mim, quanto mais aprendo, mais percebo que ainda há mais a aprender. Isso mantém o meu ego no lugar, mas também é muito estimulante! Como é bom descobrir coisas novas! Esta é a grande aventura do Conhecimento.
Como alguém que escreve um blog sobre busca espiritual e fala de todas as religiões pode ter uma só religião? Isso não é incoerente?
A melhor pergunta para o final. E eu preciso me controlar para não dar apenas a resposta mais sucinta e clara possível: Não.
Concordo que fazer parte de uma comunidade religiosa pode provocar a limitação da visão geral das coisas. - Em algumas mentes. - Mas é um erro generalizar, porque ocorrer ou não esse efeito depende muito mais do indivíduo do que da religião que ele pratica. A História nos trouxe padres cientistas, santos filósofos, líderes religiosos importantes (de tradições absolutistas) que trouxeram grandes avanços para o ecumenismo e a tolerância religiosa no mundo... Então, no fim, tudo depende do indivíduo, da consciência individual de cada um, da abertura da sua consciência. Tudo depende do quanto você é capaz de manter a atenção no que está fora tanto quanto no que está dentro, e do quanto é realmente capaz de compreender que as diferenças podem ser apenas aparentes. Aprimorar a visão para a percepção dessas realidades é como ajustar a sintonia fina de um aparelho de TV, só que infinitamente mais complexo e mais delicado. Leva tempo, é trabalhoso e exige dedicação e profunda atenção. É uma grande arte.
Pergunta: Como eu posso praticar uma religião? Resposta: Existe mesmo alguém que não tenha religião? Tem certeza?
Hoje sabemos que, no sentido mais puro da palavra, isso é impossível, e os místicos já o haviam entendido bem antes de a antropologia descobrir que, além de racional, psíquico, social, político e inacabado, o homem é um ser religioso. Se formos fundo na questão, perceberemos que negar as formas religiosas é apenas mais uma forma religiosa. - Da mesma forma que dizer que "tudo é Deus e Deus é tudo" é adotar o princípio essencial de uma religião específica bem definida, denominada panteísmo (do grego pân, pantóspan = tudo + teísmo = Deus); uma doutrina segundo a qual só Deus é real e o mundo é um conjunto de manifestações ou emanações suas. Atenção: não estou colocando em discussão a validade ou não dessa forma religiosa, estou apenas demonstrando o óbvio: que crer nisso também é adotar um forma religiosa específica.
Muitos são os que buscam assumir uma postura definitivamente arreligiosa, isto é, uma espiritualidade própria, sem seguir religião alguma, porque crêem que a religião limita. Mas se você parar e refletir vai perceber que essa atitude é tão limitante quanto qualquer outra, em tudo que se refere à religião. Sim, pode ser que para você seja melhor, mesmo acreditando em Deus, não frequentar nenhum templo, não fazer parte de nenhuma comunidade religiosa, procurando integrar elementos de diversas tradições na sua vida. Ok, uma opção particular que deve ser respeitada. Mas entenda que isso é só mais uma forma de religião, se compreendemos que religião é religação, reconexão. E uma religião é tão limitante quanto qualquer outra, - e tão limitante quanto negar a religião. - Dizer que Deus está em tudo é tão limitante quanto dizer que Ele vive num templo, que é propriedade exclusiva de uma comunidade 'escolhida' ou que pode ser encontrado somente numa única tradição. E tão inútil quanto.
Abraço você, querido irmão na busca, que me acompanhou até este ponto. Por favor me perdoe por ser limitado e não saber me expressar como gostaria. Amo todos vocês tão profundamente que não posso definir em palavras. Vocês, meus semelhantes, meus irmãos, são a razão final da existência deste espaço. Esse Deus de que tanto falo, eu o vejo e encontro em vocês. Tudo o que espero é que sejam felizes, e que um dia possamos nos reencontrar e voltarmos a ser, efetivamente, UM.
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10 comentários:
Oi Buscador.
Como te acompnaho faz tempo, não fiquei muito surpresa com suas colocações.
Mas fiquei surpresa porque dessa vez vc colocou de forma muito clara.
É um dos melhores posts.
Procuro essa religação com Deus atravás do espiritismo, do catolicismo e mais outras coisas, como vc sabe.
Gostei muito da parte que vc diz que o ser humano é, na essência, religioso.Esses dias saiu uma matéria não sei em qual revista que falava bem isso.
O post me fez lembra de uma frase que ilustra bem o assunto:
"Não existem ateus numa queda de avião".
Não é? Mesmo quem diz que é, que diz que não acredita em nada, nessa hora - quando o avião tá caindo- todo mundo reza, ora, faz alguma prece ou algum pedido para qualquer força superior, por menos que tenha acreditado até então.
Inclusive, quase-acidentes aéreos já tranformaram muitos ateus em pessoas de fé.
Beijo
No meu modo de pensar, eu percebo que a palavra religião perdeu o significado do religar, e está muito limitada a ser apenas o sinônimo de classificação de credo.
E essa classificação tornou-se mais uma forma de julgamento tão desagregador qto., cor da pele, nível de escolaridade, nacionalidade, profissão...
Antes que me atirem pedras, e se atenham às exceções, falo de uma maneira generalizada, do mundo atual em que vivo, claro que para muitos aqui, essa palavra tem um significado muito mais profundo e relevante.
As vezes eu não diferencio os religiosos, dos torcedores de um time de futebol.
Ou o cara detesta futebol e não torce pra ninguém, ou perde o verdadeiro espírito esportivo e vira um torcedor fanático, xingando e até matando para defender a "honra" do seu time.
Um corinthiano que se esquece completamente de sua condição humana, e enxerga no palmeirense, o seu inimigo nº 1 e vice-versa.
Eles se esquecem do essencial do esporte, que deveria ser apenas uma confraternização entre indivíduos, através de uma competição saudável e prazerosa!
Deus se manifesta às pessoas através do amor, e as religiões existem, a princípio, para nos ensinar a amar a Deus, ao próximo e a si-mesmo.
Mas as diferenças e regras entre as religiões, caracterizadas naturalmente pelas diferenças culturais de cada povo, apenas reforçam o preconceito, intolerância e separação, pois o ser humano ainda se prende à esse egocentrismo de enxergar primeiro a forma e depois o conteúdo!
Eu compreendo que um mundo sem regras viraria um caos, e isso tb fêz parte da evolução intelectual do homem, mas por outro lado, percebo que o excesso de regras e leis tb provoca um outro tipo de caos, pois muitas delas não são originadas visando o bem estar comum, mas sim, para interesses de um grupo. E as regras e leis podem ser deturpadas, pois a palavra gera significados diferentes na cabeça de cada um.
O próprio exemplo de confundir amar a si-mesmo, com egocentrismo , gera essa confusão de pecado, de culpa.
Incoerência não é a pessoa ser Católica e admirar Buda.
Incoerência é a pessoa se dizer religiosa e discriminar/não amar o outro.
As pessoas estão matando e morrendo para defender seus times, suas religiões, seu partido político, sua estabilidade financeira.
Analisando o mundo do jeito que está, eu enxergo o caos, e ele está TÃO distante de tudo aquilo que nós discutimos aqui no blog.
As exceções são grupos de ajuda humanitária, muitos trabalhando em total anonimato. Sim, são esses os verdadeiros religiosos, aqueles que não estão perdendo tempo em debater as diferenças, ou escolhendo por classificações, a quem irão ajudar!
De um lado eu enxergo muitas pessoas perdidas e confusas, e do outro, muitas pessoas querendo incutir informações e ensinamentos , mas e a prática desses ensinamentos, aonde está?
Mas mesmo dentro de grupos religiosos e espiritualistas, ainda assim enxergamos críticas, julgamentos, incompreensões e intolerância!
Em qual momento da história da humanidade, a religião perdeu o seu significado único, que ensinava as coisas mais simples, mas fundamentais, para religar o homem à Deus?
Por que está sendo tão difícl para o homem amar a si e ao próximo?
Um amoroso final de semana a todos!
**Hinduísmo:
Não faças aos demais aquilo que não queres que seja feito a ti; e deseja também para o próximo aquilo que desejas e aspiras para ti mesmo. Esse é todo o Dharma, atenta bem para isso
(Mahabharata, apud. Rost, p.20; Campbell, p.52)
**Judaísmo:
Não faças a outrem o que abominas que se faça a ti. Eis toda a Torá. O resto é comentário
(Hillel, apud. Shclesinger & Porto, p.26; Rost, p.69)
**Budismo:
Todos temem o sofrimento, e todos amam a vida. Recorda que tu também és igual a todos; faze de ti próprio a medida dos demais e, assim, abstém-te de causar-lhes dor
(Dhammapada, apud. Rost, p.39)
**Cristianismo:
Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, porque isto é a Lei e os Profetas
(Mateus 7:12)
O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei
(João 15:12)
**fonte: www.saindodamatrix.com.br/paz
Ótimo o comentário da Fiat.
Faz tempo mesmo que o significado de religião com sentido de religar está esquecido.É uma pena.
Merton,uai... mas que posturas que não são cristãs o povo acha que vc adota?
Nossa, pra mim vc representa um ótimo exemplo de cristão. E eu já achava isso antes de vc contar que era católico.
Para quem não sabe, o Merton levou uns dois anos para contar aqui qual era a religião que ele seguia.
Aguardo sua resposta às outras perguntas. Nem vou perguntar quais, já que você já falou que tudo a seu tempo.
beijos
Que bonita a declaração de amor no final. Nada me dá certeza racional, mas eu sinto... sinto-me incluído nela, portanto, muito obrigado.
Obs.: eu não sabia que vc recebia esses e-mails com perguntas... Mas algo me diz que esses e-mails podem não parar... E vc precisa estar preparado. Um dia as pessoas entendem (ou não)... Rss...
Abraços!
MIZI,
Claro que você está incluído ali. Incluidíssimo! Obrigado por tudo, velho amigo.
MIZI e CRIS,
Sim, eu recebo emails desse tipo. Não são taaaaantos como possa parecer, mas são frequentes e recorrentes. Abraços!
Dá licença, FIAT, mas agora eu vou ter que puxar uma brasinha para o meu lado:
""Não façais ao vosso próximo o que, se fosse feito a vós, causaria dor." – Mahabharata (Livro sagrado hindu).
"O que não queres que vos façam, não façais aos outros." - Hilel (rabino judeu).
"Aquilo que não desejas para ti, também não o faças às outras pessoas." - Confúcio.
"Não firais ao próximo com o que vos fere." - Sidarta Gutama (o Buda).
"Quando o amor e a compaixão estão incorporados a nós, nossa afeição pelos seres é tal que não suportamos aspirar somente a nossa libertação pessoal." – Sutra Tibetano da Compaixão
"Ama o teu próximo como a ti mesmo. - O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles." – Jesus de Nazaré (o Cristo).
"Nenhum de vós sois um crente, enquanto não devotardes pelo próximo o mesmo Amor que devotais a vós próprios." – Maomé."
FONTE: A ARTE DAS ARTES / POST "Proposta prática #3" (Dezembro 18, 2007)
Desculpa, mas essa reflexão comparativa saiu bem antes por aqui, e o Acid me chupinhou... (;P)
Brincadeiras à parte, - porque onde saiu primeiro não importa a mínima, importante é a excelência e a universalidade do Amor fraterno, que todas as religiões comprometidas com a Verdade reconhecem, - foi uma excelente reflexão, FIAT LUX, como de costume.
Penso exatamente igual, e igualmente me entristeço com essa que ainda é a realidade do nosso mundo, infelizmente. Cada qual levanta sua própria bandeira e enxerga no outro um inimigo.
A única solução que consegui encontrar foi: dar o máximo para fazer a minha parte e simplesmente ignorar esse verdadeiro vício, que é considerar a sua religião como única válida e o seu próximo como um tolo ou como uma espécie de agente do mal. - Mas sempre que tenho uma chance, tento dar um toque, um conselho, com muito carinho, com suavidade...
É preciso paciência, que é uma virtude derivada do Amor. "Cultiva o Amor e faze o que quiseres", disse Santo Agostinho.
Obrigado pela maravilhosa colaboração.
Caro Merton, há uma preocupação constante das pessoas com a religião, achando ser ela o que há de mais importante na vida, quando o mais importante é ser humano e fazer o bem, sabendo conviver, respeitando, amando e aceitando as pessoas como elas são, independente de sua classe social e econômica, da cor, raça, credo, opção sexual e ideológica. E mais ainda, ser amigo, tolerante, correto, honesto, íntegro, solidário, justo, para que possa exigir os seus direitos. É preciso também cumprir os seus deveres, junto à família e a comunidade, exercendo a cidadania e o civismo, participando politicamente, cobrando dos seus representantes no legislativo e executivo: saúde, educação, segurança, habitação, transporte, saneamento e sendo um fiscalizador do judiciário, das obras e gastos públicos. Ser politizado e engajado, participando das campanhas sociais e ecológicas. Procurar aprimorar sempre o caráter, cultivando os ensinamentos que lhe foram passados pelos pais e mestres, quando da formação e educação, fazendo com que virtudes sejam partes integrantes da personalidade. Não existe um ser perfeito na face da terra, todos têm falhas, mas podem ser melhorados, aperfeiçoados, crescendo profissionalmente e como pessoa. Lendo, estudando, pesquisando, ouvindo críticas, conselhos e opiniões sinceras dos amigos, colegas, professores e familiares. Acompanhando sempre as mudanças e a evolução tecnológica, acumulando por toda uma vida, conhecimentos e aprendizados, entre erros e acertos, que serão melhorados cada vez mais, no modo de ser e agir. Sendo esclarecido e informado, para não ser ingênuo, não se deixando manipular pela mídia, com seus programas e comerciais, formando sua própria opinião, pensando, refletindo e questionando sempre na procura da verdade. Que no dia-a-dia seja bem humorado, otimista, curioso, ousado e criativo. Que tenha autocontrole, calma e serenidade, sendo destemido, persistente, e determinado, nunca esquecendo os sentimentos da gratidão e do perdão. Que ajude os mais fracos, pobres e desfavorecidos da sorte. Você é capaz, tenha fé em si e de dever cumprido, paz na consciência, podendo assim está sempre de bem com a vida. Um abraço, Armando. [recomentarios.blogspot.com]
Uau! Muito bom comentário, Armand... Parabéns!
Abçs!
Muito obrigado por dividir suas reflexões conosco, ARMANDO! Seja muito bem vindo ao nosso espaço.
Gente, o Armando tem um blog onde ele coloca todos os comentários elaborados que ele faz em diversos blogs, quando o assunto o interessa, como aqui. Ideia muito interessante...
Mano, vi teu post! chupinhado mesmo!! Sou fan do cara mais essa foi fd.
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