Star Wars e o poder do mito

Direto do Rancho Skywalker, uma entrevista com um dos maiores gênios do cinema em todos os tempos, sobre assuntos como Deus, espiritualidade, transcendência, mitos e filmes. - Com vocês, Mr. George Lucas! - Por Bill Moyers


Assisti a essa cena umas cem vezes e ainda acho emocionante...



Bill Moyers: Joseph Campbell disse que todos os grandes mitos, os mitos primitivos, as grandes histórias precisam ser recriadas, para que possam provocar algum impacto. E você fez isso com “Guerra nas Estrelas”. Você estava consciente que fez isso, pensando “Estou tentando recriar os antigos mitos”, ou você só queria fazer um bom filme de ação?

George Lucas: Quando eu fiz “Guerra nas Estrelas”, conscientemente eu comecei a recriar mitos, e os temas mitológicos clássicos. E eu queria usar esses temas para falar sobre assuntos que existem hoje em dia.

Bill Moyers: E eu gostaria de acrescentar a relação com seus pais. Eu me pergunto se você teve tal mentor quando estava crescendo. Isso faz parte do filme, como uma extensão do que aconteceu com você?

George Lucas: Claro que o meu primeiro mentor foi meu pai. Mas aí você evolui para pessoas que podem ser mais habilidosas em determinadas áreas. No cinema, Francis Ford Copolla foi meu grande mentor. Ele me ensinou a escrever roteiros e a trabalhar com atores. Eu estava acostumado a trabalhar com câmeras e edição de vídeo, com o lado técnico das coisas. E acho que meu último mentor provavelmente foi o Joe (Joseph Campbell). Ele fez as perguntas mais interessantes, e foi quem me apresentou a muitas coisas que me interessaram. Despertaram muito mais o meu interesse às perguntas cósmicas e aos mistérios. Eu sempre me interessei por isso, toda a minha vida, ms passei a dar uma maior atenção à elas quando conheci o Joe.

Bill Moyers: Conheço um professor que recentemente perguntou à sua classe do primeiro ano quantos deles haviam assistido os 3 episódios da sua trilogia (a primeira). Todos levantaram a mão, sem exceção. Ele me disse: “Espero que George Lucas saiba que ele está inspirando uma geração inteira”.

George Lucas: (parecendo constrangido): Acredito na filosofia de que todos ensinamos. Nós ensinamos todos os dias de nossas vidas. E não é necessariamente por meio do discurso. Eu descobri que as crianças não gostam de discursos. Trata-se de como vivemos as nossas vidas, o que fazemos com elas e como nos conduzimos. E, às vezes, eles escutam os discursos. Então, quando eu faço os filmes, estou ciente do fato de estar ensinando numa escala maior do que apens sendo um pai, ou qualquer outra pessoa. Porque eu tenho este megafone, qualquer pessoa na mídia tem um megafone com o qual pode atingir muitas pessoas diferentes. Então, o que eles dizem, fazem, como se comportam e o que produzem tem uma influência. Estão ensinando alguém. E eu tento ter cuidado com o que estou falando.

Bill Moyers: O que você acha do fato de tantas pessoas terem interpretado “Guerra nas Estrelas” como sendo profundamente religioso?

George Lucas: Não acho que seja profundamente religioso. Acho que “Guerra nas Estrelas" juntou diversos aspectos que a religião representa e tentou “destilar” isso em uma coisa mais moderna, mais acessível, a que as pessoas puderam se apegar para aceitar o fato de que há um Mistério maior lá fora. Quando eu tina dez anos, eu perguntei para minha mãe: “Se há um só Deus, porque existem tantas religiões?” - E desde então eu reflito sobre essa questão. E a conclusão a que cheguei é que todas as religiões são verdadeiras, elas apenas apresentam aspectos diferentes de uma mesma Verdade. A religião é, basicamente, um repositório para a fé. A fé é a “cola” que nos mantém juntos como uma sociedade. Fé na nossa cultura, fé no nosso mundo ou qualquer outra coisa em que estejamos tentando nos apoiar. A fé é uma parte nossa muito importante, eu acho, que nos permite continuar estáveis, em equilíbrio. Eu coloquei a “Força” nos filmes, para despertar um certo tipo de espiritualidade nos jovens. É mais uma maneira de crer em Deus, do que em qualquer sistema religioso. A verdadeira questão é fazer a pergunta; porque se você não tiver interesse suficiente nos mistérios da vida para fazer a pergunta: “Existe ou não um Deus?” – para mim, essa é a pior coisa que pode acontecer. Se perguntar a um jovem de hoje, se existe um Deus, ele diz que não sabe. Acho que é preciso ter uma opinião sobre isso.

Bill Moyers: Você tem uma opinião ou ainda a está procurando?

George Lucas: Eu acho que há um Deus. Agora, o que esse Deus é, ou o que podemos saber sobre Ele, quanto a isso eu não estou certo. O que eu sei sobre a vida e sobre a natureza da raça humana, é que a raça humana sempre acha que sabe tudo. Até os homens da caverna achavam que sabiam tudo. Que conheciam tudo sobre todas as coisas. Foi daí que surgiu a mitologia. Ela constrói um tipo de contexto para o desconhecido. Então, se sabemos tudo, tudo bem... Eu diria que os homens da caverna, numa determinada escala, conheciam 1 das coisas. Agora, conhecemos mais ou menos 5. O que muitos não percebem é que a escala vai até um milhão!

Bill Moyers: O centro épico de nossa cultura tem sido a Bíblia. Que trata de queda, milagres, redenção, retorno. Mas a Bíblia já não está mais ocupando o mesmo lugar central na cultura ocidental. Cada vez mais, as pessoas, sobretudo os jovens, estão se inspirando em filmes e não na religião organizada.

George Lucas: (rindo) Bem, espero que esse não seja o rumo que tudo isso tome, porque eu acho que há um lugar para a religião organizada. Ela é uma parte importante da estrutura da sociedade. Eu odiaria nos ver numa sociedade em um mundo completamente secular, materialista, onde o entretenimento fosse usado no lugar da experiência religiosa.




Bill Moyers: Uma das razões pela qual a trilogia é tão popular entre os jovens, é o fato de ela apresentar uma “religião” sem compromisso. Isso se transforma em uma base muito fraca para Teologia.

George Lucas: Realmente é uma base muito fraca para Teologia. É por isso que eu hesitei em chamar a “Força” de Deus. Quando o filme foi lançado, quase todas as religiões tomaram o filme como exemplo para suas doutrinas. E nós pudemos mostrá-las aos jovens e relacioná-las com histórias específicas da Bíblia, do Alcoorão, da Torá. Então, sabe, se é um instrumento, que pode ser usado para renovar histórias antigas, com as quais os jovens possam se identificar, esse é o objetivo.

Bill Moyers: Você foi influenciado pelo budismo? Porque a segunda trilogia foi lançada numa época em que acontecia um interesse crescente na América pelas religiões orientais. E eu notei que no episódio 1 havia aquele garotinho, que eles descobrem como uma criança escrava, e ele tinha uma certa aura... Lembrei-me de como os budistas saem atrás do próximo Dalai Lama.

George Lucas: Sim. Bem, há uma mistura de todos os tipos de mitologia e crenças religiosas que eu inseri no filme. Eu tentei colocar idéias mais ou menos comuns a todas as culturas, porque isso me fascina e acho que essa é uma das coisas que eu realmente aprendi com Joseph Campbell. Era o que ele tentava fazer - achar coisas semelhantes em todas as mitologias e religiões.

Bill Moyers: Uma das comparações que me vem à cabeça: Eu percebi na última vez em que assisti ao filme quando Darth Vader tenta Luke a passar para o lado do Império, oferecendo-lhe todas as vantagens que o Império poderia lhe dar... Eu me lembrei da história de Satã levando Cristo até a montanha para tentá-lo, e tudo que poderia oferecer-lhe se ele desistisse de sua missão. Você tinha consciência disso?

George Lucas: Bem, sim. Essa história sobre a tentação já foi contada várias vezes. Buda também foi tentado da mesma maneira. Está na mitologia. Eu não queria inventar uma religião, Eu estava tentando explicar, de uma maneira diferente, as religiões que já existem.

Bill Moyers: Você criou um novo mito.

George Lucas: Estou contando um mito antigo de uma nova maneira. Eu peguei o mito como um todo e o localizei. No final, acabei localizando-o para o planeta e acho que e o localizei mais para o fim do milênio do que para algum lugar em particular. Isto é, isto faz parte da globalização do mundo em que vivemos. O homem comum, hoje, tem mais consciência das diferentes culturas que coexistem com ele neste planeta. E há certas coisas que existem em todas as culturas. O entretenimento é uma delas. Filmes e histórias que eu conto são vistas por todas as culturas do mundo.

Bill Moyers: Qual você acha que é mensagem que “Guerra nas Estrelas” está passando para pessoas ao redor de todo o planeta?

George Lucas: Um dos temas principais do filme é fazer com que os organismos percebam que devem viver juntos, para o benefício mútuo. Não apenas os humanos, mas todas as coisas vivas. Tudo na galáxia é parte de algo maior. É uma questão de aquietar a mente para ouvir a si mesmo. E como Joe diria: “Siga sua felicidade” – É para seguir o seu talento, é uma forma de colocar isso. É como eu vejo. A coisa mais difícil para um jovem, é decidir o que ele vai fazer da vida. Você nunca sabe o que fazer. Mas, se for atrás daquilo que você gosta... Eu não acho que as pessoas realmente gostam apenas de ganhar dinheiro. Elas gostam do que podem fazer depois de ganhá-lo. Mas não gostam do que tem que fazer para ganhá-lo. Se você puder mudar esse processo, se achar algo que realmente goste de fazer, então você achou sua felicidade.

Bill Moyers: Como os mitos se encaixam aí?

George Lucas: Eles tentam mostrar o nosso lugar. Os mitos o ajudam a ter a sua própria saga de herói, a encontrar a sua individualidade e o seu lugar no mundo. Mas eles também fazem lembrá-lo que você faz parte de um Todo, e que você deve fazer parte da comunidade. E pensar no bem da comunidade acima do seu próprio bem.

Bill Moyers: Eu ouço muitos jovens de hoje, falando sobre uma vida sem heroísmo. Não há mais coisas nobres ou heróicas a fazer. O que diz a eles?

George Lucas: Todos podem escolher entre ser um herói ou não, todos os dias da sua vida. Você pode ajudar alguém, ter compaixão, tratar a todos com dignidade. Ou não. De uma forma você pode ser o herói, ou de outra, você é parte do problema. A coisa não precisa ser tão grandiosa. Você não precisa entrar numa luta de sabres de luz ou viajar em espaçonaves para se tornar um herói. São as pequenas coisas que acontecem na sua vida que realmente importam.




Fonte: DVD "O Poder do Mito – Joseph Campbell" - Cultura Marcas / LogOn Editora Multimídia.



23 comentários:

Cris disse...

Merton!!!!!!!! Adorei, adorei, adorei...vc deixou essa padawan miuito feliz com o desenho do Yoda!!!!! Amoooooo esse livro do Campbell, é um dos meus preferidos e que considero leitura obrigatória...e esse trecho conheço de cor. Yoda é o meu mestre espiritual..eheheheeh.. Yoda rules, Ewoks rules! The Force is strong with me. Que a Força esteja com vcs tbém! Beijossssss

Cris disse...

Quis dizer: conheço essa entrevista (e não esse trecho) de cor. :):) Sabe, meu irmão mais novo adora tanto SW que disse que quando casar a noiva vai ter que usar aqueles cabelos de rolinhos da princesa...rsrsrs (ele é um cara estranho, kkkkkk). Abraços

Gugu disse...

Eu amo esses sabres de luz. Quando eu era criança eu vivia sonhando em como seria ter um desses. E até hoje eu quero um. Heheheheeh. =(

O Yoda é um grande mestre mesmo. Ele diz cada coisa no filme....

enfim.. abraços a todos.

Gugu disse...

Pensando bem...

Aquele cajadinho que o Yoda está segurando (na foto) parece bem mais perigoso do que um sabre de luz. heheheheheehe.

Gugu disse...

O Yoda estava treinando Luke Skywalker para se tornar um jedi, e houve uma hora em que ele pediu ao padawan para fazer uma nave imensa levitar. O Luke, ao olhar para o tamanho da nave a julgou pelo seu peso e disse: "sim, mestre, eu vou tentar!" E o que mestre Yoda respodeu, foi:

"Não tente. Faça ou não faça! Não há um meio termo. Você julga a nave devido ao tamanho dela, e não consegue levitá-la porque fica assustado com o tamanho e o peso dela. Não se iluda: o tamanho ou o peso, nada tem a ver com o objeto. Eles são pura ilusão. Acredite, então você conseguirá. O tamanho não importa. Olhe para mim... você me julga pelo meu corpo frágil, velho e pequeno? Eu tenho a Força como minha aliada, e ela é uma aliada muito poderosa."

Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça! Hehehehehhe....

Boa noite pessoal!

H K Merton disse...

Yoda um mestre é. Sábias coisas diz. Onze anos tinha eu quando a saga Star Wars conheci... encantado fiquei!

A Força esteja com vocês.

H K Merton disse...

AVISO:

Alguns comentários são transferidos do Livro de Mensagens do blog para este espaço. Por essa razão datas e horários não são precisos e podem aparecer em seqüência.

Gugu disse...

Mais frases do mestre Yoda:

* "Você deve desaprender o que aprendeu"

* "Cuidado com o lado negro. Rancor, medo, agressão, o lado negro da Força elas são. Facilmente eles fluem, e rápido prendem você em lutas."

* "Sempre dois existem: o mestre e o aprendiz"

* "A dor leva ao rancor, o rancor leva ao ódio, o ódio leva ao sofrimento."

* "Verdadeiramente maravilhosa, a mente da criança é!"

* "Um jedi deve ter o mais profundo comprometimento e uma mente muito séria. (resoluta)

* "Você deve sentir a Força ao seu redor; entre você, eu, a árvore, a rocha, em todos os lugares."

E agora, a melhor!

* "Concentre-se. Sinta o fluxo da Força. Nem dentro nem fora, mas como uma parte de tudo que existe. Através da Força, coisas você verá. Através do tempo e do espaço ela avança. Outros lugares. O futuro… o passado. Amigos que há muito se foram. Sempre em movimento o futuro está. Tamanho não importa. Olhe para mim: julgar-me pelo meu tamanho você irá? Bem, não deve. Por que meu aliado é a Força. E um aliado poderoso é. A vida ela cria, e faz crescer. Sua energia nos permeia e nos une. Seres luminosos somos nós... não esta matéria crua. Você deve sentir a Força ao redor. Aqui, entre você... eu... a árvore... a pedra... em todos os lugares! Em balanço está a Força. A Escuridão e a Luz. Sem um, não há o outro. O Lado Negro tentador é. Rápido, fácil no início, mas uma armadilha é o Lado Negro. Mau, corrupto. Uma vez que se começa no Lado Negro, para sempre dominará seu destino. Para o caminho da Luz, paciência você precisa. Controle. Paz e harmonia ele é".

Alpha disse...

Estou voltando a esse espaço gostoso. Devagar, mas estou. Beijos

H K Merton disse...

Alpha! Andava fazendo falta por aqui.

Gugu,

Você não existe. Muito obrigado mesmo, por essa bela coletânea das sábias frases do Yoda. Hshsh

Mizi disse...

"Por essa perspectiva de Star wars, existem dois lados de uma mesma força ou duas forças diferentes de cada lado??" Pensem bem! Como citado por Yoda, o lado negro não compensa, mas mesmo assim parece se tratar de um lado de uma única força. O que será que ele estaria falando? Não vou falar o que penso (embora eu ache que todo mundo já saiba... haueia). Eu queria saber a opinião de vocês.

SW, afinal, é dualista ou monista? Para o sábio isso importa? O que de fato devemos desaprender para aprender, se o próprio Yoda faz uma opção por um lado da força? Bom, são só questões que podemos levantar para ajudar no raciocínio.

Como dica para próximos posts, acredito que a mitologia Tolkien seja tão produtiva quanto a do SW no tocante ao aspecto do paradigma religioso. Alguém já leu "O Silmarillion"?? Só pra ter uma idéia da progressão temporal, a história do Senhor dos Anéis (aqueles três livros enormes) são contados nas últimas 10 páginas de O Silmarillion. O destaque fica para o livro AINUNLINDALE... Leiam... é perfeito (uma mistura de crenças judaico-cristãs, com xintoísmo, hinduísmo e mitologia grega).

Bom, abraços!

H K Merton disse...

Mizi,

Eu realmente estou impressionado. E estou falando sério. O próximo post, que eu comecei a escrever hoje, não é exatamente sobre o tema que você está propondo, mas fala sobre o assunto. Aliás, a conclusão do post abarca este mesmo assunto. Sincronicidades impressionantes, e já não é a primeira vez. Por que será que isso acontece tanto comigo e com outras pessoas que eu conheço?

Gugu disse...

Hmmmm... talvez a Força esteja por detrás dos dois lados. O bem e o mal apenas balanceiam a Força. E a força sustenta o balanceamento contraditório do bem e do mal.

Gugu disse...

"(...)existem dois lados de uma mesma força ou duas forças diferentes de cada lado?"

Se eu tivesse que optar por uma dessas duas coisas que vc perguntou, eu acho que a que mais se aproximaria da resposta é que existem dois lados de uma mesma Força. Duas forças contrárias não poderiam existir, pois se o caso fosse esse, algo a mais deveria permanecer por detrás dessas duas forças... e isso que permaneceria por detrás de tudo seria algo ÚNICO. Assim, esse algo único é que seria a verdadeira Força.

Se a Força permanece por detrás de tudo, então ela não pode ser corrompida por nada. Nem pelo bem, nem pelo mal. E ainda assim o bem e o mal poderiam estar abarcados dentro dessa Força -- que é o aspecto UNO da vida -- de forma a não corrompê-la, pois ela é maior do que ambos. A Força não é nem o bem nem o mal, como nós os conhecemos. Ela é um BEM maior... um Bem Supremo. E esse Bem Supremo que a Força é, difere de todos os conceitos que temos aprendidos dentro de nossa mente. Daí a necessidade de desaprender o velho para que este possa ceder lugar ao novo.

Enfim... eu acho que é por aí. Abraços.

Cris disse...

O Lado Negro da Força é a Força utilizada de forma errada, os dons utilizados de forma cruel. É uma mesma Força, que pode ser boa ou má dependendo do modo como é utilizada.. Hum...acho que a atração irreistível que o Lado Negro traz é que ele promete poder...e poder é muitas vezes irresistível.

Senhor dos Anéis também tem uma simbologia legal (Gugu, tem uma coletânea de frases dessa trilogia tbém? Adorei a que vc colocou)

Merton...sincronias acontecem sempre que as almas possuem afinidades, e por isso vejo isso sempre acontecer por aqui. Já não me surpreendo tanto, porque muitas vezes pensei em algo e cheguei aqui e ou vc ou algum dos frequentadores escreveu algo que tinha a ver com o que eu tava pensando.

Ah, Merton, vc deixou o post sobre os esportes lá no outro blog...mas vou falar aqui: Que fofa, a Jade ganhou o ouro hoje,amei!!!

Merton, muito bom esse site que vc indicou...vou repassar p/ uns amigos, obrigada!

"Cada vez que alguém diz que não acredita em fadas uma fadinha cai morta"...

I believe

Abração!

Mizi disse...

Huehuia... Cris, uma vez o pessoal da casa da minha namorada estava discutindo uns assuntos estranhos e aih perguntaram a minha opinião. Foi aí que eu disse: "As fadas estão morrendo"
=P

Tah certo, eu mesmo me zoei por isso, mas acho que vc me compreende... ;)

Alguém mais tem algum comentário sobre a Força?

Mizi disse...

Bom, Cris, não foi pra mim que você pediu, mas essa eu escrevo especialmente para você. Nos faz refletir sobre a pena de morte. É uma das passagens do livro que mais gosto...

(Conversa entre Frodo e Gandalf sobre o Gollum).

"- Ó Gandalf, meu melhor amigo, que devo fazer? Pois agora estou realmente com medo. Que devo fazer? É uma pena que Bilbo não tenha apunhalado aquela criatura vil quando teve a chance.

- Pena? Foi justamente Pena que ele teve. Pena e Misericórdia: não atacar sem necessidade. E foi bem recompensado, Frodo. Tenha certeza de que ele foi tão pouco molestado pelo mal, e no final escapou, porque começou a possuir o Anel desse modo. Com Pena.

- Sinto muito - disse Frodo. - Mas estou com medo; e não sinto nenhuma pena de Gollum.

- Você não o viu - Gandalf interrompeu.

- Não vi e nem quero ver - disse Frodo. - Não consigo entender você. Quer dizer que você e os elfos deixaram-no viver depois de todas as coisas horríveis que fez? Agora, de qualquer modo, ele é tão mau quanto um orc, e um inimigo. Merece a morte.

- Merece! Ouso dizer que sim. Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver. Você pode dar-lhes vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém à morte. Pois mesmo os muito sábios não conseguem ver os dois lados. (...)"

Bom... isso daí já dá pra matar a vontade. Abraço, mocinha!

Alpha disse...

Oi oi Merton

Olha, amigos, estou tentando ler tudo, mas é quase impossível, face o tempo prolongado que fiquei ausente.

Ainda mais se quando eu entro aqui meus olhos caem diretamente nas frases de Yoda.

Impossível sair dali. Impossível não rememorar ensinamentos milenares contidos em frases atuais.

Ótimo que o assunto sobre a Força esteja sendo ventilado por aqui, nesse tempo terrestre. Parabens para quem teve a intuição e a seguiu.

Gugu, obrigada pelo carinho.

Beijos

Gugu disse...

Olá, Alpha...

Seja bem-vinda de volta!

Não sei eu exatamente oq fiz... mas de nada!

Abraços.

Alpha disse...

Oi Gugu, o carinho foi o fato de você ter colocado as frases do Yoda...rs..r.s... esqueci de completar quando escrevi o post anterior.

Cris disse...

Mizi, oi anjinho...valeu, adorei!!!

Beni disse...

Olá, pessoal, como vão? Eu também estava um pouco ocupado ultimamente. O blog está cada vez mais interessante, e os comentários também. Pena que as postagens estão demorando um pouco mais para sair mas continua sendo meu point favorito na net.

Beni

H K Merton disse...

Pessoal,

Nossa amiga Gwenyfar publicou algumas postagens interessantes sobre Tolkien e o Senhor dos Anéis no blog dela. Confiram aqui.

Mizi e Cris,

Eu insisto. Ainda me surpreendo, porque com essa acho que já foram umas quatro ou cinco vezes que o Mizi adiantou, sem saber (dou minha palavra que não tinha comentado nada com ele) o teor do próximo post. No começo eu até brincava com ele, pedindo pra parar de estragar a surpresa... inacreditável!