'Arsenal da Esperança'

Olá, leitores do a Arte das artes! Eu tinha uma outra postagem para hoje, mas não vai ter como não falar, antes, de uma experiência que eu vivi na tarde da última sexta-feira, dia 20. E eu comecei a escrever este texto nesse mesmo dia, logo após viver essa experiência tão forte e tão marcante, mas infelizmente tive que interromper o trabalho, que só pude retomar agora...

Estou falando da oportunidade que eu tive de conhecer um lugar que só poderia descrever como, no mínimo, absolutamente incrível (na falta de um termo melhor). Eu precisei ir até lá, conhecer esse lugar pessoalmente, por conta do livro que estou escrevendo, - e dessa visita está agora nascendo um novo capítulo para o livro. - Estou falando da instituição chamada Arsenal da Esperança, do bairro da Mooca (numa área que antigamente pertencia ao Brás), que funciona numa construção que faz parte da história de São Paulo. Fica pertinho de onde moro, mas até esse dia eu ainda não tinha sentido curiosidade suficiente para ir lá conhecer. Um absurdo!


Vista parcial da área externa, logo à entrada da instituição.
No monumento estilizado em forma de muro, ao fundo,
a frase-lema já diz tudo: "A bondade desarma"...


Queridos, vocês não têm noção do trabalho que é feito ali! Nenhuma noção, tenho certeza, como eu também não tinha... Fui fazer a tal visita acompanhado do meu irmão, que não tem religião definida; mas ele mesmo concluiria, ao final do dia, que nós dois estivéramos sendo rcepcionados, durante toda a tarde, por um santo vivo. - E eu concordei. - Marco Vitalli é um missionário de 35 anos (aparenta uns 25) que veio da Itália para realizar, no Brasil, um projeto internacional de acolhida a moradores de rua, que surgiu primeiro em Turim, sua cidade-natal. Só conhecendo esse moço pessoalmente e sentindo a maravilhosa energia que dele emana para entender o porquê de o chamar 'santo'.

O Arsenal da Esperança se parece mais com uma cidade, de tão grande, e funciona no mesmo espaço onde existe hoje o Memorial do Imigrante do Governo do Estado. O complexo todo funciona onde antigamente existia a Hospedaria dos Imigrantes de São Paulo, construída pelo governo paulista em 1886 (começou a funcionar em 1887), para abrigar os imigrantes que vinham trabalhar na lavoura do café. - Esses imigrantes eram alemães, espanhóis, japoneses, russos e outros, mas principalmente italianos, que chegavam aos milhares e milhares, ao longo de décadas, e aos poucos foram transformando a cidade, especialmente os bairros do Brás e da Mooca, em recantos da sua própria cultura e costumes. - Foi daí que nasceu esse jeitinho tipicamente paulistano de falar ('ôrra meu!') e a tradicional 'macarronada da mama' aos domingos, entre outras coisas... Todo paulistano é meio italiano, mas isso é um outro papo.

A verdade, porém, é que nem pudemos conhecer o museu do Memorial da Imigração em nossa visita. Sequer entramos nele, porque levamos toda a tarde para conhecer o Arsenal da Esperança (na verdade, partes dele), que funciona na maior parte do que era a Hospedaria dos Imigrantes. Bem, não tenho palavras para falar desse lugar, que eu classificaria como um pedacinho do Céu aqui na Terra: ali acontece um trabalho simplesmente maravilhoso, divino, que por momentos me fez duvidar que tudo aquilo existisse mesmo, de verdade. - Hoje, são exatamente 1.150 ex-moradores de rua acolhidos nessa instituição católica; homens que foram recolhidos debaixo de pontes e viadutos pela cidade afora, e que estão agora confortavelmente instalados (diria luxuosamente instalados) nesse lugar. A instalação conta com dormitórios amplos e arejados, organizadíssimos, com roupas de cama novas e lavadas diariamente, além de ventiladores e instalações sanitárias de primeira linha... Tudo limpíssimo e muito, muito bem organizado.


Vista de um dos muitos corredores dos dormitórios comunitários:
higiene e organização impecáveis...


Já na área externa tem quadra de esportes, - com vestiários amplos e também extremamente organizados, armários numerados, bancos e cabideiros novos - e há jardins, diversas (e amplas) áreas de convivência, arborizadas e agradabilíssimas... No centro de tudo está instalado um pequeno circo (isso mesmo), onde acontecem apresentações, espetáculos, aulas, oficinas e encontros.

O complexo conta também com (talvez o mais importante) dezenas de salas de aula, muito limpas e bem cuidadas, onde os internos (os que quiserem) têm acesso às aulas de ensino fundamental e médio, dadas por professores voluntários. Essas aulas são para aqueles que desejam completar os seus estudos, e garantem diploma reconhecido pelo MEC e válidos para a universidade. Uma valiosa chance para mudar definitivamente de vida. Ou melhor, uma oportunidade de ouro para esses antes 'pobres coitados' voltarem a viver como seres humanos dignos e plenamente reinseridos na sociedade.

O Arsenal mantém, ainda, diversas oficinas que ministram cursos em parceria com o SENAI, como o de panificação, com aulas 100% práticas que acontecem na (enorme) padaria da própria fundação, um dos mais concorridos. Aliás, quando cheguamos lá, estava acabando de sair uma fornada de pão quentinha... Delícia! - Fomos servidos por um ex-morador de rua e ex-alcoólatra, que até há poucos meses dormia nas calçadas da cidade. Ele nos trouxe uma bandeja com pães quentinhos e um sorriso de orelha a orelha, e fez questão de explicar, orgulhoso, todo o seu conhecimento recém-adquirido em técnicas de panificação. Infelizmente, a minha cabecinha de artista não me permite lembrar o nome dele agora, mas pelo menos vou deixar aqui sua foto, que tirei na ocasião:


Ao lado do meu novo amigo padeiro, o nosso anfitrião Marco Vitalli.


Pela fotografia dá pra perceber a limpeza e a organização da padaria do Arsenal da Esperança (clique na imagem para ampliar). Mas, além do curso de técnicas de panificação, com diploma certificado pelo SENAI, que já permitiu a centenas de ex-'indigentes' conquistar um cargo profissional bem remunerado e, em alguns casos, retornar ao convívio das suas famílias, essa incrível instituição oferece ainda diversos outros cursos profissionalizantes, como o de técnicas de construção civil e muitos outros, todos com encaminhamento profissional... E também tem oficina de circo, teatro, um cinema (sim!) construído para o lazer dos internos, refeitório (maravilhoso) e lavanderia próprios...

O meu irmão, que como falei no começo não é um cara religioso no sentido 'formal' da palavra, ficou estupefato com a grandiosidade da obra, o tamanho dos investimentos e o carinho com que os trabalhos são feitos nesse lindo lugar... Assim como eu! Num dado ponto da visita, fiquei curioso e perguntei ao nosso anfitrião sobre a sua história de vida e como tinha ido parar ali. Ele então nos contou que reside há apenas dois anos no Brasil (mas já domina o português perfeitamente), que era formado em Engenharia na Itália e namorava uma moça de lá, mas que desde a infância sentia um chamado irresistível para a total entrega religiosa. - Até que, finalmente, aos 25 anos de idade, abraçou de vez a vida missionária, e de corpo e alma se consagrou como religioso, fazendo os votos de pobreza, obediência e castidade. Se emocionou quando contou que, na sua vida 'normal', se sentia inútil e egoísta cada vez que via uma criança ou um idoso abandonado na rua, ou algum desamparado pedindo esmolas. "Do que me adiantava ter uma vida boa e confortável, com tanta gente à minha volta sem ter onde morar e nem o que comer?"... - Isso ele falou nos encarando com a doçura de seus olhos azuis muito profundos, puros como os de uma criança.

De todas essas coisas ele falava com um Amor e uma transparência de alma tão grandes e sagradas, que extravasavam o plano físico e transbordavam abundantemente: uma energia absurdamente poderosa, que quase me levou às lágrimas por diversas vezes (mas não deixei ninguém perceber), e pude notar que o meu irmão, que é policial e bem mais 'durão' do que eu, também se emocionava. O mais legal é que chegamos para essa visita de surpresa, e mesmo assim o nosso 'santinho' Marco Vitalli, que por telefone tinha me pedido para marcar um horário (falha minha - culpa da correria) deixou uma série de outras obrigações para nos receber e passou toda a tarde nos recepcionando e apresentando o local (ou pelo menos uma grande parte dele, porque como disse o lugar é enorme, seria preciso um dia inteiro para conhecer tudo...).

Em cada corredor, em cada canto, cada sala de aula, e principalmente nos olhos dos internos e dos voluntários que ali trabalham, havia Amor. Amor transbordante, farto, gratuito, real, do tipo mais puro. Uma força arrebatadora circulava por toda parte, envolvendo tudo e todos... Amor que parecia emanar das paredes! Todos trabalhavam entre sorrisos, desapegadamente, com alegria e espontaniedade verdadeiras.




Acima, detalhes das salas de aula do Arsenal da Esperança e dois
dos rapazes que cuidam da lavanderia (todos ex-moradores de rua).


Bem, o fato é que passamos a tarde inteira conhecendo o local, e não haveria espaço aqui para contar a metade de tudo que vimos, testemunhamos e sentimos: as estruturas de primeiro mundo, o carinho com que tudo era feito. E foi carinhosamente que Marco nos explicou o porquê do nome 'Arsenal da Esperança', com todos os detalhes: acontece que essa iniciativa toda partiu do missionário chamado Ernesto Olivero, e começou numa antiga fábrica de armas de guerra semidestruída e abandonada desde o tempo da 2ª Guerra Mundial, lá em Turim, na Itália. O que um dia foi um arsenal de verdade, isto é, um local onde se fabricavam armas (chamado 'Porta Palazzo') foi fundada e funciona até hoje esse trabalho maravilhoso, iluminado, divino. Essa fábrica foi convertida numa mega casa de acolhida e cuidados para homens em situação de rua, e de lá se expandiu para o mundo inteiro: hoje está presente em 88 países dos 5 continentes(!), inclusive em nações muçulmanas do Oriente médio, nos países mais pobres da África e até na Faixa de Gaza! Não há nenhuma espécie de discriminação, e apesar de se tratar de uma instituição católica, nenhuma pregação ou direcionamento religioso é imposto aos internos do Arsenal. É um trabalho voltado tanto a cristãos quanto a não-cristãos.

Inclusive soubemos que, no caso dos acolhidos muçulmanos, está havendo alguma dificuldade, pois alguns deles não aceitam ajuda de missionários cristãos. - Mesmo assim, no Arsenal da Esperança da Mooca, São Paulo, há internos muçulmanos sendo acolhidos, inclusive com cuidados e carinhos especiais, pois se faz de tudo para que os costumes deles sejam respeitados, como orar voltado para Meca em horários determinados e nunca se despir na frente de outros homens. Por isso, na hora do banho, os banheiros são completamente esvaziados, para que cada um deles possa se banhar sozinho. Esse é o tamanho do carinho com que o trabalho é feito...

No final de tudo, Marco disse que nos levaria ao lugar mais especial de todo o Arsenal. - E nos conduziu a uma pequena estrutura toda construída em pedras de granito bruto, situada nos limites do grande terreno. Estava nos levando à uma pequena Capela. - Lá dentro, um antigo forno de fundição de metal, que era usado para a fabricação de armas naquela velha fábrica da Itália, se encontrava afixado na parede de pedras: e ali, diante daquele antigo forno, na porta do qual havia sido entalhado um crucifixo, Marco se ajoelhou e reclinou a fronte, fazendo o sinal da cruz. O antigo forno havia sido convertido num belíssimo Sacrário! Tentem imaginar a minha emoção (logo eu!) nesse momento...


A singela Capela do Santíssimo Sacramento do Arsenal da Esperança:
Sacrário era forno de fundição usado para produção de armas na 2ª Guerra.



Ao voltar da visita ao Arsenal da Esperança

Eu vi isso tudo de perto HOJE (escrito em 20/03/2009), agora há pouco, por isso estou em estado de graça até agora. É uma experiência arrebatadora andar e conversar com santos vivos... O Amor transborda, invade, toma conta... É revigorante. E como é difícil escrever sobre essas coisas, tentar traduzir uma realidade tão superior em palavras... Eu e meu irmão não queríamos mais voltar pra casa! E já nos comprometemos a retornar na próxima terça-feira, às 20 horas, para um encontro de oração...

Bem, mas afinal, porque estou contando tudo isso? Porque, quando estávamos vindo embora, completamente arrebatados pela maravilha de ter conhecido um trabalho tão divino, no carro meu irmão me disse: "Engraçado, um trabalho tão incrível, tão gigantesco e tão maravilhoso da igreja católica, e eu nunca vi isso passando na TV... Mas o caso daquele Bispo, da excomunhão, foi tão divulgado...".

Eu só sorri e nada disse. Pois é. E naquele momento eu só pude me lembrar do que disse o próprio Marco num certo momento da nossa visita: "Quando se trata da Igreja, o trabalho mais lindo que existe cresce e frutifica em silêncio, e é assim que tem que ser. Mas qualquer erro, mesmo que pequeno, faz um estrondo imenso e se torna público com uma velocidade inacreditável".

É isso. Chego aqui e percebo que essa mesma questão foi levantada, novamente, neste blog. "O que acha daquele caso do bispo..."... Coincidência? Acho que não. Talvez certas coisas precisem ser ditas, ao menos de vez em quando. É preciso paciência, sempre, e eu comecei a escrever a resposta nos comentários. Só que essa resposta foi ficando maior, maior, até que percebi que seria melhor publicá-lo na forma de um post. Virou este post que você lê agora. Respondendo então, afinal e diretamente, à pergunta: não, um médico que faz aborto não é excomungado formalmente pela Igreja. Se ele pratica o aborto profissionalmente, rotineiramente, já está excomungado, isto é, ele não pode ser considerado um cristão católico; é considerado como alguém que não faz parte (ou seja, está 'ex') dessa comunidade ('comunhão').

Injusto? Sinceramente, não acho. Nem um pouco. Se um monge budista Theravada comer carne, ele é expulso do mosteiro. Se um candidato a swami (mestre hindu) adotar uma conduta considerada inadequada pelo guru, ele será afastado do Ashram e dos estudos. Se um batista (eu fui batista, lembram?) for pego bebendo álcool por um outro membro daquela igreja, ele será formalmente convidado a se retirar da comunidade. Os exemplos desse tipo que eu poderia citar seriam infinitos. - É assim que as comunidades religiosas funcionam. E é preciso que seja assim. Como poderiam aceitar tudo, se por princípio adotaram certas normas de conduta? Mas é sempre bom, nesses casos, manter em mente que ninguém é obrigado a fazer parte de nenhuma comunidade religiosa. Para os católicos, o aborto é o pior tipo de assassinato que existe, primeiro porque é cometido contra um ser que não tem a menor chance de defesa, e segundo porque esse assassinato é cometido, direta ou indiretamente, pela própria mãe. Então, como um médico que faz abortos e acha isso normal poderia se considerar católico?

Mas, mesmo assim, ele pode continuar frequentando a Igreja, indo às Missas... Ele pode até comungar, se quiser. - Ninguém vai impedi-lo. - Mas, perante os estatutos formais da Igreja, ele não é mais considerado um membro da comunidade, pois fez uma opção de vida que contraria os seus mais básicos princípios. O que eu acho? Justíssimo. Mas isso é só a minha opinião, e este aqui não é um blog católico e nem um espaço para a defesa da fé católica, como já devem ter percebido. É um lugar para que os buscadores da Verdade possam se reunir, trocar ideias, aprender uns com os outros... que "por acaso" é administrado por um católico. Mas a Verdade, como eu já disse muitas e muitas vezes (e acho que nunca vou poder parar de repetir isso), não está limitada aos estatutos de nenhuma religião (aliás, os próprios estatutos da igreja católica dizem isso...).

Então, por favor, quando algum assunto polêmico que tenha a ver com a igreja católica surgir na mídia, procurem descobrir a verdade por si mesmos, fazendo uso do vosso discernimento e das vossas consciências. Só peço que não façam julgamentos precipitados, mas que procurem mesmo conhecer os fatos. Eu sei que parece mania de perseguição, mas a nossa imprensa e mídia estão completamente dominadas por profissionais que cultivam uma grande antipatia pelo catolicismo, para dizer o mínimo. Alguns dos jornalistas mais antigos até têm uma dívida de gratidão para com a Igreja, por ela ter protegido e até escondido profisionais de Imprensa perseguidos na época da ditadura, e otras cocitas mas, mas a nova geração simplesmente odeia qualquer coisa que lembre frades, padres ou madres. E eu entendo que em parte a culpa é da própria Igreja, eu sempre digo isso também.

A Igreja é muito ruim, mas muito ruim mesmo, no quesito comunicação. - E quem não se comunica... - Faltam grandes comunicadores, e o pior é que, quando finalmente surge um fenômeno das massas, como o Pe. Marcelo Rossi, a própria Igreja 'poda' o seu trabalho. "Ah, mas ele estava sendo chamado de 'padre artista', 'padre de mídia'", dizem eles... Pergunto eu: e daí?? Antes ter um bom representante da Igreja na mídia, um cara que sabe se comunicar e que tem empatia com o povão, do que não ter ninguém. Outras comunidades cristãs têm representantes que são muito, muito bons em se comunicar, com espaços enormes na TV, que é o principal e mais influente meio de comunicação em nosso país. E esse é um dos principais motivos porque a igreja católica perdeu tantos fiéis nos últimos anos. - Noite dessas eu estava com insônia e liguei a TV na madrugada. TODOS os canais abertos, com exceção da Globo e do SBT, estavam passando programas evangélicos! Pregações, testemunhos, curas, orações, chamamentos... Quanto à igreja católica, esta só é divulgada na TV aberta quando acontece algum escândalo. Aí, sim, a divulgação é ampla, completíssima, maciça... Estou mentindo?

Eu gostaria muito de não ter mais que ficar explicando coisas do catolicisimo por aqui; não porque me chateie ou porque eu não goste, mas porque gostaria mesmo é de ver as notícias sendo dadas de uma forma justa, imparcial, sem aquele peso pendendo sempre para um lado só. Como sei que isso é utopia, porém, nunca vou me negar a tirar dúvidas (se eu puder) de quem vier me pedir informações. O problema é que nessas horas o papo fica segmentado, sectário... E eu prefiro trabalhar de um jeito universalista, abrangente e independente. - A ideia por aqui sempre foi essa.

Encerro com uma sugestão a todos que leram este post: se você mora em São Paulo não deixe de conhecer o Arsenal da Esperança! Aqui, o link para o site deles: Arsenaldaesperanca.Org.Br. Uma semana de Luz para todos!



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7 comentários:

Fiat Lux disse...

Nossa Merton,
se vc não tivesse falado, jamais eu imaginaria que fôsse no Brasil.

Sem ofender esse país que eu amo muito, mas a gente tem que admitir que toda essa limpeza e organização, não combinam muito com o que estamos acostumados a ver por aqui, ainda mais no coração do capitalismo do país!!

Já visitei lugares de auxilio como esses, mas muito menores, com estruturas desgastadas, pois dependiam sempre de doações, com objetos e mobiliários geralmente muito desgastadas.

Como é que eles sustentam toda essa estrutura?
Por acaso eles tem um site aonde eu possa conhecer mais detalhadamente?

abçs

Fiat Lux disse...

Desculpe, Merton
Agora que eu vi o site no post...rs!

vou dar uma fuçada por lá!

Cris disse...

Merton, que lugar maravilhoso, hein?Fiquei morrendo de vontade de conhecer.Lindo trabalho.
Isso é verdade, só as coisas ruins é que acabam divulgadas e coisas lindas assim , não.
Ah, tu tem irmão, hein? Sou um ou mais?
E obrigada pela resposta direta da pergunta que te fiz, entendi.
bjos!

Andrea disse...

Maravilhoso!

Hana disse...

Pessoal, eu que não fui ainda conhecer fiquei emocionada com tudo isso que o Henrique descreveu, realmente foi transformador.

Eu entrei do blog do "Arsenal da Esperança", e leiam o que encontrei por lá:

"A chuva não é um aguaceiro desordenado. As gotas, uma por uma, caem como se o seu lugar tivesse sido prefixado: uma cai sobre a folha, outra sobre um torrão de terra... Cada uma tem o seu objetivo; todas são uteis; como todo ser humano, se permanecer ser humano. [Ernesto Olivero](*)

Este pensamento é parte do livro: "Palavras de Esperança: para quem pensa que não crê" fruto de um diálogo de Ernesto Olivero com o literato Adriano Sofri". Adorei.

Muita luz para todos nós.

Gugu disse...

Sem dúvida...

Um trabalho de dar inveja!
Não sei se eu teria a capacidade de ser tão santo. Aliás, acho que homem nenhum poderia conseguir se predispor a realizar corajosa decidida e carinhosamente tal feito. É Deus por trás de cada uma dessas pessoas quem realiza as obras. Gostei muito do post...

Bendito seja o Senhor Jesus por todas essas maravilhas.

Mizi disse...

"Engraçado, um trabalho tão incrível, tão gigantesco e tão maravilhoso da igreja católica, e eu nunca vi isso passando na TV... Mas o caso daquele Bispo, da excomunhão, foi tão divulgado...".


Rssss...

É sempre assim mesmo.


Espero que todos nós possamos um dia ser tão amorosos, cada um conforme a nossa própria capacidade, mas que ninguém se escuse de servir.

Se só Deus é o Bom, se só Deus é o Santo, então reflitamos nos outros tal bondade e tal santidade para que sejamos glorificados naquele que nos capacita a fazer tais feitos. Pois Ele nos chamou para a unidade, e os que escutam sua voz são junto com Ele justificados, e os que são justificados junto com Ele, com Ele são glorificados (Rm 8, 29-30). E são glorificados com aquela Glória que Ele tinha no início, antes que o mundo fosse criado, a glória de Deus-em-si-mesmo (João 17, 5). Porque a lógica de Deus é a loucura do mundo, lógica pelo qual o menor se faz o maior, e o servo se faz senhor.

Graças damos ao Senhor Jesus por nos ter revelado essas coisas e nos ter dado seu exemplo, para que sigamos seus passos e sejamos glorificados com Ele, unidos ao Pai e ao Espírito.