Boas Novas: Reino dos Céus

Continuando agora a nossa série de postagens sobre Jesus Cristo e o Cristianismo, do ponto em que havíamos parado, o capítulo 5 de Matheus.

Começamos do começo, como sempre, revendo o princípio da história do Messias Salvador, aquele que viria para unir, mas que declarou que a sua mensagem separaria os homens. - E acertou em cheio! - Aquele que muitos consideram Deus encarnado, outros o maior dos Profetas, ou um santo, ou um rebelde, ou um louco. Aquele personagem tão próximo e tão distante, tão conhecido e tão estranho que os Evangelhos anunciam como o "Verbo de Deus" manifestado no mundo dos homens.

A minha proposta foi que relêssemos esses antigos relatos como se estivéssemos conhecendo uma história nova, tomando conhecimento de uma nova notícia, porque esse é o caráter eterno dos Evangelhos, cuja expressão no grego sinifica exatamente isso: "Boas Novas"... Já entendemos que a expressão "pobres de espírito" poderia ser (e foi) melhor traduzida como "os que têm um espírito de pobre", e aprendemos o que significa isso, afinal. Já aprofundamos os nossos conhecimentos a respeito da importância do sal na história do mundo e da humanidade e refletimos sobre as enormes implicâncias de sermos considerados como o "Sal da Terra".

Agora chega a hora de partirmos para novos aprendizados, novas percepções, buscar transpor novas fronteiras. Jesus continua falando, naquele que popularmente ficaria conhecido como o "Sermão da Montanha"...




"Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas; não vim destruir, mas cumprir.

Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Lei um só 'j' ou um só 'traço', até que tudo seja cumprido.

Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.

Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus."



Essa passagem é mais uma daquelas que faz muita gente coçar a cabeça... Primeiro, Jesus diz que não veio destruir (ou revogar) a Lei judaica, mas cumpri-la!? Isso causa alguma confusão, porque tudo que ele ensina parece contrariar o que ensinavam os mestres da religião dos judeus. Você sabe alguma coisa a esse respeito?

Depois ele segue afirmando que os que descumprirem a Lei e ensinarem outros a fazerem o mesmo, serão menores no Reino dos Céus. Ele não diz que essas pessoas não entrarão no Reino, mas sim que serão menores no Reino...

Mas, logo depois, conclui dizendo que se a nossa justiça não for maior que a dos escribas e a dos fariseus, de modo algum entraremos no Reino. - Em outras palavras, ele parece contrariar o que acabou de dizer no verso anterior: os que forem menos justos que os fariseus não entrarão no Reino... Para uma análise mais aprofundada desta afirmação, é muito importante manter em mente que naquela época os fariseus eram considerados o "supra sumo" dos mestres judeus. Eles eram os mais respeitados dos homens, considerados os mais santos, os mais sábios, os mais perfeitos seguidores da Lei de Moisés. Por isso, provavelmente muitos ouvintes do Cristo se assustaram ao ouvir a afirmação de que teriam que ser mais perfeitos do que os fariseus para poderem entrar no Reino...

Só mais uma coisa, por enquanto: o que vem a ser, afinal, o Reino dos Céus a que Jesus tanto se refere nos Evangelhos?

Boas reflexões, boa meditação; aos que estiverem dispostos a se dedicar ao tema uma boa contemplação. Que a Luz atinja a todos, inclusive a mim. Um final de semana perfeito para cada um de você que vêm aqui ler sobre a maior de todas as artes...



Tradução "Almeida Revisada Imprensa Bíblica"



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