Um ponto importante

Antes de abraçar a dura tarefa de começar a contar a história de Jesus por aqui, com algumas 'novidades' históricas e certas particularidades que acho que serão interessantes para todos, acho importantíssimo abordar um tema muito em moda ultimamente, diretamente relacionado com o tópico. Se eu não falar antes sobre esse assunto, na verdade qualquer coisa que eu vier a falar sobre Jesus vai ficar um pouco sem razão de ser.

Estou falando da nova 'modinha' vigente nos meios céticos: afirmar que toda a história que conhecemos a respeito de Jesus não passa de mito. Bem, a verdade é que por muito tempo os ateus ativistas tentaram nos convencer (e se convencer a si próprios, creio eu) que Jesus nunca existiu. - Mas como isso era uma missão realmente inglória (pra não dizer impossível), já que praticamente a totalidade dos historiadores e pesquisadores mais conceituados do nosso planeta reconhece Jesus como um personagem histórico e real (leia a respeito aqui), de uns tempos para cá acharam de dizer que ele existiu sim, mas que a história da sua vida, conforme contada nos Evangelhos, não passa de uma coleção de lendas e fantasias copiadas dos mitos antigos. Existe um filminho colocado no Youtube a esse respeito, intitulado Zeitgeist, que virou uma espécie de cult cético. Filme esse que ilustra à perfeição os principais argumentos que tentam provar que a história de Jesus não passa de mito. Nele, são feitas várias alegações que, à primeira vista, e principalmente para aqueles que não possuem grande conhecimento de causa (a grande maioria), impressionam. Para quem quiser conhecer o tal filme, aí vai a primeira parte:




Particularmente, adoro essas inciativas dos céticos, porque eles são, ao menos em sua maioria, gente inteligente, acima da média, que se importa em tentar provar os seus pontos de vista com embasamento. - O que é importante e louvável, desde que feito com seriedade e honestidade, virtudes ausentes nesse caso em particular. - Assim, constantemente me trazem desafios novos e interessantes, que acabam me dando novos motivos para me estabilizar cada vez mais e melhor na minha fé. A cada nova refutação, que eu procuro conhecer a fundo e de fato, para saber se são verdadeiras ou não, e acabo descobrindo que não passa de mais um pouco de fumaça, mais eu confirmo o que sabia antes. Acho uma delícia prosseguir cada vez mais fundo nessa busca e descobrir sempre a mesma coisa: que quanto mais se tenta derrubar a Verdade, mais sólida ela se mostra.

Segundo os argumentos ateus presentes no filme, dentre os mitos que mais teriam influenciado os evangelistas do Novo Testamento estaria o de Hórus, de 3.000 aC, o deus egípcio do Sol e da Lua, soberano do céu. O filme, pretendendo provar a influência mítica na história que conhecemos de Jesus, registra um resumo (resumido demais, e na verdade esse é todo o problema) da história de Hórus, nos seguintes termos:

"Nasceu a 25 de Dezembro, da virgem Ísis. Seu nascimento foi acompanhado por uma estrela a Leste, seguida por 3 reis em busca do salvador recém-nascido. Era um prodígio quando criança. Aos 30, foi batizado por uma figura chamada Anup e assim começou o seu reinado. Tinha doze discípulos, curou enfermos e andou sobre a água. Era conhecido por vários nomes, como 'Verdade', 'Luz', 'Filho Adorado de Deus', 'Bom Pastor' e 'Cordeiro de Deus'. Traído por Tifão, foi crucificado, enterrado e ressuscitou 3 dias depois."


Sim... E há também menções ao deus Átis, da Frígia, Krishna, Dionísio e Mithra, o deus persa que foi adotado pelos romanos e convertido em deus-Sol. O autor do filme traça similaridades entre todos estes e Jesus, comparando suas histórias e salientando que "todos eram filhos de virgens que nasceram a 25 de Dezembro, morreram e ressuscitaram e tiveram 12 seguidores".

E agora? Depois de ler isso, muita gente logo pensa: "Ooohhhh!.. Eu estava tão enganado(a) esse tempo todo!.."... - Reação que eu até acho perfeitamente normal, já que o texto impressiona, sim. À primeira vista. Mas, me responda: você acredita em tudo que lê ou assiste, na TV, na internet, ou mesmo nos livros, sem questionar?

Como meus leitores já sabem, eu gosto de questionamento. Muito. Se todos os buscadores questionassem sempre, não teriam acontecido tantas barbaridades ao longo da nossa História, em nome da religião e de Deus, e não haveria tanto charlatanismo e falsos profetas prosperando em nosso mundo, neste exato momento. Curiosamente, os que mais furiosamente questionam o Cristianismo são os mesmos que docilmente aceitam o tipo de bobagem exposto nesse filme como verdade irrefutável... Como se fosse uma 'grande revelação' ou uma 'prova' de que todas as convicções religiosas do Ocidente nos últimos vinte séculos não passa de mito.

Bem, é exatamente para os questionadores que esse blog foi feito. Mas os questionadores de verdade, os que vão fundo, porque esse tipo de mensagem, a do filme, até se parece com um questionamento válido. - Como eu disse, à primeira vista. - Mas não é. Por quê? Simplesmente porque traz informações propositalmente desvirtuadas, e exatamente por isso não pode ser considerado questionamento válido. Questionar não tem nada a ver com má intenção. E mentir ou distorcer a verdade tentando provar um ponto de vista só pode partir de mentes mal intencionadas.

Então vejamos essas alegações todas um pouco mais a fundo, à luz da verdade dos fatos, como convém aos bons buscadores e como é a cara do a Arte das artes...


Agora, os fatos

Começarei a minha análise pelo que foi dito a respeito do mito do deus Hórus, que segundo essas argumentações é o que mais traz semelhanças com a história de Jesus e o que teria mais fortemente influenciado o Cristianismo.

Bom, para começar, segundo a mitologia egípcia legítima, Hórus não nasceu de uma virgem. Nada disso. No antigo Egito o sexo era considerado algo muito positivo e até sagrado. Ísis era a esposa de Osíris (cuja história eu já contei aqui), e os dois mantinham uma vida sexual bem ativa até ele ser assassinado e cortado em pedaços por Seth. Ela começou então uma peregrinação em busca dos pedaços escondidos do corpo de Osíris, episódio conhecido como 'A Lamentação de Ísis'. Por fim conseguiu achá-lo, mas não trazê-lo de volta à vida. Mesmo assim eles tiveram uma união mística e Hórus foi concebido. Ele surge, portanto, como um deus, filho de um casal de deuses, como no conceito pagão clássico, completamente divergente da narrativa evangélica a respeito de Jesus Cristo.

Depois, Osíris volta á vida com a ajuda de outro deus, Anúbis, que fez do seu corpo a primeira múmia. - É exatamente daí que, segundo a lenda, provém o antigo costume egípcio da mumificação. - Mas então Osíris vai para o mundo dos mortos, onde passa a reinar; o que não tem absolutamente nada a ver com a concepção do 'Reino de Deus' trazida por Jesus.

Outra coisa: Nas datas de 24 e 25 de Dezembro era comemorado, em várias civilizações antigas, o 'Solstício de Inverno' no Hemisfério Norte. O solstício anunciava o nascimento do Sol como o 'deus-criança', o sol que estava fraco e nessa época do ano começava a crescer, assim como um bebê, trazendo de volta a primavera e o verão. A civilização celta, por exemplo, festejava esse dia, que chamavam "Yule", com a 'árvore mágica de Yule', - um pinheiro enfeitado com os símbolos da primavera, que pode muito bem ser a origem da atual árvore de Natal. Mas não há nada de espantoso nisso, já que o Cristianismo, deliberadamente (e isso não é nenhum segredo escondido), se apropriou dessa data mitológica para a comemoração do nascimento de Jesus, como um recurso para converter os pagãos e fazê-los aceitar com mais facilidade a nova religião. Cai por terra, portanto, o principal trunfo do filme, que coloca as coincidências envolvendo a data de 25 de Dezembro como grande prova dos seus argumentos. - Até e principalmente porque a Bíblia, em momento algum, menciona o 25 de Dezembro como a data de nascimento do Cristo.

Outro detalhe importante é que os Evangelhos também não mencionam a presença de "três reis" vindo visitar Jesus, como sugere o filme, tentando forçar uma similaridade, que não existe, com o mito de Hórus. - Os célebres 'três reis magos' fazem parte do imaginário popular e foram acréscimos posteriores à tradição cristã. - O texto bíblico diz apenas que "alguns magos" vieram visitar Jesus quando recém-nascido:

"Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, alguns magos do oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: 'Onde está o recém-nascido rei dos judeus?'" - Matheus, 2:1-2


Por isso mesmo não há como se estabelecer nenhuma relação com os 'três reis' da história de Hórus. Ou será que "alguns magos" é a mesma coisa que "três reis"?

Quanto a ser "um prodígio na infância" e "curar enfermos"... Pense um pouco e responda: seria razoável esperar que qualquer deus fosse descrito como um estúpido na sua infância? E a qual deus mítico "do bem" da Antiguidade não se creditava o poder de curar doenças e proporcionar coisas boas aos seus adoradores? - O poder da cura era algo comum, atribuído a praticamente todas as divindades do panteão pagão. - Se assim não fosse, por quê alguém iria querer adorá-los? Então, por favor, alguém me responda: Porque essa obsessão em querer comparar tudo com a história de Jesus Cristo?

Mas as 'forçações de barra' do filme não acabam aí: Hórus foi um grande e poderoso rei. - Jesus viveu todo o seu ministério como um peregrino, em absoluta humildade: "As raposas têm covis, e as aves do céu têm seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça" (Matheus, 8:20). Ele afirmou também que o seu reino não era deste mundo (João 18:36).

Sobre a concepção dos discípulos como seguidores, esta é exclusivamente cristã. No caso de Hórus, o deus-sol, é mais do que sabido que a menção aos "doze discípulos" é uma analogia direta às doze constelações do zodíaco, conhecidas dos egípcios e de diversos outros povos da Antiguidade. - Aliás, é por isso mesmo que o número 12 aparece constantemente nos mitos de diversas culturas antigas, o que não pode ser aplicado à história de Jesus, em que a relação declarada é com o número das tribos de Israel, que também eram doze: 1-Dã, 2-Aser, 3-Naftali, 4-Manassés, 5-Efraim, 6-Rubem, 7-Judá, 8-Benjamim, 9-Simeão, 10-Issacar, 11-Zebulão, 12-Gade. Obs.: A 13ª tribo era a de Levi, sacerdotal e que não tinha direito a terra; eram os responsáveis pelos serviços do Tabernáculo e depois do Templo, mas não eram contados como Tribo, por isso se diz que eram 12 tribos.

Mais: Hórus não se parecia nem um pouco com o Messias da concepção judaica, sobre a qual falei aqui; ele era um deus, no sentido pagão clássico... Por fim, como já visto, a concepção de 'ressurreição' dos egípcios, que no estudo histórico é mais comumente chamado de 'reviver', é completamente diferente da cristã, em praticamente todos os seus aspectos.




Como se vê, ao analisarmos um pouquinho mais de perto as 'sensacionais provas' de que a vida de Jesus contada nos Evangelhos não passa de mito, percebemos que essas supostas provas estão bem mais para... digamos... equívocos? Enganos? Distorções mal-intencionadas? Viagem na maionese? Ânsia de provar ao mundo que "religião é veneno"? Escolha a sua opção. A verdade pode ser qualquer uma delas ou todas juntas.

Agora que desmistificamos a desmistificação (socorro!) de Jesus proposta pelos ateus, no que se refere a Hórus, fica bem mais fácil concluir esta análise quanto às comparações com os outros deuses míticos citados no filme. Muitos dos argumentos usados para tentar demonstrar essas supostas semelhanças são exatamente os mesmos, e tão falsos quanto. Como o próprio filme diz, os pontos chave de semelhança são:

O nascimento de uma virgem em 25 de Dezembro - Aí, logo de cara, como visto, a história de Jesus 'está fora', porque não afirma que ele nasceu em 25 de Dezembro. Quanto à questão do nascimento de uma virgem, trata-se de algo muito simples: no mundo antigo, para muitas culturas, virgindade era sinônimo de pureza. Nada mais natural que os mitos dos deuses bons e/ou luminosos muitas vezes envolvessem nascimentos livres de envolvimento carnal. Nada de extraordinário.

Morte e ressurreição - Como visto, os conceitos de ressurreição entre as diferentes culturas são muito diferentes entre si, e a comparação não cabe. Toda a mitologia está repleta de deuses que morrem e voltam a viver, deixam este mundo e voltam a ele, etc... Mas qualquer estudante que realmente leve o assunto a sério, mesmo os mais leigos, percebem logo de cara que os conceitos são completamente diversos do que aquilo que se diz a respeito do Cristo nos livros do Novo Testamento.

Doze discípulos - Sobre essa eu já falei acima, e o próprio documentário o esclarece, sem perceber. Ocorre que praticamente todos os povos antigos estavam muito atentos à observação das estrelas e o seu movimento, porque estes formavam padrões que lhes permitiam reconhecer e antecipar eventos que ocorriam de tempos em tempos, como eclipses, as mudanças da Lua e outros. Praticamente todas as civilizações antigas conheciam o que chamamos de 'doze casas zodiacais'. - Os povos antigos catalogaram os grupos celestiais, naquilo que hoje conhecemos como constelações. - A 'Cruz do Zodíaco', que, como o próprio filme reconhece, figura entre as mais antigas representações gravadas da humanidade, representa o trajeto do Sol através das doze constelações conhecidas até então, e também representava os doze meses do ano. Está aí o porquê da repetição constante do número doze nas histórias míticas. O que, como eu também disse acima, não se aplica ao caso de Jesus, pois esse número na Bíblia e em todos os documentos judaicos antigos se refere às doze tribos de Israel; - e o Novo Testamento deixa claro que foi por essa razão que Jesus escolheu doze discípulos mais próximos, cada um representando uma dessas tribos, além dos seus muitos seguidores. Essas doze tribos ou casas de Israel poderiam ou não estar relacionadas, em algum nível, às constelações, intencionalmente ou não... Mas isso é uma outra história, a respeito da qual nada sabemos.

O restante do filme é uma série de especulações, todas extremamente forçadas, que tentam relacionar mito, astrologia e História, insistindo sempre na questão dos "Três Reis Magos" e na data de 25 de Dezembro, que como vimos não têm relação alguma com a narrativa dos Evangelhos.

Finalizando, a constatação mais do que óbvia é que o autor do filme usa de um subterfúgio bastante comum para tentar provar suas teorias: resumir um tema complexo para adequá-lo ao seu ponto de vista. Explico: quando você fala assim, resumidamente, genericamente, que, por exemplo, tanto Hórus quanto Jesus "curaram enfermos", isto a ouvidos desavisados pode soar como um paralelo entre ambos. Mas observe que aqui, como em toda a sua argumentação, o autor do filme faz questão de não entrar em pormenores a respeito das questões de semelhança; - isso porque as curas de Hórus, se vistas de perto, não têm absolutamente nenhuma semelhança com as que são atribuídas ao Cristo. Mas, falando assim, 'por cima', dá a impressão de que se tratam de coisas parecidas. - Como eu disse, resumir para adequar.

Vou dar um exemplo melhor: se eu quisesse convencer alguém que não conhece nada de História que Hitler era parecido com Gandhi, e que a história de vida dos dois é praticamente idêntica, eu poderia dizer que tanto um quanto outro eram grandes patriotas, que ambos eram amantes das artes, que eram homens místicos, que gostavam de animais e de crianças, que foram grandes líderes, que tiveram uma forte influência na história do mundo e que deram as suas vidas por suas pátrias. Falando assim, resumidadamente, sem mentir eu poderia afirmar tudo isso! Nos aspectos citados, fora do devido contexto, realmente eles eram bem parecidos! E essa pessoa sem nenhum conhecimento em História provavelmente acreditaria que foram duas histórias muito semelhantes. Mas quem conhece objetivamente a história de vida de um e de outro sabe muito bem que, apesar dessas semelhanças superficiais, um não tinha nada a ver com o outro.

Se eu quiser confundir, tudo que tenho a fazer é resumir a história ao máximo, não entrando em detalhes e me atendo aos pontos do meu interesse, os que confirmem a mensagem que eu quero passar. Agindo assim eu posso comparar qualquer pessoa com qualquer outra, e sempre vou encontrar supostas grandes similaridades; basta não me ater aos detalhes e ficar só na superfície...

Quero encerrar deixando claro que eu não afirmo que não existam mitos envolvendo a história de Jesus. É possível que sim. Não creio que tudo que os Evangelhos narram deva ser tomado literalmente. Os textos bíblicos podem contar acréscimos, pequenos erros de interpretação e mesmo alguns aspectos mitológicos, sim. Mas não em essência. A base da narrativa evangélica está confirmada através de documentos extra-bíblicos, como demonstrei aqui. A história de Jesus Cristo não é, como tenta fazer parecer esse pseudodocumentário, uma simples coletânea de mitos ancestrais, isso é uma certeza: não minha, mas acadêmica.


***

No mundo de hoje muitos vêem toda a sublime história do Cristo como não mais que um mito. "Criamos um deus à nossa imagem", insistem alguns sociólogos da religião, e Jesus seria a nossa maior chave para o entendimento desse deus com quem podemos nos identificar. Uma chave falsa e ilusória, mas útil. A história da Encarnação, isto é, da manifestação de Deus em forma de homem, argumentam eles, já foi narrada muitas vezes antes, ora de um jeito, ora de outro, nas tradições religiosas antigas, exatamente o argumento (nada novo), que acaba de trazer à tona aquele filme.

C. S. Lewis já falava dessa questão de Deus e do mito, um século atrás. De fato, seu constante amor pela mitologia antiga lhe proporcionou percepções da fé cristã bem diferenciadas, que o ajudaram a remover esse empecilho, para crentes e também não-crentes. Em seu ensaio “O Mito Tornou-se Fato”, ele tomou exatamente as objeções atiradas contra o Cristianismo e as transformou em mais provas que o sustentam.

O coração do Cristianismo é um mito que é também um fato! O velho mito do 'Deus Que Morre', sem deixar de ser mito, desceu do céu da lenda e da imaginação para a Terra da História real! Ele acontece numa data determinada, num lugar determinado, seguido de conseqüências históricas definíveis. Passamos de um Hórus ou de um Mitra, que morrem ninguém sabe onde nem quando, para uma pessoa histórica que é crucificada sob Pôncio Pilatos, procurador da Judéia, personagem histórico bem documentado. Hórus foi batizado por Anup, um deus de fantasia esquecido nas brumas do tempo. Jesus por João Batista, personagem histórico cujas evidências multiplicam-se todos os dias (senão, vejamos aqui e aqui, por exemplo).

Tornando-se fato, o mito não deixa de ser mito: eis o Milagre! Deus é mais do que um deus, não menos. Cristo é mais do que Hórus, não menos, nem igual. Nós, pessoas de fé, não devemos nos envergonhar da aura mítica presente em nossa teologia, seja você cristão ou não.


"Não devemos ficar nervosos com 'paralelos' e 'Cristos pagãos': eles precisam estar ali. - Seria um empecilho se não estivessem."

C. S. Lewis, autor de "As Crônicas de Nárnia", nascido em 1928



Fontes e bibliografia:
BUDGE, E. A Wallis. A Religião Egípcia, São Pauo: Cultrix;
TUCKER, Ruth. Fé e Descrença, São Paulo: Mundo Cristão, 2008;
BAVINCK, J. H. Faith and Its Difficulties, p. 9;
LEWIS, C. S. - Myth Became Fact, em God in the Dock: Essays on Theology and Ethics.