Religião do antigo Egito - conclusão


O Livro dos Mortos

A ressurreição e o destino da alma: escuridão ou vida eterna; as incumbências dos deuses e o julgamento moral dos mortos - tudo isso está na coleção de textos religiosos conhecida como "O Livro dos Mortos", cujo verdadeiro nome é "Saída para a Luz do Dia", considerada como o primeiro livro da humanidade.

As pinturas de numerosos túmulos da antiga civilização egípcia mostram cortejos fúnebres em que as carpideiras choram pelo espírito do defunto. Os túmulos continham tudo que o morto iria precisar na outra vida, até mesmo suas sandálias. Enterravam-se os corpos virados para o sol poente, deixando ao seu alcance comida e diversos objetos pessoais. O costume de se preparar para a morte era tão difundido que nos primeiros tempos dos faraós se colocavam nos túmulos esculturas realistas para se receber o espírito do morto, com olhos de cristal que permitiriam ao defunto ver a outra vida. Acreditavam que os túmulos monumentais garantiam vida eterna, não só ao faraó, como também, por meio de sua sobrevivência, aos seus súditos.

Para os egípcios, o que havia de mais terrível era a idéia do esquecimento; que não conseguissem superar as provas necessárias para entrar no Mundo dos Mortos. Por isso, toda a viagem que esperavam realizar, da morte até a eternidade, é descrita em detalhes no Livro dos Mortos.

No começo da "Cerimônia da Abertura da Boca", pronunciam-se encantamentos sobre a múmia, a fim de lhe restituir as faculdades da vida, sobretudo a visão e a fala, das quais o espírito irá necessitar muito na viagem iminente. Cada sortilégio e cada invocação devem ser as certas, para que tudo corra bem. O Livro ajuda a alma a se refazer do susto da morte, quando ainda tenta voltar ao corpo (o que se alimenta e precisa dos objetos materiais é o 'duplo' do corpo físico, o 'CA', como explicado no primeiro post desta série). Porém, os deuses encarregados de guiá-la arrastam-na para longe do ataúde e a fazem atravessar uma região de trevas chamada "Aukert", que significa o "Mundo Subterrâneo", sem ar e água, difícil e muitas vezes obstruído. É graças ao Livro dos Mortos que o defunto pode vencer todos os obstáculos e ser convertido num "espírito santificado", após cruzar os "21 pilares", atravessar as "15 entradas" e passar pelas "7 salas". Depois, a alma terá de transpor 28 portas mais, para passar diante dos deuses guardiões do mundo dos mortos.

Depois de agradar a cada um dos deuses guardiões, a alma atravessa a porta seguinte e a viagem continua. O deus chacal, Anúbis, vai conduzi-lo ao "Amenti", onde mora Osíris, o deus maior dos egípcios. Lá, na "Casa das Duas Verdades", vai enfrentar a última prova, de onde seu espírito será ou lançado no inferno do esquecimento ou guiado ao paraíso. Então desfila perante o tribunal dos 42 deuses juízes (cada um representa um nome do Egito), e ante cada um declara sua inocência. O falecido deve interpelar a cada um dos 42 pelo seu nome e declarar não ter cometido determinado pecado. Osíris está presente - imóvel e enigmático, contempla a alma, tendo atrás de si sua irmã e sua esposa, Ísis e Néftis. Para comprovar que o defunto diz a verdade, são pesados ao mesmo tempo seu coração e uma pena, na balança da justiça, e Anúbis verifica o equilíbrio, ou seja, o coração não pode pesar mais do que a pena, senão... a fera Amud está pronta para devorar os corações manchados de pecados. Isto é feito na presença da deusa da Verdade, Maât, que não toma parte no julgamento. Se tudo correr bem, a alma é conduzida por Hórus, para fazer a "Confissão Negativa", que consta no "Papiro de NU":

"Nada surja para opor-se a mim no meu julgamento, não haja oposição a mim em presença dos príncipes soberanos, não haja separação entre mim e ti na presença daquele que guarda a Balança. Não deixe os funcionários da corte de Osíris cujo nome é 'O Senhor da Ordem do Universo' e cujos 2 Olhos são as 2 deusas irmãs, Ísis e Néftis, que estipulam as condições da vida do homens, que meu nome cheire mal! Seja o Julgamento satisfatório para mim, seja a audiência satisfatória para mim, e tenha eu alegria de coração na pesagem das palavras. Não se permita que o falso se profira contra mim perante o Grande Deus, Senhor de Amenti. Não roubei. Não agredi nenhum homem. Não causei dor nem fiz sofrer ninguém. Bebedor de sangue que vieste do matadouro, não sacrifiquei nenhum touro sagrado. Não capturei nenhuma ave nas reservas dos deuses, nem pesquei nenhum peixe em seus reservatórios. Não desviei a água de seu curso. Não coloquei represas em seu leito. Não sujei as águas".

Percebe-se nitidamente que a antiga religião egícpcia traz uma profunda consciência ecológica. Na sequência do processo do julgamento, se a alma finalmente for absolvida, Thot, deus da sabedoria, declara que o defunto tem a verdade na voz, fazendo o seguinte discurso aos deuses:

"Ouvi esse julgamento (recita o julgamento do morto), verificou-se que ele é puro, (recita os motivos) e ser-lhe-ão concedidas oferendas de comida e a entrada à presença de Osíris, juntamente com uma herança perpétua no Sekht-Ianru, o Campo de Paz (paraíso), como as que se consideram para os seguidores de Hórus".

Depois é conduzido perante Osíris, que o faz entrar no paraíso. Lá, no "Campo da Paz", será aperfeiçoado e elevado à condição de "santo", ou seja, digno do ambiente celestial. Assim poderá gozar para todo o sempre dos prazeres da vida eterna ao lado dos deuses.

Essa descrição é da época de Mencau-Ra (Miquerino em grego) e data de 3.800 aC., IV Dinastia. O papiro de NU permite observar que o código moral egípcio era muito abrangente, pois o falecido afirma ainda que... não lançou maldições contra um deus, não desprezou o deus da cidade, não maldisse o faraó, não praticou roubo de espécie alguma, não matou, não praticou adultério, nem sodomia, nem crime contra o deus da geração, não foi imperioso ou soberbo, nem violento, nem colérico, nem precipitado, nem hipócrita, nem subserviente, nem blasfemador, nem astuto, nem avaro, nem fraudulento, nem surdo às palavras piedosas, não praticou más ações, não foi orgulhoso, não aterrorizou homem algum, não enganou ninguém na praça do mercado, não poluiu a água corrente pública e não assolou a terra cultivada da comunidade.


Os Faraós

Máscara mortuária de Tutankhâmon (clique para ver detalhes)

Eram os soberanos absolutos do Egito Antigo, possuíam poderes plenos na sociedade, decidindo tudo sobre a vida política, religiosa, econômica e militar. A transmissão de poder no Egito era hereditária - desta forma, muitas dinastias perduraram centenas de anos no poder. Os faraós eram considerados deuses vivos, filhos diretos de Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a população. Os impostos arrecadados no Egito também concentravam-se nas mãos do faraó, sendo que era ele quem decidia a forma como os tributos seriam utilizados. Grande parte deste valor arrecadado ficava com a sua própria família, sendo usado para a construção de palácios, monumentos, compra de jóias, etc. Outra parte era utilizada para pagar funcionários (escribas, militares, sacerdotes, administradores, etc) e fazer a manutenção do reino.

Ainda em vida o faraó começava a construir sua pirâmide, pois seria o seu túmulo, que deveria guardar, em segurança, seu corpo mumificado e seus tesouros. No sarcófago era colocado também o Livro dos Mortos com todas as coisas boas que o faraó fez em vida. Essa espécie de biografia era importante, pois os egípcios acreditavam que Osíris iria realmente utilizà-la para julgar os mortos.

Faraós famosos e suas realizações:

# Tutmés I – conquistou boa parte da Núbia e ampliou, através de guerras, territórios até a região do rio Eufrates.

# Tutmés III – consolidou o poder egípcio no continente africano após derrotar o reino de Mitani.

# Ramsés II – buscou estabelecer relações pacíficas com os hititas, conseguindo fazer o reino egípcio obter grande desenvolvimento e prosperidade.

# Tutankhâmon – o faraó menino, governou o Egito de 10 a 19 anos de idade, quando morreu, misteriosamente (assassinado? não se sabe ao certo). A pirâmide deste faraó foi encontrada por arqueólogos em 1922. Dentro dela foram encontrados, além do sarcófago e da múmia, muitos tesouros impressionantes.

# Amenófis IV - na verdade Akhenatom ou Amenhotep (Amenófis é a versão helenizada). O famoso "Faraó Herege", que implantou o monoteísmo no Egito, banindo todas as incontáveis divindades em benefício de Atom, o Sol, que passou a ser representado na forma de um disco. Pela primeira vez, um deus era representado sem corpo humano: impor aos egípcios a adoração de uma imagem não humana representou uma revolução sem precedentes. Logo após o seu reinado, o Egito retornou ao politeísmo. Ainda pretendo falar mais sobre ele, numa próxima oportunidade.


A maldição da múmia do faraó

No começo do século XX, os arqueólogos descobriram várias pirâmides no Egito Antigo. Nelas, encontraram diversos textos, entre eles, um que dizia: "...morrerá aquele que perturbar o sono eterno do faráo...". Alguns dias após a entrada nas pirâmides, vários arqueólogos morreram de forma estranha e aparentemente sem nenhuma razão lógica. O medo espalhou-se entre a população, e os jornais divulgavam que a "Maldição do Faraó" ou "Maldição da Múmia" estava fazendo vítimas. Alguns estudos verificaram que eles haviam morrido por inalar, dentro das pirâmides, fungos mortais e raros que atacam órgãos internos do corpo. Mas até hoje há quem não se dê por satisfeito com tal explicação...

O consagrado egiptólogo Zahi Hawass, que fez algumas das mais importantes descobertas arqueológicas nessa área, ao supervisionar a primeira tomografia computadorizada da múmia do faraó Tutancâmon (em 2005), declarou recentemente que "a experiência indicou que não se deve desacreditar totalmente a lendária 'maldição da múmia'". A tomografia computadorizada produziu imagens tridimensionais dos restos mortais do jovem faraó.

"Não posso descartar a lenda da maldição porque hoje muita coisa aconteceu. Quase sofremos um acidente de carro, houve um forte vento no vale dos Reis e o computador da tomografia ficou totalmente paralisado por duas horas", disse Hawass em declarações gravadas em vídeo e divulgadas recentemente por seu escritório.

Saiba mais aqui.


As Pirâmides


O período áureo da construção das pirâmides estendeu-se entre a III e a VI dinastias (de 2630 a 2150 aC). Nessa época quase todos os faraós e muitas de suas rainhas foram enterrados em túmulos com a forma de pirâmides. A maior parte das pirâmides dessa época foi construída na orla do deserto (que na época não era deserto) a oeste do Nilo, nas proximidades de Mênfis, entre a localidade de Meidum ao sul e Abu Rawash ao norte.

Em egípcio esse tipo de túmulo era chamado de "Mer", palavra que se supõe não ter tido qualquer significado descritivo. A palavra pirâmide, por sua vez, era grafada "pi-mar". Existe ainda um termo geométrico — "per-em-us" — usado em um tratado matemático egípcio para indicar a altura de uma pirâmide. Foram os gregos, entretanto, que chamaram tais monumentos de "pyramis" (plural 'pyramides'), o que resultou na palavra "pyramid" em inglês. Ao que tudo indica a palavra grega não deriva de nenhum vocábulo egípcio, mas trata-se apenas do nome que os gregos davam a uma espécie de doce feito com farinha de trigo. Acreditam os estudiosos que os antigos gregos associaram as pirâmides a essa guloseima, provavelmente porque quando vistos à distância os monumentos lhes pareciam enormes bolos.

Do ponto de vista construtivo, a pirâmide foi uma evolução do tipo de túmulo conhecido como "mastaba". De fato, a mais antiga que se conhece nada mais é do que a superposição de várias mastabas de dimensões progressivamente menores. Erguidas com rigor geométrico, as pirâmides estavam sempre perfeitamente orientadas em conformidade com os pontos cardeais e, sem dúvida, edificá-las exigiu impressionantes conhecimentos matemáticos e astronômicos. As três maiores, as de Gizé, foram orientadas com tanta precisão que se pode ver a estrela polar de qualquer ponto da estreita entrada.

Atualmente as pirâmides só nos transmitem um pálido reflexo do que foram um dia, pois nos mostram apenas a sua estrutura interna formada por imensos blocos de pedra, talhados e sobrepostos em degraus. Originalmente, porém, tais blocos eram cobertos por um revestimento uniforme e reluzente de pedra calcária e, assim, cada face formava uma superfície realmente impressionante e extremamente bela, plana e polida! Na pirâmide de Kéfren ainda hoje chama logo a atenção a permanência em seu topo de uma pequena parte desse revestimento de pedras calcárias. É muito difícil imaginar, hoje, o incrível esplendor original destes descomunais monumentos de mais de 140 metros de altura reluzindo à luz do sol ou da lua (Kéops=146m, Kéfren=143m - mais altas que os maiores edifícios da cidade de São Paulo, em pleno séclulo 21!)!

De modo geral elas comportavam em seu interior uma câmara mortuária contendo um sarcófago de pedra dura. Ao redor delas estendia-se uma ampla superfície coberta de lajes e delimitada por um muro. Elas não eram, entretanto, construções isoladas, mas sim faziam parte de um conjunto de edificações que as acompanhavam, principalmente templos e capelas, além de túmulos de familiares e dignatários do faraó. Na maioria dos casos o complexo piramidal era formado por uma pirâmide principal, uma ou mais pirâmides secundárias, um templo situado junto ao vale do Nilo, na orla da área cultivável, e outro localizado junto à pirâmide e, ainda, uma calçada, também chamada de avenida, que unia os dois templos, separados entre si, às vezes, por distâncias superiores a um quilômetro. Nas proximidades de todo esse conjunto e ocupando grandes extensões, as mastabas dos membros da família reinante e dos cortesãos, simétricamente dispostas, formavam grandes cemitérios.

É comum encontrar-se ao lado das principais pirâmides uma ou mais pirâmides menores chamadas subsidiárias ou secundárias. Supõem os arqueólogos que algumas se destinavam ao sepultamento das rainhas. Outras, entretanto, provavelmente não teriam tal finalidade, mas sim visavam sepultar as vísceras dos faraós, as quais eram retiradas dos corpos durante o processo de mumificação e guardadas nos vasos canopos.


A Esfinge


A esfinge egípcia é uma antiga criatura mística icônica usualmente tida como um leão deitado estendido — animal com associações solares sacras — com uma cabeça humana, usualmente a de um faraó. Vistas como guardiãs na estatuária egípcia, esfinges são descritas em uma destas três formas:

# Androsfinge (Sphinco Andro)- corpo de leão com cabeça humana;

# Criosfinge (Sphinco Oedipus)- corpo de leão com cabeça de ovelha;

# Hierocosfinge (Sphinco Oedipus Rex)- corpo de leão com cabeça de falcão.

A maior e mais famosa é Sesheps, a esfinge de Gizé, situada no planalto de Gizé no banco oeste do rio Nilo, feito em dois ao leste, com um pequeno templo entre suas patas. O rosto daquela esfinge é considerado a cabeça do faraó Kéfren ou possivelmente a de seu irmão, o faraó Djedefré, o que dataria sua construção à quarta dinastia (2723 aC–2563 aC). Contudo, há algumas teorias alternativas que redatam a esfinge ao Pré-Antigo Império – e de acordo com uma hipótese, a tempos pré-históricos.


Hieróglifos

Durante quase 15 séculos, a humanidade olhou fascinada para os hieróglifos egípcios sem lhe entender o sentido. Os sacerdotes egípcios do século IV de nossa era foram os últimos homens a utilizar essa linguagem. Eles, mantendo-a fechada, fizeram com que o significado das mensagens se perdessem. Os Europeus da época pensavam que os hieróglifos eram instrumentos místicos de algum rito demoníaco.

Os hieróglifos podem ter começado em tempos pré-históricos como uma escrita por meio de imagens. Embora os egípcios nunca tivessem formado um alfabeto como o conhecemos, estabeleceram símbolos para todas os sons consonantais da sua língua. O sistema mostrou-se notavelmente eficiente. Combinando-se fonogramas, formavam-se versões esquematizadas de palavras.

Nem todos os hieróglifos abandonavam a sua função de imagens de palavras para se tornarem símbolos fonéticos. Pelo menos 100 hieróglifos eram usados para representar a palavra que retratavam, sendo usados também como determinativos do significado das palavras.

Durante 3000 anos constituíram a linguagem monumental do Egito. A última inscrição conhecida é do ano de 394 dC, quando o Egito já era uma província romana. Já então, muitos hieróglifos tinham sido propositadamente obscurecido pelos escribas sacerdotais, fazendo com que os sinais fossem incompreensíveis para a maioria dos egípcios.

Em 1822, um linguista francês provou que os desenhos podiam formar palavras não relacionadas com a imagem. Só então os homens do Ocidente começaram a compreender que tinham diante de si toda uma linguagem que representava uma chave para um tão povo misterioso.



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Desde os tempos mais remotos, (II Dinastia), a religião egípcia chegou a tender para o monoteísmo, mas este só veio a aflorar na XVIII Dinastia, (1.500 aC), com Amenófis IV (Akhenatom), sua rainha Nefertiti, a Bela, e seu deus Aton - para quem constrói uma cidade fora de Tebas, Tel El Amarna. Esse culto durou apenas no seu reinado e, depois, foi proscrito de todo Egito. Essa história anda muito em voga hoje em dia. Como dito mais acima, gostaria de voltar a este assunto numa oportunidade futura, já que o tema por si só é suficientemente extenso para um post. De uma maneira diferente das nossas concepções atuais, mas não seria incorreto dizer que no Egito chegou a se desenvolver um códice de elevadas concepções morais e espirituais, extremamente maduras e sérias, entre elas, a idéia do Deus Uno, Auto Gerado e Auto Existente. Segue um trecho do Papiro de Hunefer (1.370 aC):

"Rendo homenagem a Ti, que és Rá quando te levantas e Temu quando te pões. És o Senhor do Céu, és o Senhor da Terra; o Criador dos que habitam nas alturas e dos que moram nas profundezas. És o Deus Uno que nasceu no principio dos tempos, criaste a Terra, modelaste o Homem, fizeste o grande aqüífero do céu, formaste Hapi, (o Nilo), criaste o grande mar e dás vida a quantos existem dentro dele. Juntaste as montanhas umas às outras, produziste o gênero humano e os animais do campo, fizeste os céus e a terra. Salve, oh Tu, que fizeste nascer a Ti mesmo. Salve Único Ser poderoso, de miríades, de formas e aspectos, Rei do mundo! Homenagem a Ti (...). És desconhecido e nenhuma língua será capaz de descrever o Teu aspecto; só mesmo Tu és Uno. Os homens Te exaltam e juram por Ti, pois és Senhor deles."




Egito hoje - Oficialmente República Árabe do Egito (R.A.E.), Estado do continente africano, com 1.000.000 de km2. População: 58.300.000 habitantes. Língua oficial: árabe. Religião: 80% islâmica (principalmente sunita). Muito diferente do tempo dos faraós, hoje, pouca chuva cai sobre o Egito, então quase todos moram ao longo da única fonte atual de água, o velho rio Nilo, que toca em apenas 4% as terras do Egito, fazendo dele uma das regiões mais abarrotadas do mundo. Cairo, a capital, é a maior cidade árabe e a maior cidade da África. É tão apinhada que as pessoas moram em prédios cuja construção ainda nem está terminada. A maioria dos egípcios descende dos antigos egípcios e dos invasores árabes do século VII, que se espalharam numa área hoje conhecida por Arábia Saudita. Além de ter a maior população árabe do mundo, o Cairo é um centro da cultura muçulmana.

Não deixa de ser deprimente a comparação entre o Egito que foi a maior nação da Terra, a mais rica e avançada em cultura e realizações prodigiosas e o o Egito de hoje.


* Foi recentemente criado um novo grupo intitulado 'Luxor Egiptology', cujo objetivo é divulgar informações e noticias e organizar eventos ligados à egiptologia na área de Luxor, destinando-se especialmente aos residentes e visitantes. O endereço do website é:

http://www.luxoregyptology.org/.

Veja um dos melhores sites da web sobre egiptologia disponíveis em língua portuguesa:

http://www.mariomarcia.com/Egipto.htm

Sobre o tesouro do faraó Tutankhâmon, com muitas fotos e notícias recentes:

http://www.starnews2001.com.br/egypt/pharao.htm



Fontes e bibliografia:
NEGRAES, E. de C. O Livro dos Mortos do Antigo Egito, São Paulo: Hemus Ed., 1996;
BUDGE, E. A. T. Wallis. A Religião Egípcia, São Paulo: Cultrix, 2005;
DAVIDOVITS, Joseph. As Pirâmides: a Solução de um Enigma, São Paulo: Record, 1988;
EDWARDS, I. E. S. The Pyramids of Egypt, New York: Penguin Books, 1978.