O Código da Bíblia

Michael Drosnin (esquerda) e o rabino e matemático Dr. Eliyahu Rips


Uma revelação divina?

"No livro de Daniel, Deus deu ao Profeta duas revelações: uma diretamente acessível, - a saber, o próprio conteúdo bíblico, - e uma outra revelação selada, sendo esta última chamada de Código da Bíblia".


Essa afirmação do pesquisador Rogério da Costa representa uma assertiva compartilhada por diversos estudiosos do chamado 'Código da Bíblia'. Segundo eles, essa revelação selada nas letras das Escrituras permaneceu oculta por cerca de 3.200 anos, mas desde 1997 setores da comunidade judaica estão alarmados com a descoberta de informações que vieram à tona com o surgimento do computador.

A divulgação mundial da descoberta de um código na Bíblia Judaica (o nosso Antigo Testamento), veio através do livro intitulado O Código da Bíblia, escrito por um jornalista americano chamado Michael Drosnin, que foi um dos primeiros e principais divulgadores do assunto. Todavia Drosnin é apenas o canal da informação, pois o verdadeiro descobridor é um rabino e matemático judeu, o Prof° Eliyahu Rips.

A alegada prova da autenticidade da descoberta se dá na impressionante precisão de mais de mil fatos acontecidos, - com detalhes e datas, - tudo codificado nos cinco livros de Moisés (Torah), entre os quais: o assassinato de dois membros da família Kennedy, o atentado à bomba de Oklahoma, a eleição de Bill Clinton, a 2ª Guerra Mundial, o caso Watergate, o Holocausto Nazista, a bomba de Hiroshima, a chegada do homem à Lua e a queda de um cometa em Júpiter(!), entre outros. Mas os casos mais impressiontes são o da descoberta da data da Guerra do Golfo - vinte e um dias antes de ela acontecer, e da data do assassinato de Ytzhak Rabin - mais de um ano antes do crime ocorrer em Tel-Aviv.

É especialmente interessante o fato de ter sido descoberto, exatamente entre as profecias messiânicas da Bíblia Judaica, a afirmativa 'Meu Nome é Jesus', seguido das palavras 'Eu Sou o Messias'. - O que não chegou a provocar uma grande comoção na comunidade judaica, entre os que estudam o Código, já que Jesus (Yeshua) é um nome comum nas Escrituras. - Mas no texto de Isaías, escrito em torno de 700 aC, um dos que fala mais diretatemente sobre a vinda futura do Messias, no capítulo 53 aparece a seguinte frase: 'O meu nome é Jesus Nazareno', ao lado dos nomes 'Pôncio Pilatos', 'Maria', 'Maria Madalena', 'Discípulos', 'Sepulcro' e 'Manhã de domingo'.

Com isso, algo até há pouco tempo impensável vem acontecendo: muitos judeus estão se convertendo ao Cristianismo[1]. - E este autor não teria como se abster de deixar aqui um testemunho pessoal: eu conheço um deles! É um homem de mais de 40 anos, judeu e israelita desde o nascimento, recentemente convertido, que nesse momento é aluno da Catequese para Adultos da Paróquia São João Batista do Brás. A sua professora é a Sra. Adelina Avino Nardi, e eu acrescentarei o seu nome a essa postagem assim que obtiver autorização.


Um Livro Selado (ou criptografado)

"Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que converterem a muitos para a justiça, como as estrelas sempre e eternamente. Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o Livro até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará."

Daniel 12, 1-4


"Vi na destra do que estava assentado sobre o Trono um Livro escrito por dentro e por fora, bem selado com sete selos. Vi também um anjo forte, clamando com grande voz: Quem é digno de abrir o Livro e de romper os seus selos? E ninguém no Céu, nem na Terra, nem debaixo da Terra, podia abrir o Livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque não fora achado ninguém digno de abrir o Livro nem de olhar para ele. E disse-me um dentre os anciãos: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o Livro e romper os sete selos."

Apocalipse 5 1-5


"Porque o Senhor derramou sobre vós um espírito de profundo sono, e fechou os vossos olhos, os profetas; e vendou as vossas cabeças, os videntes. Pelo que toda visão vos é como as palavras dum Livro selado que se dá ao que sabe ler, dizendo: Ora lê isto; e ele responde: Não posso, porque está selado. Ou dá-se o Livro ao que não sabe ler, dizendo: Ora lê isto; e ele responde: Não sei ler. Por isso o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor; portanto eis que continuarei a fazer uma obra maravilhosa com este povo, sim uma obra maravilhosa e um assombro; e a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus entendidos se esconderá. Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do Senhor, e fazem as suas obras às escuras, e dizem: Quem nos vê? Quem nos conhece? Vós tudo perverteis! Acaso o oleiro há de ser reputado como barro, de modo que a obra diga do seu artífice: Ele não me fez; e o vaso formado diga de quem o formou: Ele não tem entendimento?"

Isaías 29:10-18


Estas são algumas das passagens em que os estudiosos se fundamentam para ratificar a sua pesquisa. Claro que esses textos deixam margem para outros tipos de interpretação, e é importante não esquecer disso.

Os estudos do código apresentaram três principais fatos na seqüência dos acontecimentos cumpridos, que seriam referentes à época moderna:


1º. O código apresenta a 1ª e a 2ª Guerras Mundiais com detalhes, datas e nomes dos envolvidos. - Na sequência, em torno do sobrenome do ex-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, e da palavra Jerusalém, o código apresenta as seguintes frases: "Dia da III Guerra Mundial"; "Todo o seu povo irá para a guerra"; "Holocausto atômico em Jerusalém";

2º. O código relaciona diversos terremotos, desde os que aconteceram há muito tempo até os mais recentes. Ex.: o maior terremoto do mundo, que aconteceu na China em 1976, na cidade de Tang Chan, onde mais de 800.000 chineses morreram. Continuando, o código apresenta um outro terremoto em Los Angeles (EUA) com informações que, segundo interpretações do código, indicam o seu total desaparecimento do mapa em 2010;

3º. O código apresenta o choque de um cometa com o planeta Júpiter, que aconteceu em 1994. - Na seqüência apareceriam as quedas de outros três grandes cometas no planeta Terra; a primeira em 2006 (que obviamente não aconteceu), a segunda em 2010 e a terceira em 2012 (sim, mas diz que este se esfacelará antes do choque). Segudno alguns estudiosos, a predição de dois cometas caindo na Terra encontra-se no Livro das Revelações (Apocalipse 8, 8-10). Recentemente, a NASA divulgou a aproximação do asteróide Apophis ao nosso planeta, e um possível choque previsto para 2036. Apesar de as chances serem pequenas, o impacto seria devastador.


O Código da Bíblia - Um resumo do livro de M. Drosnin

"Em 1o de setembro de 1994, voei até Israel e encontrei-me em Jerusalém com um amigo íntimo do primeiro-ministro Yitzhak Rabin, o poeta Chaim Guri. Dei-lhe uma carta que ele passou imediatamente ao primeiro-ministro. Eis o que dizia a carta: "Um matemático israelense descobriu um código oculto na Bíblia que parece revelar detalhes de acontecimentos que ocorreram milhares de anos após a Bíblia ter sido escrita. "A razão pela qual estou lhe dizendo isso é que, na única vez em que seu nome completo - Yitzhak Rabin - está codificado na Bíblia, as palavras 'assassino que assassinará' o cruzam." Em 4 de novembro de 1995, veio a terrível confirmação: um tiro pelas costas tirou a vida do primeiro-ministro de Israel. E a descoberta do matemático israelense passou a interessar a todos os estudiosos das Escrituras Sagradas, que passaram a ser lidas como criptogramas que interessam à história atual da humanidade."

Michael Drosnin, autor de 'O Código da Bíblia'


Trecho onde consta o assassinato de Yitzhak Rabin
(clique sobre a imagem para ampliar)


No final do século XVIII, um sábio judeu, conhecido como Genius de Vilna, referindo-se à Torah, os cinco primeiros livros da Bíblia, afirmou:

"A regra é que tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que será, até o fim dos tempos, está incluído na Torah da primeira à última palavra. E não só num sentido geral, mas nos detalhes de cada espécie e de cada um individualmente, com detalhe dos detalhes de tudo o que lhe aconteceu desde o dia de seu nascimento até sua morte".[2]


Transcorria a Segunda Grande Guerra Mundial, quando um rabino da Tchecoslováquia chamado H.M. Weissmandel, movido pelo desejo de encontrar um possível código na Bíblia, começou a contar as letras hebraicas da Torah. Já no primeiro capítulo de Gênesis, notou que, saltando 50 letras e depois outras 50, e assim por diante, soletrava-se a palavra TORAH. Admirado, viu que o mesmo resultado podia ser encontrado nos demais livros que compõem a Torah! Este surpreendente resultado, que não pareceu-lhe casual, levou-o a escrever um pequeno livro, falando de sua descoberta.

Cinquenta anos depois, o Dr. Eliahu Hips, um matemático de fama mundial, catedrático na Universidade de Jerusalém, ouviu através de um rabino sobre esse curioso livro, cuja única cópia podia ser encontrada na Biblioteca Nacional de Israel. Curioso, Hips foi em busca de tal livro, e pode comprovar o curioso fato em sua própria Bíblia. Hips lembrou-se de outros cientistas que, muito antes dele, haviam investido tempo à procura de um possível código na Bíblia. Isaac Newton fora um deles. Newton, que havia imaginado a mecânica do sistema solar e havia descoberto a força da gravidade, aprendeu o hebraico e passou metade da vida tentando descobrir esse código, o qual acreditava existir (saiba mais aqui).

Mas o Dr. Eliahu Hips tinha uma grande vantagem sobre Newton. Ele possuía uma ferramenta poderosa: o computador. "Quando recorri ao computador", afirmou Hips, "achei a brecha. Encontrei palavras codificadas, numa quantidade muito maior do que o permitido pelo acaso randômico da estatística, e então soube que estava chegando a algo de real importância".

Juntaram-se ao Dr. Eliahu Rips e sua pesquisa dois outros eruditos judeus, Doron Witztum, e Yoav Rosemberg. Desenvolveram um sofisticado modelo matemático que, quando implementado por um computador, confirma que todo o Antigo Testamento, não só a Torah, contêm mensagens codificadas. Prepararam inicialmente uma tese denominada 'Seqüências Alfabéticas Equidistantes no Livro de Gênesis'. Introduziram a tese com um resumo de seu significado:

"A análise randômica indica que informações ocultas estão estremeadas no texto do Gênesis, sob a forma de seqüências alfabéticas eqüidistantes. O efeito é significativo em 99,998%. Observou-se, que quando o Livro do Gênesis é escrito como séries bidimensionais, seqüências alfabéticas eqüidistantes formando palavras com sentidos correlatos aparecem freqüentemente em estreita proximidade. Foram desenvolvidas ferramentas quantitativas para mensurar este fenômeno. A análise de randomização mostra que o efeito é significante ao nível de 0.00002".[3]


Na experiência inicial - o que seria posteriormente empregado em toda a Torah e outros livros da Bíblia - todas as letras hebraicas que compõe o livro de Gênesis foram unidas formando um único fluxo, sem nenhum espaço, como originalmente foi escrito. Organizaram todo o texto num quadrado perfeito, havendo tanto nas linhas horizontais como nas verticais, a mesma quantidade de letras, exceto na última linha. Foi nesse quadrado perfeito, que o código começou a ser revelado, primeiramente no livro do Gênesis, depois em toda a Torah, em palavras cruzadas que na tela do computador se apresentam em diferentes cores. Ao observarem que algumas palavras iniciavam-se em uma extremidade do texto, dando continuidade na outra, resolveram unir essas extremidades formando um cilindro, no qual a primeira linha se une à segunda, a segunda à terceira, e assim continuamente, até alcançar a linha final.Com esse modelo, qualquer palavra que surgisse, poderia ser lida numa única seqüência.

Para confirmar a não casualidade das revelações que se poderiam encontrar codificadas na Bíblia, os pesquisadores submeteram ao teste outras obras, entre elas a versão hebraica de Guerra e Paz, de Tolstoi, que tem a mesma dimensão da Torah. Em todas as experiências realizadas nessas obras, o resultado foi nulo, sem a presença de nenhum código.

A experiência inicial foi buscar nomes de personagens importantes da história do judaísmo, desde os dias bíblicos até nossos dias. Fizeram uma relação com 32 nomes. Ficaram impressionados com o resultado, pois além do nome de cada um deles, podia-se ver as datas em que nasceram e morreram. Matematicamente falando, as probabilidades de encontrar randomicamente essas informações codificadas, eram de 1 em 10 milhões. Tomaram então os 32 nomes e as 64 datas, e as misturaram em 10 milhões de combinações diferentes, de modo que 9.999.999 seriam incompatíveis e só um emparelhamento seria correto. Eles então rodaram esse programa no computador, para ver quais dos 10 milhões de exemplos alcançariam melhor resultado, e só os nomes e as datas corretas se uniram na Bíblia.

Harold Gans, um decodificador da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, ouviu com incredulidade sobre a descoberta dos israelenses, e procurou-os com o intento de desmascarar esse código da Bíblia, que para ele não passava de uma farsa ridícula. Gans preparou seu próprio programa de computador, e ao submeter o livro de Gênesis ao teste, surpreendeu-se ao ver os nomes dos 32 personagens, acompanhados pelas datas de nascimento e morte. Dominado pelo fato curioso, indagou sobre a possibilidade de encontrar, junto aos nomes desses personagens, os nomes das cidades em que viveram. O resultado foi fantástico: ali estavam as cidades nomeadas ao lado de cada sábio. Desta maneira, o primeiro a tentar desmascarar o código da Bíblia acabou confirmando-o.

Rips e seus amigos submeteram seu ensaio aos mais rigorosos testes que foram aplicados pelos maiores matemáticos do mundo, muitos deles ateus, e todos eles se dobraram diante do fato incomum. Diante de seus olhos, na tela do computador, parecia estar mesmo uma prova de a Bíblia foi elaborada por uma Inteligência infinitamente superior a dos homens. Rips, enquanto religioso, não teve dúvidas de que estavam sendo conduzidos por Deus a uma revelação especial. O seu próximo passo, depois da experiência com o livro do Gênesis, foi uma busca em toda a Torah. O que poderiam revelar aquelas 304.805 letras, organizadas em seqüência ininterrupta? Teria o código algo a dizer sobre os grandes acontecimentos da história? Procuraram primeiramente por Holocausto, e o computador encontrou as palavras: 'Hitler', 'homem mau', 'nazista inimigo' e 'massacre'.

Outro rastreamento do texto, revelou formações mais detalhadas sobre o Holocausto. A expressão nazista surgiu codificada com juntamente com as palavras 'na Alemanha'; As palavras 'fornos' e 'extermínio', apareceram vinculadas ao nome Eichmann. - Comandante do grande massacre. Avançando em suas buscas, descobriram que todos os lideres da Segunda Guerra Mundial, apareciam juntos naquele código: Roosevelt, Churchil e Stalin, além de Hitler. Rips e seus amigos ficaram fascinados ao verem que o código não se calava sobre os grandes acontecimentos da história. 'Napoleão', por exemplo, está codificado junto com 'França', 'Waterloo' e 'Elba'. A grande Revolução comunista que mudou a face do século XX, está codificada junto à palavra 'Rússia', e o ano em que triunfou: '5678' (em nosso calendário, 1917).

Procuraram por 'Einstein', e viram surgir na tela do computador o seu nome, cruzado por outras palavras e frases: 'ciência', 'novo e excelente entendimento', 'ele revolucionou a realidade' e 'pessoa inteligente'. 'Edison' encontra-se codificado com 'eletricidade' e 'lâmpada elétrica'. Grandes artistas e escritores, inventores e cientistas de todos os tempos encontram-se codificados. 'Beethovem' e 'Bach' estão ambos codificados com 'compositores alemães'. Os assassinatos que mudaram o curso da história humana encontram-se codificados: 'Abraham Lincoln', 'Mahatma Gandhi', 'Anuar Sadat', a maioria deles com detalhes que revelam a data e o nome do assassino. Na única vez em que aparece 'Presidente Kennedy', a palavra seguinte na mesma seqüência do código é 'morrer'. O nome da cidade Dallas, em que foi alvejado, encontra-se codificado, junto ao nome 'Oswald'. O nome do presidente egípcio Anuar Sadat aparece junto com o nome do assassino Chaled Baleará Sadat, acompanhado pela data do crime e a ocasião do atentado, um desfile militar...

Depois de descobrir uma infinidade de nomes de pessoas, acontecimentos e datas que marcaram a História, o Dr. Eliahu Rips e amigos começaram a indagar se aquele código da Bíblia poderia indicar acontecimentos futuros. Por essa ocasião, ao final de dezembro de 1990, nações do Ocidente, lideradas pelos Estados Unidos da América, formavam um grande cerco contra o Iraque, devido a invasão recente do Kuwait. Rips procurou pelo nome de Sadan, e ficou espantado com o que surgiu na tela do seu computador. Destacadas num padrão de palavras cruzadas, o nome de Sadan Hussein, acompanhado por surpreendentes revelações: 'inimigo', 'guerra', 'missil' e 'fogo no terceiro dia de Shevat', isto é, 18 de Janeiro de 1991.

Diante desta revelação, Rips ficou preocupado e ao mesmo tempo eufórico. Pela primeira vez o código revelava um acontecimento vinculado à uma data futura. Foram três semanas de muita expectativa. Ao chegar o dia marcado no código, Rips, como toda a população de Israel, achava-se de sobreaviso para um possível ataque do Iraque. E naquele dia confirmou-se a previsão que teria sido codificada na Bíblia há mais de 3.000 anos, quando caiu sobre Tell Aviv o primeiro de uma série de mísseis scuds lançados sobre Israel!

O código da Bíblia, cujas revelações já haviam sido confirmadas por vários pesquisadores de Israel e do mundo, despertou finalmente o interesse de pessoas dentro do governo de Israel. Assim como os reis de Israel no passado procuravam nas pedras da estola sacerdotal, Urim e Tumim (I Samuel 28, 6), respostas para os seus temores, os agentes secretos do Mossad haveriam de recorrer ao código da Bíblia.

Rips, dada a importância de sua descoberta, entendeu que ela teria que ser amplamente publicada, para que todo o mundo inteiro pudesse conhecer suas revelações, mas não sabia como isso haveria de acontecer. Foi num desses dias que recebeu a visita de Michael Drosnin, jornalista e repórter da Washington Post. Depois de ouvir sobre a surpreendente descoberta em relação à guerra do Golfo, Drosnim, um ateu, foi até Rips, mais movido pelo desejo de ridiculá-lo do que de verificar o fato. A primeira coisa que o jornalista fez foi tomar uma Bíblia que estava sobre a mesa, desafiando Rips a mostra-lhe tal profecia sobre o Iraque. Sorrindo, Rips disse-lhe que o código da Bíblia somente podia ser lido através do computador. Cheio de incredulidade, Drosnin viu Rips digitar o nome de Sadan no espaço para busca. Surgiu em instantes o impressionante resultado. Rips fez o mesmo teste com a obra clássica Guerra e Paz, de Victor Hugo, e nada apareceu. Drosnin estava pasmado.


O grande Isaac Newton tentou encontrar um código divino
na Bíblia, mas ele não contava com a ajuda de um computador.


O ateu Michael Drosnin, que jamais se interessara pela Bíblia anão ser para desacreditá-la, decidiu investigar pessolamente o código, em seu próprio computador. Rips forneceu-lhe os disquetes com o programa de procura e os textos da Torah, e também os de Guerra e Paz. Retornando aos Estados Unidos, Drosnin não pensava em outra coisa, e começou a dedicar longas horas a sua pesquisa. Depois de rever tudo o que já havia sido encontrado, começou a fazer suas próprias buscas.

Em maio, de 1994, Drosnin ficou surpreso com o que encontrou. Ele havia lido sobre o cometa Shoemaker-Levi, que segundo a previsão dos astrônomos haveria de se chocar com Júpiter no dia 16 de Julho daquele ano, dois meses depois. Ao procurar por Júpiter , encontrou-o numa seqüência horizontal, e cruzando-o em linha perpendicular, numa representação gráfica da queda do cometa, estava o seu nome completo, acompanhado pela mesma data que fora anunciada pelos astrônomos! E, sim, isso veio a se cumprir com precisão. Falando sobre o efeito desta descoberta em sua vida, Drosnin afirmou:

"Esta descoberta foi tão dramática que me fez voltar a acreditar em tudo. Durante aqueles dois anos de investigação, eu estava sempre me perguntando: - 'Será que isso é mesmo verdade? Teria alguma Inteligência não-humana realmente codificado a Bíblia?' Cada manhã eu acordava duvidando de tudo, apesar das provas esmagadoras ".[4]


Drosnin compreendeu então que a ausência de uma única letra na Torah seria suficiente para anular todo o esquema. É interessante notar que o próprio Jesus, referindo-se à integridade da Lei, que é a Torah, afirmou: "Em verdade vos digo que até que o Céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da Lei, sem que tudo seja cumprido" (Mateus 5, 18). Para que este propósito divino fosse cumprido, os massoretas, judeus que ao longo dos séculos trabalharam incansavelmente copiando a Bíblia, observaram um cuidado extremo. Ao fim de cada cópia, contavam todas as letras do texto; Se a soma delas não correspondesse ao original, o livro era lançado ao fogo.

Pouco tempo depois de encontrar no Código da Bíblia a surpreendente revelação sobre o cometa Shoemaker-Levi, Drosnin mais uma vez se sentiu profundamente abalado, quando ao digitar o nome de Ytzhak Rabin, viu surgir na tela, atravessando o seu nome, na única vez em que aparece, em saltos de 4.772 letras, a sentença 'assassino que assassinará'. Junto à sentença, encontrava-se o ano judaico 5.756, que começaria em finais de 1995. Naquela mesma noite, dia 1 de Setembro de 1994, Drosnin voou para Israel com o propósito de alertar o primeiro ministro, tentando preveni-lo para que evitasse esse trágico fim. Chegando a Israel, não conseguindo contato direto com Ytzhak Rabim, fez chegar até ele uma carta, através do poeta Chaim Guri, amigo íntimo do primeiro ministro. A parte principal de sua carta dizia o seguinte:

"A razão pela qual estou lhe dizendo isso, é que, na única vez em que seu nome completo - Yitzhak Rabim - está codificado na Bíblia, as palavras 'assassino que assassinará' o cruzam. Este fato não deve ser ignorado, pois os assassinatos de Anuar Sadat e de John e Robert Kennedy também estão codificados na Bíblia - no caso de Sadat, com o nome e sobrenome de seu matador, bem como a data e local do crime e como ele se deu. Penso que o Sr. corre perigo real; mas esse perigo pode ser evitado".[5]


Rabim não levou a sério a advertência. E um ano depois, em 4 de Novembro de 1995, confirmou-se a trágica previsão, no início do ano indicado! Mas as surpresas não acabaram aí. Depois do fato acontecido, Drosnin e Rips descobriram que, próximo ao nome de Rabim, encontravam-se codificadas outras informações relacionadas ao crime, incluindo o nome da cidade Tel Aviv e o nome do assassino Amir!!

Outra frase codificada no conjunto de palavras e frases ligadas ao assassinato de Rabim era a seguinte: 'a partir do dia quinto de Adar todo seu povo para a guerra'. O dia 5 de Adar, no calendário judaico, cairia no ano seguinte em 25 de Fevereiro. O que poderia acontecer naquela data, capaz de desviar Israel de seus esforços para a paz, levando-o para uma posição de guerra?

Quando chegou o dia 25 de Fevereiro de 1996, Israel foi atingido pelo pior ataque terrorista dos últimos três anos. Um jovem palestino, com uma bomba presa ao corpo, explodiu um ônibus em Jerusalém, matando 23 pessoas. Nos nove dias seguintes, duas outras bombas terroristas elevaram o número de mortos para 61. Antes destas bombas começarem a explodir no dia previsto, a nação de Israel, sensibilizada com o assassinato de Yitzhak Rabim por um judeu, se mostrava disposta a eleger Shimon Peres o novo primeiro ministro, um dos arquitetos da paz com os palestinos. Seu concorrente era o oponente da paz Netanyahu, cujas possibilidades de sair vitorioso nas eleições eram mínimas. Isso até começarem os atentados. Sua pregação contra a paz com os palestinos começou então a ganhar força, mas uma grande maioria ainda parecia apoiar a paz. Uma semana antes da histórica eleição de 29 de maio de 1996 em Israel, Drosnin que era favorável à pacificação de Simon Peres, procurou no código da Bíblia pelo seu nome e nada foi revelado com relação à uma possível vitória. Experimentou então Netanyahu, e viu surgir: 'primeiro-ministro Netanyahu', 'eleito', 'Bibi'. - Bibi é o seu apelido em Israel.

Sim, Netanyahu foi eleito. Mais uma inacreditável confirmação! E quando se confirmou a sua vitória, Drosnin e o Dr. Eliahu fizeram nova minuciosa procura no código e ficaram surpresos ao perceberem que o nome do novo primeiro ministro se encaixava justamente entre 'Yitzhak Rabim' e o nome de seu assassino 'Amir', logo acima da frase 'todo seu povo para a guerra'. Associadas ao nome de Netanyahu, começaram a descobrir outras formações de frases e palavras: 'sua vida será ceifada'; 'assassinado'; 'grande horror'; 'holocausto atômico'.

Rips e Drosnin ficaram apavorados com o nome do novo primeiro ministro associado a todas essas declarações de catástrofe. O Código da Bíblia, que os atraíra pouco a pouco, conquistando confiança através de suas incríveis revelações, os encaminhava agora num crescendo, aturdindo-os. Procuraram descobrir, então, o que revelariam essas mesmas palavras em formações de saltos aritméticos diferentes. Na primeira experiência encontraram: 'holocausto atômico' ao lado de 'no fim dos dias'. Depois encontraram: 'fim dos dias', 'pragas' e 'salvem'. O código da Bíblia revelou-lhes finalmente a mais espantosa de todas as revelações. Drosnin descreveu essa descoberta com as seguintes palavras: "Quando abrimos o código em busca da Terceira Guerra Mundial, descobrimos que o ano em que ela poderia começar estava predito num pergaminho de 22 linhas que é a essência da Bíblia. Tal pergaminho é chamado 'Mezuzah'".

O Mezuzah contém 170 palavras que, dentre todas as 304.805 letras dos cinco livros originais da Bíblia, Deus ordenou fossem mantidas num rolo de pergaminho em separado e colocado na entrada de cada residência. Nesse conjunto de palavras encontraram 'em 5760' e 'em 5766', que são os anos 2000 e 2006, ali codificados. 'Guerra Mundial' na única vez em que está codificada em toda a Bíblia, aparece no mesmo trecho, e cruza um dos versículos sagrados. 'Holocausto atômico', na única vez em que está codificado na Bíblia, também aparece junto com os dois mesmos anos, nos mesmos versículos do pergaminho. E no local em que os anos 2000 e 2006 estão codificados, o texto oculto alerta sobre a guerra: 'bombardearão seu pais', 'terror', 'devastação', 'está sendo lançada' .

Drosnin continua: "Não poderia ser por mero acaso que os anos mais claramente codificados junto com 'Guerra Mundial' estivessem, ambos, ocultos nas 170 palavras que foram preservadas num rolo de pergaminho em separado durante três mil anos, e ainda hoje são presos aos umbrais das portas de quase todos os lares em Israel. Se uma simples letra estiver faltando, um Mezuzah não pode ser utilizado. 'Alguém' queria ter absoluta certeza de que, não importa o que pudesse acontecer ao restante da Bíblia, essas 170 palavras, esse rolo de pergaminho seria preservado, tal como originalmente escrito, com seu código intacto".[6] Para enfatizar a seriedade das advertências reveladas no texto da Mezuzah, Drosnin conclui: "E aquele antigo código, que agora predizia que a Terceira Guerra Mundial poderia começar dentro de uma década, também predissera que a Segunda Guerra Mundial começaria 'em 5700' - no nosso calendário moderno, 1939/1940. - E o Armagedon entre os anos 2000/2006 era o alerta codificado nos mesmos versículos sagrados da Bíblia, o código cuidadosamente preservado no Mezuzah".[7]

Agora acreditando ter sido incumbido da divina missão de divulgar o código, Michael Drosnin, que já trabalhou no Washington Post e no Wall Street Journal; autor de Citizen Hughs, livro que esteve na lista de best-sellers do New York Times, escreveu o seu novo livro, O Código da Bíblia, onde revela a impressionante história de sua descoberta, as pesquisas que foram feitas e suas comprovações. Desde o seu lançamento, em 1997, O Código da Bíblia tem se mantido no alto da lista dos livros mais vendidos em todos os países onde já foi publicado, entre os quais, Inglaterra, Alemanha, França, Itália, África do Sul, Austrália, Japão, Portugal, Espanha, Holanda, Brasil, etc.


Com a popularidade do Código da Bíblia, como costuma ocorrer
nesses casos, surgiu uma grande série de obras sobre o assunto.


O outro lado: o que nos trouxe a História

Entre as muitas e muitas fontes de previsão do futuro que surgem de tempos em tempos, quase todas acabam, quase sempre, caindo por terra. O Código da Bíblia seria mesmo digno de credibilidade? Há controvérsias.

Céticos afirmam que Michael Drosnin conseguiu ganhar muito dinheiro com a idéia que hoje, 2009, parece ter já caído de moda (a 'onda' agora são as 'profecias mayas'...). O fato é que, logo após o lançamento do seu livro, Michael Drosnin desafiou os críticos a acharem a profecia do assassinato de algum primeiro ministro no livro Moby Dick, de Herman Melville, assim como ocorrera com os textos sagrados. Se conseguissem, ele cederia e reconheceria que tudo não passava de coincidência. - Para sua surpresa, pesquisadores céticos conseguiram achar várias 'previsões' como essa na obra clássica, desde o assassinato de Abraham Lincoln, passando por Martin Luther King e J. F. Kennedy até Indira Ghandi...

Por fim, é bom notar que o alfabeto hebraico facilita muito o encontro de "mensagens ocultas", já que há vários modos de ler e não há uma divisão clara entre consoantes e vogais (na verdade, no hebraico não existem vogais, elas estão implícitas pelo uso). Pode parecer estranho encontrar tantas mensagens como coincidência, mas muitos matemáticos afirmam que, na verdade, seria estranho que não existissem ocorrências como essas em livros tão volumosos quanto a Bíblia.

Voltando ao desafio de Drosnin, o matemático australiano Brendan McKay também aceitou o desafio e trabalhou com o romance Moby Dick, seguindo o método do código da Bíblia: ele chegou aos mesmos resultados, encontrando dados apropriados para acontecimentos como o assassinato de Yitzhak Rabin e até o trágico acidente de Lady Diana. Mesmo o hebraico sendo um idioma de sílabas ambíguas e palavras mais curtas que o inglês, o que aumenta imensamente as chances de se encontrar codificações que fazem sentido, o romance Moby Dick também "previu" esses acontecimentos terríveis. McKay também realizou cálculos em relação ao nome de Michael Drosnin. Bem próximo ao nome, o matemático australiano encontrou a palavra 'liar''mentiroso', assim como referências à morte do autor do livro O Código da Bíblia.


Conclusões

O ataque atômico contra Israel entre 2000 e 2006, como bem sabemos, não ocorreu. O livro O Código da Bíblia também previa que o ex-primeiro ministro de Israel Benjamim Netanyahu morreria até o fim do seu mandato (pp. 72, 78, 79 do livro). Mais uma falha. - Os defensores de Drosnim argumentam que o mesmo disse ser esta apenas uma possibilidade. - Entretanto, ele próprio diz: “Se seguisse apenas o códïgo da Bíblia, teria de dizer que Netanyahu, caso eleito, não viverá até o fim de seu mandato” (p.72), e é exatamente o que vemos no fac-símile da página 79: "o assassinato de Benjamim". Além disso, importa dizer que o próprio Dr. Eliyahu Rips fez uma declaração pública nada lisojeira a respeito do livro O Código da Bíblia de Drosnin.

"Não apóio os trabalhos do Sr. Drosnin, nem as conclusões a que ele chega.... Todas as tentativas de se extrair mensagens dos códigos do Torah, ou de se fazer predições baseadas neles são fúteis e não têm qualquer valor. Essa não é apenas minha opinião pessoal, mas a de todo cientista que já esteve envolvido em pesquisas sérias dos Códigos."


Taxativo. Uma coisa é crer na veracidade do código. Outra é acreditar que seja possível conhecer o futuro através dele. Conclusões definitivas? Como de costume, deixo para você, querido leitor. Se por um lado existem falhas e polêmicas, por outro não se pode negar a incrível co-incidência entre os mais importantes acontecimentos da História, com nomes e datas, e os textos bíblicos, descobertos através do estudo do código. Pessoalmente acho que tentar prever o futuro é sempre perigoso, e a própria Bíblia o condena. Eliyahuu Rips e Doron Witztum, assim como Satinover, os maiores expertos do assunto no mundo, concordam que utilizar o código para prever o futuro, no mínimo, trará transtornos, e citam que 'Destino', em última análise, não existe: somos nós que fazemos o destino.



Visão judaica

Opinião dos céticos



____________
1. FRANZEN, Edson de Almeida e. A Bíblia da Religião - Seitas e Religiões Livro 14, São Paulo: Herr, 1999, p. 188.

2. DROSNIN, Michael. O Código da Bíblia, São Paulo: Ed. Cultrix, 1997 p.18.

3. Idem, p.22 e apêndice 1.

4. Ibidem, p. 35.

5. Ibidem, p. 13.

6. Ibidem, p. 124.

7. Ibidem, p. 124.


____________
Fontes e bibliografia:

DROSNIN, Michael. O Código da Bíblia, São Paulo: Ed. Cultrix, 1997, pp. citadas.
FRANZEN, Edson de Almeida e. A Bíblia da Religião - Seitas e Religiões Livro 14, São Paulo: Herr, 1999, p. 178, 179, 180, 181, 187, 188.

As referências bíblicas desta postagem constam da tradução de João Ferreira de Almeida, versão Revisada segundo os Melhores Textos Gregos e Hebraicos (AMTGH) da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).




( Comentar este post __ Ver os últimos comentários