Mente e matéria, ciência e espiritualidade...


É verdade que a mente domina a matéria, como demonstra a experiência de dupla fenda, ou isso é uma experiência delirante, feita por gente descontente com a realidade, esquizofrênicos que consideram a vida aborrecedora a ponto de ser preciso inventar propriedades fantásticas da física, numa tentativa de mudar esse nosso mundo tão sólido e chato?

Bom, podemos começar a pensar sobre isso considerando que nós realmente sabemos que a matéria afeta a mente; eis aí um fato científico incontestável. Duvida? Aqui vai uma experiência bem simples, passo a passo, para ser praticada em casa:

#1) Observe o seu estado mental;

#2) Encontre uma corda e um piano enorme, e dê um jeito de pendurar o piano a uns 10 cm de altura, sobre o seu pé;

#3) Corte a corda que segura o piano, sem tirar o pé de baixo;

#4) Pronto! Agora observe o seu estado mental novamente.

E então? O seu estado mental foi alterado pela matéria, ou não? Arrisco dizer que, a menos que você seja o Pernalonga, o Patolino ou o Coiote do Bip-Bip, o seu estado mental terá se alterado SIGNIFICATIVAMENTE...

Isso é uma brincadeira, óbvio (espero que ninguém tenha ido correndo fazer a experiência antes de chegar nesse ponto da leitura), mas serve para confirmar o que já deveríamos saber de cor: a matéria é sólida e substancial, enquanto a mente é efêmera e imaterial, mas a primeira pode indubitavelmente interferir no estado da segunda. Certo? Mas, e a contrapartida, seria igualmente válida?


O método científico

O exercício anterior foi uma brincadeira de experimento, mas ele representa o próprio sustentáculo da ciência acadêmica atual. - O método científico. - Explica o médico psiquiatra e pesquisador Dr. Jeffrey Satinover:

"O método científico é o mais objetivo dos métodos humanos de investigação. Ele é absoluto, não está vinculado a qualquer cultura e nem ao gênero: é uma ferramenta absolutamente poderosa para a investigação da realidade, nas mãos de quem estiver disposto a utilizá-la corretamente."


Difícil? Vamos colocar tudo em termos bem simples: o método científico é o seguinte:

#1) Pegue uma teoria;

#2) Imagine um experimento que possa testá-la, acima de qualquer dúvida;

#3) Execute o experimento.

Se a teoria for confirmada, palmas pra você. Agora procure outra teoria e comece tudo de novo. Basicamente, é isso.

E vamos ser honestos: em nossa época, no fundo esperamos sempre que a ciência seja a primeira a nos dar todas as respostas sobre a realidade. E o domínio da mente sobre a matéria é um tópico controvertido da ciência moderna. Quer um outro experimento? Pergunte a dez pessoas se elas gostariam de saber da existência de algum respaldo científico para o conceito do poder da mente sobre a matéria. - Afinal, se o domínio da mente sobre a matéria for mesmo uma realidade científica, você só está gordinho(a) porque acredita que está, só pra dar um exemplo prático da coisa. - E o fato de a maioria das pessoas aceitarem a realidade em que vivemos, do jeito que ela está, torna tudo infinitamente mais difícil. Então, a pergunta que fica é: será que precisamos mesmo esperar que um homem de jaleco branco venha nos dizer se isso é real ou não?


Lançando o desafio

Tudo que eu falei até aqui tem a ver com os paradigmas da resistência natural dos seres humanos às mudanças, quaisquer que sejam elas (mesmo se forem pra melhor!). - Quanto à ciência, é um trabalho necessário, sem nenhuma dúvida, mas que é feito por pessoas comuns como eu ou você. Numa de suas conferências, o brilhante físico Dr. John Hagelin, PhD, advertiu:

"Não cometam o erro de pensar que os cientistas são científicos"...


Boa, essa. Sempre achei que para ser gênio precisa ter senso de humor. Esclarecendo: em questões como o domíno da mente sobre a matéria, pesquisa psíquica, OVNIs e/ou de atividades paranormais, entre outras, o preconceito reina, absoluto, na comunidade científica. É que a maioria dos cientistas entende essas questões como afrontas à própria metodologia que eles adotam.

E por quê isso é importante? Porque praticamente tudo o que ocorre em nosso mundo está baseado na nossa compreensão científica atual. E a história da ciência nos diz uma grande verdade: quando ela se envolve em alguma questão, sua marcha é no sentido de descartar todas as teorias e conjecuturas que contrariem o que pensa a maioria e se ater àquelas que concordem com os resultados experimentais obtidos até o momento. Foi assim com a existência de planetas alám da nossa galáxia, por exemplo, até há poucos anos.

Outro cientista brilhante, o Dr. Dean Radin, PhD, há muitos anos realiza experiências no Instituto de Ciências Noéticas e batalha para fazer a ciência reconhecer as evidências sobre fenômenos psíquicos e místicos; - essencialmente, o domínio da mente sobre a matéria. Ele diz:

"Tenho a tendência a esgotar as provas sobre esses temas. Elas são mais sólidas do que pensamos. Trato-as como trataria qualquer preconceito, seja ele racial, de gênero ou qualquer outro: você tem que assumir uma postura afirmativa.

Portanto, adoto uma postura agressiva exatamente como faço com a ação afirmativa e digo que, se existe algo a examinar, que seja examinado. Quando você começa realmente a prestar atenção nessas provas, você percebe que tudo o que examina para buscar comprovação é filtrado pela sua teoria. Portanto, se a sua teoria afirma que aquilo não pode existir, então você não está examinando adequadamente as provas."



Tenho a dizer que qualquer semelhança entre essas questões do mundo da ciência e as questões espirituais não são mera coincidência...


"Existe todo um domínio da física chamado 'Setor Oculto', que nos é dado pela Teoria das Supercordas. Ele é um mundo em si mesmo; ele permeia este espaço, nós andamos através dele. Em princípio, podemos até vê-lo de forma difusa. Isso provavelmente é o que chamamos de 'mente'. Provavelmente existem corpos-pensamento e pensamentos que vivem como as criaturas físicas"

Dr. John Hagelin, PhD


"Sempre duvidei desse negócio de 'só pode mudar a própria percepção, não se pode mudar o mundo físico'. Lembro que um pouco antes de entrar na puberdade gritei pra mim mesmo em frente ao espelho, provavelmente porque o meu cabelo não ficou como eu queria. Alguns segundos depois, olhando minha imagem com forte aversão, o espelho se estilhaçou. Foi como se os pedaços se jogassem! Eu me lembro de ter ficado lá, de pé, nem estado de choque total. Era visível que minha raiva causara aquilo.

Mais tarde, descartei as vibrações sonoras, as anomalias climáticas e a probabilidade de uma falha estrutural do espelho ter coincidido com a minha manifestação de raiva. Só me resta a constatação retumbante de que minha mente e minhas emoções fizeram aquilo.

Muitas crianças fazem coisas assim até a puberdade, quando perdem essa habilidade. Será que a mudança de foco as impede de continuar fazendo essas coisas? Será que essa habilidade se relaciona mais com um estado especial do que com uma lei sobra a realidade física? Talvez a razão de poucos adultos poderem fazer isso seja a ignorância de como alcançar aquele estado especial. Mas... e se pudéssemos alcançá-lo novamente? Do que seríamos capazes?"


Mark Vicente, co-autor do livro "Quem Somos Nós"


He Tieheng, mestre em Quigong, frita peixe apenas com seu poder mental :o~


Quando eu era criança, com mais ou menos uns sete anos de idade, lembro-me de entrar na cozinha da minha casa e ver uma abelha enorme pousada na parede. Eu já tinha sido ferroado uma vez por uma daquelas e doeu muito, por isso fiquei apavorado com a possibilidade de a abelha voar para cima de mim, e apontei o meu revólver de plástico amarelo na direção dela. Focalizando todo o meu medo e a minha raiva, apertei o gatilho. Imediatamente, a abelha caiu morta no chão! Isso aconteceu na presença do meu irmão e da minha mãe, e os dois ficaram embasbacados, principalmente meu irmão, que até examinou o meu revolvinho e o "corpo" da abelha, cuidadosamente, incapaz de acreditar no que seus olhos tinham acabado de ver... Quanto a mim, eu apenas sorri e me senti poderoso. Afinal, eu só tinha sete anos.

Depois de um tempo, quando eu cresci, me lembrando desse episódio, passei a considerar que aquela abelha já deveria estar morta, presa à parede, e que o disparo do meu revólver de briquedo fez um ruído que causou um deslocamento de ar e fez o inseto cair... Comecei a pensar assim depois dos meus dezesseis, dezessete anos. - Afinal, agora era muito difícil acreditar nos meus poderes mágicos... Mas, bem, já foi dito que dos que são como crianças é que é o Reino dos Céus.



Fonte:
Livro "Quem somos nós?", 2005 - William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente (Prestígio Editorial)




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