Experiência da Dupla Fenda

A maioria de nós ao menos já ouviu falar no termo "Experiência da Dupla Fenda". Nestes dias de feriado prolongado, estou fazendo uma pequena pausa na nossa Enciclopédia das Religiões e postando sobre alguns temas que já venho programando para o blog há algum tempo. Resolvi aproveitar a oportunidade e abordar o assunto hoje.


não é novidade que a tão falada Física Quântica revelou muitas novas e estranhas propriedades do que chamamos matéria, de como ela se comporta intrigante e inexplicavelmente na realidade subatômica. A principal contribuição desta ciência avançada foi a quebra de muitos dos antigos (e 'quadrados') paradigmas cartesianos e a revelação, surpreendente e inequívoca, diante de uma comunidade científica embasbacada, de que a matéria não é assim tão "material" como imaginávamos até há pouco tempo.

Não são poucos os cientistas que, intrigados com alguns desses comportamentos inexplicáveis, vêm buscando conhecimento nos campos filosófico e metafísico. Isso talvez ainda não agrade a maioria, mas, para desespero dos céticos, alguns paradigmas da linha do pensamento comum científico está mudando para algo menos pragmático e um pouco mais abrangente.

Infelizmente, temos que reconhecer, também, que no mundo pseudo-esotérico a física quântica virou modismo e daí para o charlatanismo e enganação é um passo: não param de pipocar por aí novidades do tipo "tarô quântico", "reiki quântico", "terapias quânticas" das mais variadas e etc... O que não deve servir para banalizar nem diminuir a importância das novas descobertas.

O vídeo abaixo é um trecho do filme "What the Bleep do We Know!? - Down The Rabbit Hole" e demonstra o célebre "Experimento da Dupla Fenda", de um jeito leve e descontraído. Mais abaixo segue a tradução comentada para o português.


whatthebeeep.com



Tradução

E aqui estamos, para apresentar o vovô de todas esquisitices quânticas: o experimento da dupla fenda. Para entendê-lo, precisamos primeiro ver como as partículas agem. Se atiramos aleatoriamente pequenos objetos, digamos, bolinhas de gude, em um anteparo com uma fenda, veremos um padrão no muro atrás, conforme as bolinhas atravessam a fenda e o atingem. Agora, se adicionarmos uma segunda fenda, esperamos, logicamente, ver nessa segunda faixa, a duplicação do padrão anterior.

Vamos observar as ondas:

Uma onda atinge uma fenda e irradia para o muro com a maior intensidade diretamente alinhada àquela fenda - a linha brilhante no muro mostra essa máxima intensidade. Isto é similar à linha que as bolinhas fariam.

Mas, ao adicionarmos uma segunda fenda, algo diferente acontece. Se o "topo" (a parte mais alta) de uma onda encontra o "vale" (a parte mais baixa) de outra, elas se cancelam. Então, agora, há um padrão de interferência no muro lá atrás. Nos lugares onde dois topos de onda se encontram, onde há maior intensidade, temos linhas brilhantes, onde as ondas se cancelam não há nada. Então, quando atiramos coisas, quer dizer, matéria, através de duas fendas, temos isto: duas faixas de colisões. E com ondas temos um padrão de interferência com muitas faixas. Até aí, tudo normal...

Agora, vamos ao quantum:

Um elétron é um pequeniníssimo pedaço de matéria - uma diminuta "bolinha". Vamos atirá-los através de uma fenda. Eles se comportam exatamente como as bolinhas: uma única faixa. Então se atirarmos esses pequenos corpúsculos através de duas fendas devemos esperar ver, como nas bolinhas, duas faixas. Mas... O quê??! Um padrão de interferência?!! Nós atiramos elétrons! Pequenos pedaços de matéria! Mas obtivemos um padrão como o das ondas, não como o de pequenas bolinhas... Como? Como podem pedaços de matéria criar um padrão de interferência como ondas? Isso não faz nenhum sentido...

Mas os físicos são espertos, eles pensaram: "Talvez essas pequenas bolas estejam dançando umas em torno das outras e criando aquele padrão..." Então eles decidiram atirar um elétron de cada vez, para que não houvesse como interferirem um no outro. O que aconteceu: depois de horas, o mesmo padrão de interferência aparecia!!!

A conclusão é inevitável! Um único elétron sai como uma partícula, se torna uma onda de potenciais, atravessa ambas as fendas e interfere consigo mesmo para depois acertar o muro como uma partícula!!!

Matematicamente isto é ainda mais estranho! A matéria passa através de ambas as fendas e passa através de nenhuma! Ao mesmo e a um só tempo!!! E vai através de uma só e vai através só da outra! Todas essas possibilidades estão em superposição entre si!!!.. Os físicos ficaram completamente destruídos por causa disso. Estavam diante de uma realidade simplesmente (fisicamente) impossível, que contrariava todas as leis elementares que eles sempre acreditaram que regiam a matéria, até então!!

Mas não se dariam por vencidos. Decidiram investigar mais e ver em qual fenda o elétron realmente passava. Colocaram um aparelho de medida em uma fenda para ver em qual das duas o elétron passaria, e deixaram que ele viesse. "Agora sim", pensaram...

Ahá! Mas o mundo quântico é bem mais misterioso do que eles poderiam imaginar. Quando observaram, o elétron voltou a se comportar como uma pequena bolinha de gude, produzindo o padrão de duas faixas, e não aquele padrão de interferência com muitas faixas!?!?

O ato de medir ou observar, em qual das duas fendas ele passou, forçou-o a ir por apenas uma fenda e não por ambas?!?!

O elétron "decidiu" agir diferente, como se "estivesse ciente" de que estava sendo observado...E foi aqui que os físicos chegaram e pararam, para sempre, na estranha Terra do Nunca dos eventos quânticos... O que é a matéria? Algo como "bolinhas de gude" ou é constituída de "ondas"?? E ondas de quê??? E o que um observador tem a ver com isso????


...


Chame de força da mente, de poder da fé ou como quiser: o fato é que um observador altera a função da matéria/onda simplesmente... Por observar! E isso já não é mais teoria ou objeto de crença. O que a Religião vêm afirmando há milênios, desde a origem da humanidade, não é mais uma questão de fé. É uma realidade objetiva científicamente comprovada.